quarta-feira, 27 de abril de 2022

O OCIDENTE HIPÓCRITA E DECADENTE

O ocidente, ah, o ocidente...

Muitos veem o ocidente como o bastião da democracia, da cultura e da liberdade. Será verdade ou um ângulo deturpado da auto visão ocidental?

O ocidente significa arrogância, decadência e hipocrisia, muitas vezes.

A Grécia tão agraciada como o berço da democracia e da cultura ocidentais fica situada bem no leste da Europa, ao lado da Turquia, quase no Oriente Médio. A Grécia da antiguidade, por volta de 1000 AC a 100 AC, se relacionava muito mais com o oriente do que com o ocidente, a começar pelo seu império, que avançava em direção ao leste asiático e não ao oeste europeu. Os europeus da época, com exceção aos gregos, eram atrasadíssimos.

Jesus não nasceu na Europa, mas na longínqua Palestina (como era chamada pelos romanos), atual Oriente Médio.

Os bastiões da cultura na antiguidade mais famosos, antes da Grécia, eram o Egito, a Pérsia (atual Irã), Cartago (na África) e a China, esta com os seus filósofos e seu "modus vivendi" que se espalharam pelo mundo. A Europa pensante àquela época, com exceção à Grécia e à nascente Roma, era inexistente.

Os primeiros escritos que se tornaram amplamente conhecidos mundialmente são os dos sumérios, com histórias como de Noé e de Adão e Eva, posteriormente incorporados às Bíblias do antigo Testamento.

As grandes traduções da filosofia mundial, incluindo a grega, estavam nas bibliotecas do Iraque, atacado e invadido pelos Estados Unidos em dois grandes momentos.

Hoje, a extrema direita, antidemocrática, surge com força na Europa, pondo em risco não apenas a unidade Europeia, mas o mundo. Países ocidentais economicamente importantes fora da Europa estão ou foram dominados pela extrema direita, como os Estados Unidos da Era Trump e o Brasil de Bolsonaro.

O ocidente demoniza o oriente, seu "modus vivendi", sua política, sua cultura, suas religiões e até a sua filosofia, mas mostra-se decadente e hipócrita. Ao mesmo tempo em que prega a democracia, se demonstra pouco democrático, preconceituoso e pouco aberto ao novo.

O oriente, que criou o intercâmbio entre as Nações baseando-se no comércio, caminha e cresce silenciosamente em todos os aspectos, econômico, social e cultural.

A Grécia Antiga, e sua capacidade de aceitar o diverso e fomentar o avanço da filosofia e que estava entre o ocidente e o oriente faz muita falta no mundo de hoje.

Que a próxima potência econômica posicione-se pelo comércio entre as Nações, pondo fim a milênios de guerras por riquezas e territórios.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

UCRÂNIA. NENHUMA GUERRA DEVERIA SER PERMITIDA, ISSO DEVERIA SER UMA REGRA UNIVERSAL. OS MOTIVOS DA RÚSSIA PARA UMA GUERRA QUE COMEÇOU MUITO ANTES, HÁ 8 ANOS. MUITAS SANÇÕES E FALTA DE INTERESSE EM ALCANÇAR A PAZ.


Antes de mais nada, repito que sou contra a guerra na Ucrania. Há muitos civis morrendo, sofrendo e migrando por conta da grave crise humanitária naquele país.

Porém, há questões que não são analisadas pela mídia ocidental. O artigo abaixo, do professor Daniel Kovalik, publicado no site da RT (https://www.rt.com/russia/554166-international-law-military-operation-ukraine/) apresenta algumas questões pontuais, como a guerra continuada desde 2014, a perseguição a ciganos, falantes da lingua russa (e descendentes de russos) e até a homossexuais e estrangeiros pelos radicais infiltrados no exército da Ucrânia. Não é por outro motivo que negros e asiáticos são os últimos na fila a poderem deixar o país e pelo qual brasileiros não são bem vindos para lutarem ao lado dos ucranianos. Há racismo, discriminação e perseguição ocorrendo. Isso é fato. O povo ucraniano, em sua enorme maioria, não é nazista, e tem lembranças dos horrores da segunda guerra mundial, observe-se bem, mas os nazistas de lá foram empoderados, seja pelo incentivo da CIA estadunidense, interessada em minar os interesses e as fronteiras da Rússia, bem como a própria unidade do território russo, seja pelo acolhimento dessas milícias extremistas pelo exército oficial ucraniano.

