O ser humano vive uma crise existencial em um momento em que crê que a natureza existe para servi-lo e não que ele, como animal integrante daquela, também tem que agir para manter o equilíbrio e, assim, manter viva a espécie.
O individualismo e o consumismo estão perturbando a mente humana, transformando-o em um ser que, além de por em perigo toda a espécie, ainda pode provocar prejuízos incalculáveis à Natureza como um todo.
O individualismo o afasta da capacidade de sentir empatia. O consumismo o torna obcecado pelo ter e pelo luxo.
Muitas pessoas vivem não apenas em condomínios murados e passam horas de lazer em shoppings de luxo. Muitas pessoas vivem em redomas de vidro, acreditando que são personagens principais não de suas histórias particulares, mas alem-mar e até do próprio Universo. São incapazes de perceber a sua insignificância em todos os sentidos e aspectos. E tentam impor suas vontades na sociedade, subjugando a Natureza.
Daí vêm o caos climático, as secas, as chuvas torrenciais, a diminuição da disponibilidade de água potável, não como castigo, mas como reflexo direto das ações humanas.
O consumismo e o individualismo estão levando ao caos, à escassez e ao sério risco existencial.
Se fosse mais questionador, o ser humano adotaria outro modelo que não o do exaurimento da Natureza.
A sobrevivência exige mais que vontade, mas inteligência e determinação.
Essa sociedade foi manipulada para servir uma casta, que aproveita o luxo e a extravagância. O resto imagina que consumir o desnecessário fará alguma diferença. Fará diferença apenas para aqueles que os manipulam, mas estes também serão alcançados pelo caos da destruição.
A destruição não advirá de inundações, mas das ações do próprio homem. A Arca salvadora são os projetos de readequação da sociedade de consumo. Apenas a determinação aliada à inteligência salvará a nossa espécie.