quarta-feira, 30 de agosto de 2023

O BRASIL TEM POTENCIAL E PODE FAZER A DIFERENÇA EM UMA NOVA ORDEM MUNDIAL, MAS HÁ FORÇAS QUE SE CONTRAPÕEM INTERNA E EXTERNAMENTE.

Não há dúvidas de que o Brasil tem riquezas cobiçadas pelas grandes potências: minério, petróleo, água e uma posição estratégica.

Assim, de nada adianta defender o alinhamento incondicional aos Estados Unidos ou à Rússia ou até à China. Todos esses países, em maior (EUA) ou menor grau (Rússia e principalmente a China), têm comportamentos imperialistas. O primeiro demonstra voracidade (EUA) com qualquer país que possa colocar a sua hegemonia ou seus interesses geopolíticos e econômicos em risco. A Rússia age militarmente com os seus vizinhos e países periféricos e a China, que evita conflitos bélicos diretos, têm questões fronteiriças com diversos vizinhos.

O Brasil, assim, deve primar pela sua independência e bom relacionamento com todo e qualquer país, sempre buscando valorizar parcerias econômicas e tecnológicas, sem um alinhamento incondicional, já que qualquer potência com viés imperialista ou interesse de dominação comercial, em um momento de fragilidade do Brasil, tentará impor a sua vontade  através de pressão econômica e até militar.

Com os seus vizinhos, o Brasil deve fortalecer alianças militares, visando diminuir incidentes, ampliar a proteção de todo o continente e erradicar golpes militares que possam prejudicar seus interesses.

Ao lado disso, o Brasil deve promover um choque educacional e de cidadania, fortalecendo e melhorando o sistema educacional, com fortalecimento do respeito à cidadania e à democracia, a partir dos servidores públicos civis e militares. Os servidores devem servir à Pátria e não aos interesses pessoais.

As Forças Armadas, na defesa dos interesses estritamente nacionais, deve ser valorizada e reestruturada, de forma a amoldar-se aos avanços tecnológicos, aos regramentos constitucionais e aos interesses estritamente nacionais, sem que sofra influência de escolas militares de outros países. Parcerias não exclusivas e não direcionadas e sem manipulação ideológica sempre são bem vindas. Os militares devem ajudar o Brasil a preservar a sua democracia e a firmar a sua independência tecnológica.

É interessante e geopoliticamente inteligente que o Brasil participe dos BRICSs e do G20. O Brasil tem que defender os seus interesses acima de qualquer ideologia. Precisamos tornar o Brasil grande economicamente, educacionalmente avançado e proporcionar o bem-estar a todos os brasileiros. Não é difícil! Basta seriedade e compromisso do governo, dos servidores e de todos nós!

Jamais seremos uma potência econômica se muitos continuarem a pensar apenas em si mesmos. E o nacionalismo não pode ser um discurso vazio ou objeto de ódio ao estrangeiro, mas, acima de tudo, amor pelos brasileiros e pelo o que o nosso país significa e pode fazer de bom por todos nós e por todos os habitantes do globo: serenidade, paz e prosperidade, afetando o mínimo possível a natureza já tão sofrida.

Não é por outro motivo que o Brasil sofre com a divisão da sociedade e com a divisão de valores humanos. São muitos os que pregam contra o futuro do Brasil, e aqui entenda-se como quiser, mas são muitos, mesmo, que chegam a ultrapassar a nossa capacidade de enxergar e imaginar. Cabe a cada um de nós que verdadeiramente ama o Brasil e a brasilidade defender o nosso povo e a nossa natureza dos ataques vindos de dentro e de fora.

Exercer a cidadania e explicar a importância do Brasil é um bom caminho no plano material. E se você tem uma espiritualidade forte, orar, rezar e meditar, atraindo bons espíritos, boas energias e vibrações positivas é importante para essa guerra atípica, não silenciosa e persistente que o país continua a enfrentar, agora de forma mais evidenciada.

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

MISÉRIA E DESEMPREGO. UM PAÍS EM CRISE. SEMPRE É POSSÍVEL MUDAR, HAVENDO VONTADE!


