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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

VENEZUELA. FATOS E SUPOSIÇÕES

Para alguns, o que aconteceu na Venezuela revela uma ação poderosa das forças armadas estadunidenses. Para outros, o ocorrido revela uma possível corrupção de generais venezuelanos. Outros, porém, dizem ter havido um acordo sem a participação de Maduro.

Ninguém sabe efetivamente o ocorrido. Um analista estadunidense diz que um avião foi atingido por forças venezuelanas e que uma defesa anti-aérea estava ativa. Os cubanos dizem que os mais de 30 guarda-costas de Maduro foram mortos em combate. O fato é que Maduro está nos Estados Unidos sendo julgado e a sua vice assumiu a presidência do país, além do chavismo ser a corrente politica dirigente da Venezuela, hoje.

Vejamos primeiramente os fatos pelo lado do Trump. Ele disse que a vice-presidente poderá conduzir o país, desde que não afronte nenhuma reivindicação dos Estados Unidos. Ou seja, permitiu que o chavismo continuasse no poder, afastando a oposição da tomada de poder. O motivo? O exército e grande parte da população apoiam o Chavismo.

O fato é que apenas combates corpo a corpo permitiriam uma derruba do chavismo. Ataques aéreos apenas fortaleceriam o governo, com o nacionalismo da população venezuelana e forças de milícias leais ao chavismo. E Trump não quis entrar em um novo Iraque, uma nova Líbia ou um novo Afeganistão. A retirada de Maduro era o que bastava a Trump, ao menos até agora.

Vejamos agora pelo lado venezuelano. A Venezuela corria o risco de ser bombardeada. A permissão de um ataque cinemográfico com poucas mortes evitaria um banho de sangue e um caos econômio ao país. 

Esses últimos parágrafos revelam fatos. Mas as dúvidas perduram. Houve, então, um acordo? Maduro foi entregue por algum alto comandante militar? Maduro sabia do ocorrido?

As perguntas feitas acima não serão respondidas de forma positiva ou negativa. Levantaremos hipóteses, como se faz nas análises de dados. Inicialmente falaremos sobre os militares venezuelanos.

Os militares venezuelanos muito possivelmente não entregariam maduro por um simples motivo. Eles estão umbilicalmente ligados ao chavismo. E a ruptura institucional provocada pela entrega de Maduro provocaria uma guerra civil, com as forças armadas de um lado e a guarda bolivariana e a milícia de outro.

Os relatos que se têm sobre o sequestro de Maduro advêm de agências internacionais que têm como fontes agentes estadunidenses. Nenhum cubano teria sobrevivido para dar um depoimento e nenhum venezuelano teria sido entrevistado para relatar o que aconteceu naquele enorme palácio de Miraflores. Assim,  é possível que a versão apresentada pelo país pretensamente vencedor pretenda manipular a opinião pública.

O fato é que não se viu nenhum corpo da guarda cubana nem a filmagem na hora da apreensão. O enorme palácio, repleto de agentes e câmeras, teria muito a revelar sobre a verdade do ocorrido.

Mas vou abrir um parênteses, agora. Caso o processo de Maduro venha a ser arquivado por inconsistência, ou ele venha a ser absolvido ou condenado a penas leves, com possibilidade de extradição a outro país, aí sim pode estar escondido um grande acordo, possivelmente com a participação do próprio Maduro. Caso ele venha a ser condenado e não seja extraditado, a tese antes apresentada não teria consistência, e Maduro, ainda que tivesse havido algum tipo de acordo, não estaria ciente nem participado.

Mas Maduro participaria de um acordo do tipo? Se fosse para salvar o chavismo e evitar um derramamento de sangue, qualquer político que amasse o seu país poderia pensar nessa hipótese, sim.

Por outro lado, Cuba não teria interesse em ocultar os fatos reais e declarar como mortos agentes que não teriam entrado em combate. Mas se sustentar uma versão não real permitisse mais honradez a Maduro, a permanência do regime e dignidade aos próprios guardas cubanos, uma mentira poderia ser aceitável, ou não?

Algumas circunstâncias serão reveladas nos próximos dias. Mas apenas uma análise conjunta permitirá avaliar o que de fato deve ter ocorrido na Venezuela. Por enquanto há apenas suposições.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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