O artigo abaixo, portanto, é de leitura obrigatória, não para justificar o inconcebível, que é a guerra, mas as razões para a Rússia intervir. Talvez, para ela, não houvesse mais diálogo e as ações dos Estados Unidos, seja criando laboratórios para armas biológicas, treinamento de milícias ucranianas, e a insistência para que a Ucrânia integrasse a OTAN, não criassem mais a oportunidade de um diálogo possível entre as Nações. Digo isso em uma hipótese, pois em geopolítica os interesses envolvidos são muito profundos e de difícil percepção, mesmo para quem estuda as relações internacionais.

Outro fato que há de ser ponderado na análise é que as sanções aplicadas à Rússia são inéditas e de grave repercussão internacional, inclusive e principalmente sob a ótica econômica. Qual o real interesse em se criar uma crise internacional desse vulto para sancionar um único país? O isolamento midiático, com repercussão na mídia mundial, não seria suficiente a acuar a Rússia? Afinal, essas ações nos permitem questionar quais seriam os reais interesses dos Estados Unidos. Destruir o seu principal rival militar e enfraquecer o poder das alianças (militar - negada por Rússia e China - e econômica da Rússia com a China) do Dragão chinês poderam ser alguns desses interesses escondidos?

Outro fato é que o governo ucraniano (e não o povo daquele país) e os Estados Unidos não estão sendo efetivos na busca da paz, parecendo querer prorrogar a guerra (sangrenta, como todas as outras), enquanto China, Turquia e até Israel demonstram interesse em que se alcance a paz imediata.


Daniel Kovalik: Por que a intervenção da Rússia na Ucrânia é legal sob o direito internacional
Pode-se argumentar que a Rússia exerceu seu direito de autodefesa
Daniel Kovalik: Por que a intervenção da Rússia na Ucrânia é legal sob o direito internacional












Por muitos anos, estudei e pensei muito na proibição da Carta da ONU contra a guerra agressiva. Ninguém pode duvidar seriamente de que o objetivo principal do documento – elaborado e acordado logo após os horrores da Segunda Guerra Mundial – era e é prevenir a guerra e “manter a paz e a segurança internacionais”, uma frase repetida por toda parte. 

Como os juízes de Nuremberg corretamente concluíram : “Iniciar uma guerra de agressão... não é apenas um crime internacional; é o crime internacional supremo, diferindo apenas de outros crimes de guerra por conter em si o mal acumulado do todo”. Ou seja, a guerra é o crime supremo porque todos os males que tanto abominamos – genocídio, crimes contra a humanidade, etc. – são os terríveis frutos da árvore da guerra.

À luz do exposto, passei toda a minha vida adulta me opondo à guerra e à intervenção estrangeira. É claro que, como americano, tive ampla oportunidade de fazê-lo, uma vez que os EUA são, como afirmou Martin Luther King , “o maior fornecedor de violência do mundo”. Da mesma forma, Jimmy Carter afirmou recentemente que os EUA são “a nação mais guerreira da história do mundo”.Isso é comprovadamente verdade, é claro. Somente em minha vida, os EUA travaram guerras agressivas e não provocadas contra países como Vietnã, Granada, Panamá, ex-Iugoslávia, Iraque (duas vezes), Afeganistão, Líbia e Somália. E isso nem mesmo conta as inúmeras guerras por procuração que os EUA travaram por meio de substitutos (por exemplo, através dos Contras na Nicarágua, vários grupos jihadistas na Síria e através da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos na guerra em andamento contra o Iêmen).  

Parece que o Ocidente não quer paz na Ucrânia

De fato, por meio dessas guerras, os EUA fizeram mais, e intencionalmente, do que qualquer nação do mundo para minar os pilares legais que proíbem a guerra. É em reação a isso, e com o desejo expresso de tentar salvar o que resta das proibições legais da Carta da ONU contra a guerra agressiva, que várias nações, incluindo Rússia e China, fundaram o Grupo de Amigos em Defesa da ONU Carta . 

Em suma, os EUA reclamarem da invasão da Ucrânia pela Rússia como uma violação da lei internacional é, na melhor das hipóteses, o pote chamando a chaleira preta. Ainda assim, o fato de os EUA serem tão obviamente hipócritas a esse respeito não significa necessariamente que Washington esteja automaticamente errado. No final, devemos analisar a conduta da Rússia por seus próprios méritos.  

É preciso começar essa discussão aceitando o fato de que já havia uma guerra acontecendo na Ucrânia nos oito anos anteriores à incursão militar russa em fevereiro de 2022. E essa guerra do governo em Kiev contra os povos de língua russa do Donbass – uma guerra que custou a vida de cerca de 14.000 pessoas , muitas delas crianças , e deslocou cerca de 1,5 milhão a mais antes mesmo da operação militar da Rússia – foi indiscutivelmente genocida. Ou seja, o governo de Kiev, e especialmente seus batalhões neonazistas, realizaram ataques contra esses povos com a intenção de destruir, pelo menos em parte, os russos étnicos justamente por causa de sua etnia.  