Imagine cinco crianças se deparando com a realidade de hoje e a perspectiva de futuro.
Uma nascida na guerra da Síria, outra em um país pobre da África, uma terceira nos Estados Unidos, uma quarta no Brasil e uma quinta na China.
A que nasce na Síria, devido aos dramas da guerra, muito possivelmente, será crítica frente aos políticos e às potências mundiais, face ao caos que geraram no país árabe.
A que nasce em um país pobre da África, deverá ter uma consciência crítica frente àqueles que exploram os miseráveis, podendo se tornar rebelde ou submissa, como a que nasceu na Síria.
A que nasce nos Estados Unidos, crescerá em meio a um país economicamente decadente e estará cercada de defensores de extrema direita, imaginários de uma guerra contra o comunismo, como se este fosse o responsável pela derrocada de seu saudoso poder hegemônico.
A criança nascida no Brasil, pela proporcionalidade da miséria frente à população, deverá crescer na periferia das grandes cidades e, como em um país pobre da África e também dos Estados Unidos, se cercará de discursos religiosos de Igrejas neopentecostais e da visão extremada de direita que elas apregoam, ao mesmo tempo em que será diuturnamente cooptada por quadrilhas e organizações criminosas que se expandem no Estado cada vez mais diminuto ou incompetente que os governos de todas as esferas têm imposto à população.
Já a criança nascida na China, país responsável por vinte por cento da população mundial e pela maior economia do globo, se deparará com a prosperidade de um país que há poucas décadas vivia na miséria quase que absoluta. Essa, tenderá a achar que o socialismo e comunismo são os únicos sistemas capazes de propiciar a realização de sonhos.
Cada criança vê o mundo segundo as condições do meio em que foram criadas. 
As crianças nascidas em países pobres ou decadentes estarão sujeitas a uma maior influência do extremismo religioso e de direita e, muito possivelmente, a uma maior probabilidade de enfrentar confrontos armados e guerras ao longo de sua vida.
A criança nascida em um país de economia emergente e rica, a contrário, tenderá a enxergar um mundo com mais possibilidades.
Assim, numa análise crítica atual, seria fácil dizer que o comunismo e o socialismo venceram o capitalismo.
Contudo, tal discurso seria apenas aparentemente verdadeiro.
O capitalismo, certamente, está decadente e levando o mundo ao caos ambiental, humanitário e esiritual. O capitalismo inconsequente acelerou o aquecimento global e o uso de recursos ambientais que levaram à escassez ou poluição ambiental, inclusive da água potável, em muitos cantos do globo. E permitiu o crescimento da espiritualidade oportunista de muitas pseudo-Igrejas.
Mas o comunismo ou socialismo chinês não é um exemplo de sucesso espiritual ou do sistema econômico, até porque na China o governo é centralizado em um único partido, no caso o partido comunista, enquanto a economia é uma mescla do intervencionismo estatal com o capitalismo de mercado.
A China deu certo economicamente porque o governo agiu corretamente na economia, ou seja, planejou-a e não deixou de monitorá-la. Lá, portanto, não é um exemplo de comunismo ou capitalismo, mas de um Estado responsável pelo crescimento econômico, como orientador e promotor.
O Brasil, ao contrário, segundo os economistas mais "prestigiados pela mídia", deveria ter um Estado ausente e distante da economia. O resultado dessa ideia no mínimo equivocada vemos diuturnamente com o desemprego e a desindustrialização crescentes.
O Brasil só crescerá se o Estado (sempre democrático, de preferência), for um ator importante para promover o expansionismo e crescimento da economia em um setor ou outro, como no da tecnologia, que exige investimentos em educação especializada. Um Estado omisso apenas assistirá passivamente ao interesse do mercado: crescer naquilo que está dando lucro, sem precisar arriscar em novas áreas. Para que o país tenha indústrias de tecnologia ou de outras áreas determinadas, a promoção e orientação do Estado na economia é vital. Sem isso veremos o que já está a ocorrer há décadas. Concentração do capital e das indústrias em pequenos grupos econômicos.
Não há mágica. 
O Brasil é um país com grande número de pobres, miseráveis e desempregados, mas poderá crescer economicamente apenas se o Estado participar efetivamente como promotor do desenvolvimento. Ciro Gomes já falava nesse modelo, que foi adotado de forma mais simples por Getúlio Vargas e Geisel, que propiciaram a criação de grandes indústrias, responsáveis por grande parcela da economia até hoje.
As crianças se submentem à realidade que as cerca, mas sempre é possível mudar havendo vontade!

