Quem conhece história sabe que os Estados Unidos sempre foram autoritários, incentivaram golpes de Estado, invadiram países e sequestraram presidentes. Isso não é novidade, por mais que surpreenda alguns.
O que há de diferente é a forma em que isso está sendo exposto.
Embora tente imitar presidentes anteriores, tentando sustentar que a intenção inicial era a de combater o tráfico de drogas, Trump expõe às claras que o interesse é pelo petroleo. E mais. Também o é geopolítico.
Trump é um cara bruto e expõe a brutalidade de forma assustadora. Os presidentes anteriores amenizaram o clima e sustentavam que a briga ou era por democracia, direitos humanos ou contra corrupção e o tráfico de drogas.
Os Estados Unidos, como se viu pela execução da cidadã estadunidense pelo ICE, a milícia trumpista contratada para combater a imigração ilegal, não respeita os direitos civis ou direitos humanos. É o país que mais consome drogas em todo o globo. Tem uma democracia frágil e que está sendo testada diariamente por Trump. É também (não se assuste) o país mais corrupto do mundo. A prova disso é o preço das armas estadunidenses, três ou quatro vezes mais caras que outras de mesmo nível tecnológico, como esclarece Robinson Farinazzo, ex-militar e comandante da Marinha Brasileira.
Trump é mais bruto e isso assusta e tem que assustar, mesmo. Ele cria intrigas com países aliados a todo instante. Quer a Groenlândia e não esconde que pode usar força militar para isso. Impõe taxas absurdas a países amigos e humilha aliados em público. Está levando a Europa a um declínio econômico e industrial que pode ser avassalador e isolar ainda mais os Estados Unidos, que podem até resistir economicamente, mas militarmente estariam isolados.
Trump conseguiu, através de suas ações absurdas, a façanha de aproximar a Coréia do Sul da China e a Arábia Saudita do Irã.
Trump devasta o bom senso e as relações de civilidade, mas é menos hipócrita que outros presidentes. Ele evidencia o diuturno autoritarismo dos Estados Unidos. Sua brutalidade é um perigo ao mundo, mas também ao próprio império. Ele acirra ânimos internos e sua arbitrariedade desvelada propicia a união de opositores. Em um país em que a população anda armada, a gasolina já foi jogada sobre o território estadunidense e o pavio está aceso. Falta pouco para eclodir uma questão social e até mesmo uma guerra civil. O desmoronamento parece estar prestes a ocorrer.
A sabedoria chinesa impõe a paciência e o respeito pelo tempo. Talvez eles já tivessem antevisto a iminente ruína interna e por isso jamais foram para um confronto aberto.
Os Estados Unidos dos seriados e filmes era uma ficção, um engodo, uma manipulação. Eles sempre foram eugenistas, violentos e cruéis.
É bom realçar o óbvio. A população estadunidense, porém, não se confunde com o seu governo. Aquela é ingênua e solidária. Esse é manipulador e sórdido.