Enquanto o governo e a mídia dos EUA estão tentando obscurecer esses fatos, eles são inegáveis, e de fato foram relatados pela grande imprensa ocidental antes que se tornasse inconveniente fazê-lo. Assim, um comentário publicado pela Reuters em 2018 define claramente como os batalhões neonazistas foram integrados às forças militares e policiais ucranianas oficiais e, portanto, são atores estatais, ou pelo menos quase-estatais, para os quais o governo ucraniano tem responsabilidade legal. responsabilidade. Como relata a peça, existem cerca de 30 grupos extremistas de direita operando na Ucrânia, que “foram formalmente integrados às forças armadas da Ucrânia” e que “ os mais extremistas entre esses grupos promovem uma ideologia intolerante e iliberal … ”  

Ou seja, eles possuem e promovem o ódio contra os russos étnicos, os povos ciganos e também os membros da comunidade LGBT, e encenam esse ódio atacando, matando e deslocando esses povos. peça cita o grupo ocidental de direitos humanos Freedom House para a proposição de que “um aumento no discurso patriótico apoiando a Ucrânia em seu conflito com a Rússia coincidiu com um aparente aumento tanto no discurso de ódio público, às vezes por funcionários públicos quanto ampliado pela mídia, como bem como a violência contra grupos vulneráveis, como a comunidade LGBT”. E isso foi acompanhado por violência real. Por exemplo,“Azov e outras milícias atacaram manifestações antifascistas, reuniões do conselho da cidade, meios de comunicação, exposições de arte, estudantes estrangeiros e ciganos”.  

Conforme relatado na Newsweek , a Anistia Internacional vinha relatando esses mesmos grupos de ódio extremistas e suas atividades violentas que os acompanham desde 2014.

É exatamente esse tipo de evidência – discurso de ódio público combinado com ataques sistêmicos em larga escala aos alvos do discurso – que tem sido usado para condenar indivíduos por genocídio, por exemplo, no caso de genocídio de Ruanda contra Jean-Paul Akayesu. 

Para adicionar a isso, existem mais de 500.000 moradores da região de Donbass, na Ucrânia, que também são cidadãos russos. Embora essa estimativa tenha sido feita em abril de 2021, depois que o decreto de Vladimir Putin de 2019 simplificou o processo de obtenção da cidadania russa para residentes das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, isso significa que os cidadãos russos estavam sendo submetidos a ataques racializados por grupos neonazistas integrados ao governo da Ucrânia, e bem na fronteira da Rússia.  

Alto funcionário explica por que a Rússia não ficou sem mísseis de precisão na Ucrânia

E para que a Rússia não estivesse incerta sobre as intenções do governo ucraniano em relação à etnia russa no Donbass, o governo de Kiev aprovou novas leis linguísticas em 2019, que deixaram claro que os falantes de russo eram, na melhor das hipóteses, cidadãos de segunda classe. De fato, a geralmente pró-Ocidente Human Rights Watch (HRW) expressou preocupação com essas leis. Como a HRW explicou em um relatório do início de 2022 que quase não recebeu cobertura da mídia ocidental, o governo de Kiev aprovou uma legislação que“exige que os meios de comunicação impressos registrados na Ucrânia publiquem em ucraniano. As publicações em outros idiomas também devem ser acompanhadas de uma versão em ucraniano, equivalente em conteúdo, volume e método de impressão. Além disso, locais de distribuição, como bancas de jornais, devem ter pelo menos metade de seu conteúdo em ucraniano.”  

E, de acordo com a HRW, “o artigo 25, em relação aos meios de comunicação impressos, abre exceções para certas línguas minoritárias, inglês e línguas oficiais da UE, mas não para o russo” (grifo nosso), sendo a justificativa para isso “o século da opressão de … ucraniano em favor do russo.” Como o HRW explicou, “há preocupações sobre se as garantias para línguas minoritárias são suficientes. A Comissão de Veneza, o principal órgão consultivo do Conselho da Europa em questões constitucionais, disse que vários dos artigos da lei, incluindo o artigo 25, 'não conseguiram encontrar um equilíbrio justo' entre a promoção da língua ucraniana e a salvaguarda dos direitos linguísticos das minorias.Tal legislação apenas reforçou o desejo do governo ucraniano de destruir a cultura, se não a própria existência, dos russos étnicos na Ucrânia.