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

ILHA DE GUAM PODE SE TORNAR A MAIOR FORTALEZA DO MUNDO

Discretamente, os Estados Unidos planejam construir até 20 novos locais de defesa aérea na ilha de Guam, no Pacífico, para enfrentar chineses e norte coreanos. É o espaço militar aéreo e naval mais protegido do mundo, segundo a revista Military Watch Magazine.

Guam é uma ilha que pertenceu aos espanhóis até 1898 e que foi transferida para o domínio estadunidense, juntamente com Filipinas, hoje independente, e Porto Rico, após a derrota da Espanha na guerra Hispano-Americana.

Bases estadunidenses foram transferidas das Filipinas para Guam e mais recentemente a marinha dos EUA realocou suas instalações de Okinawa para Guam, por ser mais distante da Rússia, Coreia do Norte e da China.

Bombardeiros com capacidade nuclear devem ser mantidos no local, guarnecidos por uma combinação de lançadores de mísseis terra-ar e radares na defesa contra mísseis inimigos.

Segundo um recente relatório militar, o sistema de defesa antimísseis é capaz de defender toda a ilha de Guam em 360 graus.

Os Estados Unidos vêm fortalecido suas bases militares no Pacífico, com apoio de algumas potências ocidentais, desde que o leste asiático se tornou um importante centro econômico e tecnológico.  

A mesma Military Watch Magazine especula que a China está terminando de desenvolver o H-20, um bombardeiro de longo alcance, capaz de retaliação.

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

CRACOLÂNDIA. A DEGRADAÇÃO É DE TODOS NÓS!

O drama da cracolândia afeta diretamente os dependentes de drogas, familiares, moradores da região, comerciantes e pessoas que passam pela área, a pé, de carro ou mediante transporte público.

A questão é, portanto, de Estado, a ser resolvida pelos entes públicos. Porém, nada impede que particulares se associem para criar medidas paliativas, que ajudem a diminuir o drama dos associados, ou que interajam com o Estado. Aliás, isso parece ser importantíssimo.

Os dependentes não necessariamente praticam ou praticaram crimes. Na maior parte das vezes se fragilizam e, já sem a sensação de prazer que a vida lhes proporcionou, e com o abandono que até para nós é plenamente visível, caminham a passos largos para a morte. Sim, o mero uso de algumas drogas provoca  morte.

Se há pessoas que caminham voluntariamente e sem oposição para a morte, através do uso compulsivo das drogas, a omissão da família, da sociedade e do Estado pode estar caracterizada (a responsabilização depende da avaliação de caso a caso). Assim, tanto o Município de São Paulo, quanto o Estado e a União deveriam somar esforços para resolver o problema da drogadição, em especial nas cracolândias.

Há muitas vítimas nas cracolândias, sejam os dependentes, os moradores da região alcançada pelas cracolândias, os comerciantes das áreas envolvidas e também próximas, os que atravessam a região.

A permanência das cracolândias tende a afetar a sociedade como um todo, com o fortalecimento do tráfico nas regiões centrais e não apenas nas periferias e algumas comunidades, com a debilitação da saúde dos usuários e dependentes e de familiares,  a prostituição de parte dos dependentes para a compra da droga, a desvalorização imobiliária na região, a alta incidência de furtos e roubos, muitas vezes promovidos pelos traficantes, a corrupção policial adjacente ao tráfico, o surgimento das milícias, criando o perigo de envolvimento de parcela significativa de agentes públicos armados (polícias civis, militares e guardas civis) no crime organizado, a degradação do comércio e o enfraquecimento da cidadania.

A ação pontual do Município, Estado e União para a solução das cracolândias é necessária e importante.

É óbvio que as ações integradas não resolverão os problemas de todos os usuários de entorpecentes, mas pode diminuir o drama de todos os envolvidos e ainda evitar o surgimento e fortalecimento de organizações criminosas, o que deveria ser prioridade para as pastas de segurança pública.

O tratamento da saúde deve ser a prioridade número 1, com ações efetivas e suficientes de psicólogos, médicos, incluindo psiquiatras, e assistentes sociais, ouvindo todos os usuários que estão na cracolândia paulistana e familiares. Aí verificariam a necessidade de tratamento da drogadição e outras questões de saúde, bem como a possibilidade de fortalecimento dos vínculos familiares com a participação, promoção e incentivo do poder público. Em grande parte das vezes, o resgate dos dependentes se dá através de tratamento de saúde e de participação dos familiares.

É óbvio que aonde há dependentes químicos, haverá droga próxima. Para isso, deve o Estado promover as ações de saúde, como já foi mencionado, inclusive com internação voluntária e até forçada, em casos graves em que a vida da pessoa está por um fio (esse meu entendimento decorrer do princípio da solidariedade e da vida, que vem disposto em primeiro lugar no "caput" do artigo 5º da Constituição Federal, que não admite qualquer omissão familiar, da sociedade e do Poder Público).

Ao mesmo tempo, outras secretarias deveriam promover cursos profissionalizantes, inserção no mercado de trabalho, moradia temporária.

Enquanto isso ocorre, o que demanda tempo, deve haver nessas regiões a ação pontual dos serviços de inteligência da área de segurança pública e corregedorias, a fim de apurar as organizações criminosas existentes e os criminosos envolvidos, incluindo aí alguns agentes públicos que se corrompem, participam de milícias ou abusam de seu poder.

A Municipalidade, de certo, pode e deve promover incentivo tributário aos proprietários de imóveis e comerciantes da região, mas aliado a uma política efetiva de presença dos órgãos e agentes do Município, bem como do Estado e até da União, se o caso, na região.

A presença do Estado afeta o poder do tráfico. Foi assim nas periferias e comunidades e assim também será nas cracolândias.

Em decorrência da presença do Estado, a polícia ostensiva e a inteligência policial devem estar atuantes na área, a fim de propiciar a sensação de segurança aos moradores, comerciantes e transeuntes.

A presença policial é a ação que deve ocorrer juntamente com a política de saúde, a número 1.

A valorização do centro da capital paulista é uma prioridade, a fim de levar aos locais não só a presença efetiva do poder público, mas ativides esportivas e culturais, incentivando o comércio que resiste, incluindo aí bares e restaurantes tradicionalíssimos e que contam parte da história de São Paulo.

Hoje, o tráfico espanta as pessoas da região da cracolândia. Uma ação reversa, de levar o poder público e as pessoas, com segurança pública efetiva, à região me parece ser uma prioridade.

Mas a participação da sociedade, incluindo moradores, entidades privadas e Igrejas, é fundamental.

O que não pode haver é o fechamento de olhos para a degradação não só do centro, incluindo aí o centro histórico da capital, mas das pessoas humanas dependentes de drogas e os concomitantes fortalecimento de organizações criminosas, aumento da corrupção, sensação efetiva de insegurança e de abandono e omissão de todos.

A degradação de pessoas, nosso bem maior, e do centro, nossa história, é a degradação de todos nós.

A ação é para ontem. A vida não pode esperar!

sábado, 12 de agosto de 2023

O FALSO NACIONALISMO DA EXTREMA DIREITA BRASILEIRA

A quem é nacionalista de verdade, soa como ofensa alguém defender o governo Bolsonaro como nacionalista. Não foi. Foi, ao contrário, o mais entreguista dos últimos tempos.

Para ser nacionalista não precisa ser de direita ou de esquerda. Precisa, antes de tudo, amar o país e o seu povo, a formação da nacionalidade brasileira e pretender a prosperidade nacional e de cada nacional que aqui habita. Precisa, portanto, amar os quilombolas, as diversas etnias indígenas, os negros herdeiros dos escravizados, os descendentes dos imigrantes e também dos portugueses que aqui estiveram desde o início da colonização, ou não.

O Brasil tinha e ainda tem tudo para ser a 3ª ou 4ª maior potência do globo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Não é difícil chegar lá. Será difícil apenas se a mesquinhez e o egoísmo de parte da nossa elite e do nosso povo como um todo ainda preponderar.

O Brasil é abençoado pela localização geográfica e pela natureza. Tem solo rico em petróleo e minério, além de ter uma pecuária e uma agricultura extremamente competitivas. Também tem a Amazônia, o Pantanal, além de outros biomas importantes. O Brasil também é riquíssimo em água potável acima e abaixo do solo.

Somos uma potência quando se fala em petróleo, minério, produção agroindustrial, produção pecuária, água e oxigênio. Mas estamos permitindo a destruição dessas nossas riquezas.

As águas fluviais e subterrâneas estão em grande parte contaminadas. A Amazônia vai sendo, dia a dia, consumida por incêndios ou devastada por mineradores, pecuaristas ou agricultores ilegais.

Como nacionalistas, deveríamos proteger nossas riquezas, para que elas possam ser aproveitadas pelos nossos filhos, netos e pelos netos de nossos netos. Mas, não. Pensa-se apenas no hoje. Foi assim no governo Bolsonaro, que se calou perante os abusos contra os indígenas, os rios contaminados pela mineração ilegal e a nossa Floresta Maior, a Amazônia. Em prol de maior produção hoje, pouco se importou com o amanhã, que já chegou e pode, com o aquecimento global, diminuir nossa produtividade e, por consequência, a entrada de recursos, afetando a todos nós, inclusive o nosso abastecimento interno!

Nacionalistas se preocupam com o fortalecimento da educação, o investimento em tecnologia e a produção cultural. Tudo isso foi vetado pelo governo Bolsonaro.

Em uma época em que o mundo inteira busca chip para as suas indústrias de computadores, celulares, televisões e automóveis, dentre outros, o Brasil de Bolsonaro resolveu fechar a única empresa produtora de chip no Brasil, a estatal CEITEC - Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A., tornando-se ainda mais dependente da tecnologia internacional. O governo atual tenta reverter o fechamento.

A produção cultural foi pífia no governo Bolsonaro, quando, ao contrário, poderia incentivar a produção, da mesma forma que fazem os governos da Coreia do Sul e da Índia, propiciando a entrada de recursos no País, ao mesmo tempo em que se firma no exterior a imagem do País, algo importante para a geopolítica na qual o nosso país está inserido.

A preocupação com a economia só foi objeto de discurso vazio e de combate a uma pandemia que matou mais de 700 mil brasileiros. E, ao contrário do que pregou Bolsonaro, o combate efetivo à pandemia, com uso de máscaras, incentivo e difusão da vacinação e respeito ao distanciamento social, logo no início, nos propiciaria que a economia se mantivesse forte. Deveria, sim, incentivar a produção à distância, se possível, ou a inserção dos comércios locais em um grande banco de dados que permitisse a cada cidadão comprar de um comércio próximo de sua residência. Na era da tecnologia, era a coisa mais óbvia a fazer pelos governos das três esferas, e não foi feito.

Ver tantos militares envolvidos em esquemas de um governo que nunca defendeu o nacionalismo, mas apenas o corporativismo militar, envergonha a todos nós, sejamos de direita ou de esquerda. Nossas Forças Armadas são importantíssimas para garantir a nossa soberania e altivez, mas quando parte dela se associa a políticos, o risco à democracia se torna iminente. E quando essa parte que se associou o fez pensando unicamente em salários melhores ou outras fontes de riquezas, envergonha a todos aqueles que querem ver nossas Forças Armadas verdadeiramente fortalecidas.

Como resultado do antipetismo e do antilulismo disseminado teatralmente por Bolsonaro, temos um país dividido, beirando o tosco e ridículo. Chega!

Pensemos no país! Pensemos nos netos de nossos netos e em um Brasil gigante e que abrigue cada um dos brasileiros que cá, ou que por lá (no mundo afora), habitam.

A extrema direita é uma força que cresceu na europa, mas com ações nacionalistas, ao contrário do que ocorreu no Brasil, que entregou a Base de Alcântara, facilitou a entrada de estrangeiros, em plena pandemia, alinhou-se de forma cega à política externa adotada por Trump, pouco fez para manter algumas das maiores multinacionais no país, como Sony e Ford, dentre outras.

Os casos criminosos de apoderamento de joias que o Estado Brasileiro ganhou mostram às claras os interesses de um governo que se dizia nacionalista, mas que pouco se importou com a matança de brasileiros com atos comissivos e omissivos e que, na prática, pouco fez para manter empregos, mas que foi hábil em fazer discursos de ódio, sempre culpando as "minorias" (que são parte de nossa brasilidade), a cultura (que forma a nossa identidade nacional), a ciência, o Congresso Nacional e a Justiça Brasileira!

Um governo que age contra as instituições e o seu povo, age contra o Brasil, não tendo absolutamente nada de nacionalista. À época daquele governo houve a defesa apenas de interesses pessoais e corporativistas, o que deveria soar vergonhoso para aqueles que até então o defendiam.

Não precisamos de discursos nacionalistas, mas de propostas nacionalistas e de ações verdadeiramente nacionalistas, que engrandeçam o Brasil.

Nacionalismo jogado no vazio é o pior da política e só fez mal ao Brasil. Chega!

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

NINGUÉM GANHA COM A GUERRA, MAS HÁ PERDEDORES!

Nessa guerra Rússia-Ucrânia não haverá vencedores!

A Ucrânia vê o seu solo ensanguentado e, mesmo que vença o confronto e volte a ter as suas fronteiras pré 2022, necessitará de uma reconstrução geral! Mas será difícil vencer!

A Rússia canaliza muitos recursos para manter o seu poder bélico na guerra e vive sob tensão. E mesmo que ganhe a guerra, a sua relação com a Europa já não será a mesma de antes e se tornará mais dependente da China. E ainda, se sagrar-se vitoriosa, correrá o risco dos Estados Unidos, através das chamadas revoluções coloridas, em um último e desesperador estágio do império, incentivar o terrorismo e guerras internas que visem o desmembramento do país em várias republiquetas.

Com a guerra a China não sai vencedora nem perdedora, até porque não visa participar direta e indiretamente, mas será capaz de analisar o poderio militar e estratégias militares de cada uma das potências envolvidas, compreendendo melhor os seus rivais econômicos e geopolíticos. Obviamente não interessa à China uma Rússia dividida. A Rússia funciona como uma importante barreira e um importante aliado contra as pretensões imperialistas dos Estados Unidos. Caso a Rússia seja repartida em republiquetas, a China terá um sério problema à frente, tendo que repensar sua estratégia defensiva.

A OTAN, obviamente, se fortalece, mas o mesmo não ocorre com os seus principais membros.

A Europa, com menos gás e petróleo russos, tende a ter uma produção industrial menos significativa, mantendo a inflação em alta e uma crise econômica sempre à vista.

Mas o maior perdedor a médio prazo parece ser os Estados Unidos, já prestes a ser ultrapassado pela China em poderio econômico. Os Estados Unidos canalizam suas energias em fornecer armamentos para a Ucrânia, mas ela dificilmente conseguirá ser uma fonte de lucro para os Estados Unidos, como foi o Iraque. Sem infraestrutura para escoar sua produção de alimentos, a Ucrânia enfrentará uma crise econômica ainda não vista durante a guerra e os Estados Unidos podem perder material bélico e ainda não recuperar todo o dinheiro empregado na Ucrânia. Para um país que economicamente está decadente, isso não é uma boa noticia nem um bom caminho a ser trilhado. Além disso, enquanto os Estados Unidos ficam focados em seus parceiros tradicionais, a China tenta expandir o seu poder de influência para além da Ásia, fortalecendo laços com a África e a América Latina, investindo recursos, aumentando a sua influência geopolítica e o seu poder econômico e garantindo fornecimento de minério, petróleo, gás e alimentos.

A guerra não interessa a ninguém, mas menos ainda aos Estados Unidos, a não ser que eles saibam e calculem algo que ninguém, absolutamente ninguém, seja capaz de imaginar.

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

O CAPITALISMO EXTREMADO COMO CAUSA MAIOR DOS PROBLEMAS SOCIAIS E DA IMPLOSÃO DOS ESTADOS-NAÇÃO

Dou continuidade ao texto que abordava as cracolândias e me aprofundo ao justificar como o capitalismo moderno, dos extremos, ser a causa maior da proliferação desses vazios de Estado.

Recordo que denomino o capitalismo vigente de capitalismo extremista por ser criador de permanentes extremos, de riqueza e de miséria, de paixão cega e de ódio, de Estado como provedor do capitalismo e de aniquilamento do Estado apaziguador e de bem-estar, e de movimentos políticos personalistas e contrários à civilização e humanização.

É a demonstração clara de fracasso do capitalismo extremista em resolver os problemas dos países. Embora a voz predominante nos meios sociais defenda o capitalismo dos extremos com veemência, é ele, na verdade, que cria vários problemas e os agudiza, implodindo os Estados-Nação.

O capitalismo atual, dos extremos, cria a falsa impressão de crescimento e visa enfraquecer as estruturas estatais, privilegiando os interesses de poucos. O capitalismo, como um todo, não é mágico, mas cruel, movimentando o capital e centralizando-o nas mãos de poucos, criando assim consumos concentrados e obras faraônicas, o que é capaz de seduzir as mentes mais doentias das classes médias e de políticos, abandonando parcela da população e questões vitais a qualquer país a último plano. Ao mesmo tempo, o capitalismo atual debilita por dentro os Estados, destruindo conquistas históricas e promovendo, ainda que involuntariamente, o extremismo e o ressurgimento de movimentos fascistas e neonazistas, como temos visto com abundância, inclusive em Israel e países que sofreram com tais regimes na segunda guerra mundial.

Os Estados se despersonalizam com o capitalismo moderno e tendem a fragmentar-se ou a implodir. É o que possivelmente ocorra em poucos anos, talvez em uma ou duas décadas, ou menos, com alguns países europeus e os Estados Unidos.

O Brasil sofre com a fome e a miséria e isso se torna mais visível às classes mais favorecidas, que se deparam com um grande número de pedintes nos faróis, um número cada vez mais explosivo de pessoas em situação de rua e de pessoas despersonalizadas aos milhares nas diversas cracolândias. E precisamos resolver esses problemas. Precisamos de uma Nação sadia, próspera, e não fragmentada, debilitada. O capitalismo pode existir, mas tem que ser controlado para evitar os seus males mais profundos, não permitindo excessos que enfraqueçam a sociedade e o próprio Estado.

A privatização, como regra, é um erro e tem sido implementada como se significasse modernidade e prosperidade. Ao contrário. Em um país com tantos problemas sociais, o serviço público tem um papel importante. O que deve haver, ao contrário da privatização, é o aperfeiçoamento do serviço público, para que alcance eficiência e maior proximidade com o cidadão. Essa, sim, deveria ser a prioridade.

Porém, privatizações criam a possibilidade de empregar apadrinhados, violando legalmente a regra do concurso público, além de ser grande canal de corrupção e até facilitadora desta, ao diminuir a fiscalização por concursados.

O Brasil trilha um caminho equivocado, que ainda é possível corrigir. A cracolândia demonstra às claras os erros. Só não vê aqueles que não são capazes de perceber os dramas pessoais alheios e o da própria sociedade e país em que vive.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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