Além disso, como a Organização da Paz Mundial relatou em 2021, “de acordo com o Decreto do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia nº. 117/2021, a Ucrânia se comprometeu a colocar todas as opções na mesa para retomar o controle da região da Crimeia, anexada à Rússia. Assinado em 24 de março, o presidente Zelensky comprometeu o país a buscar estratégias que . 'preparará e implementará medidas para garantir a desocupação e reintegração da península.'” Dado que os moradores da Crimeia, a maioria dos quais são russos étnicos, estão bastante satisfeitos com o estado atual das coisas sob o governo russo – isso, de acordo com a um relatório do Washington Post de 2020– A ameaça de Zelensky a esse respeito não era apenas uma ameaça contra a própria Rússia, mas também uma ameaça de derramamento de sangue potencialmente maciço contra um povo que não quer voltar para a Ucrânia.

Sem mais, esta situação representa um caso muito mais convincente para justificar a intervenção russa sob a doutrina da Responsabilidade de Proteger (R2P) que tem sido defendida por tais 'humanitários' ocidentais como Hillary Clinton, Samantha Power e Susan Rice, e que foi invocada justificar as intervenções da OTAN em países como a ex-Iugoslávia e a Líbia. Além disso, nenhum dos estados envolvidos nessas intervenções poderia alegar legítima defesa. Este é especialmente o caso dos Estados Unidos, que têm enviado forças a milhares de quilômetros de distância para lançar bombas em terras distantes.  

Início da nova etapa da operação na Ucrânia – Moscou

De fato, isso lembra as palavras do grande intelectual palestino, Edward Said, que opinou anos atrás em seu influente trabalho, ' Cultura e imperialismo ', que é simplesmente injusto tentar comparar a construção do império da Rússia com a da o Oeste. Como explicou o Dr. Said, “a Rússia (…) adquiriu seus territórios imperiais quase exclusivamente por adjacência. Ao contrário da Grã-Bretanha e da França, que saltaram milhares de quilômetros além de suas próprias fronteiras para outros continentes, a Rússia se moveu para engolir qualquer terra ou povo que estivesse próximo de suas fronteiras... interesse distante...” Esta observação é duplamente aplicável aos Estados Unidos.

Ainda assim, há mais a considerar em relação às alegadas justificativas da Rússia para a intervenção. Assim, não apenas existem grupos radicais em sua fronteira atacando russos étnicos, incluindo cidadãos russos, mas também esses grupos foram financiados e treinados pelos Estados Unidos com a intenção de desestabilizar e minar a integridade territorial da própria Rússia.  

Como o Yahoo Notícias! explicado em um artigo de janeiro de 2022 :

“A CIA está supervisionando um programa secreto de treinamento intensivo nos EUA para forças de operações especiais ucranianas de elite e outros funcionários de inteligência, de acordo com cinco ex-oficiais de inteligência e segurança nacional familiarizados com a iniciativa. O programa, que começou em 2015, é baseado em uma instalação não revelada no sul dos EUA, de acordo com alguns desses funcionários.

O programa envolveu "treinamento muito específico em habilidades que aumentariam" a capacidade dos ucranianos de reagir contra os russos", disse o ex-alto funcionário da inteligência.

O treinamento, que incluiu "coisas táticas", "vai começar a parecer bastante ofensivo se os russos invadirem a Ucrânia", disse o ex-funcionário.

Uma pessoa familiarizada com o programa foi mais direta. 'Os Estados Unidos estão treinando uma insurgência', disse um ex-funcionário da CIA, acrescentando que o programa ensinou aos ucranianos como 'matar russos '”.

(enfase adicionada).  

Para remover qualquer dúvida de que a desestabilização da própria Rússia tenha sido o objetivo dos EUA nesses esforços, deve-se examinar o relatório muito revelador de 2019 da Rand Corporation – um contratado de defesa de longa data chamado para aconselhar os EUA sobre como conduzir seus objetivos políticos. Neste relatório, intitulado 'Extensão e desequilíbrio da Rússia, avaliando o impacto das opções de imposição de custos', uma das muitas táticas listadas é “Fornecer ajuda letal à Ucrânia” para “explorar o maior ponto de vulnerabilidade externa da Rússia”.

Evgeny Norin: Bucha precisa ser devidamente investigada, não usada para propaganda

Em suma, não há dúvida de que a Rússia foi ameaçada, e de forma bastante profunda, com esforços desestabilizadores concretos dos EUA, da OTAN e de seus substitutos extremistas na Ucrânia. A Rússia tem sido tão ameaçada por oito anos completos. E a Rússia testemunhou o que esses esforços desestabilizadores significaram para outros países, do Iraque ao Afeganistão, da Síria à Líbia – ou seja, quase uma aniquilação total do país como um estado-nação em funcionamento.  

É difícil conceber um caso mais premente para a necessidade de agir em defesa da nação. Embora a Carta da ONU proíba atos unilaterais de guerra, ela também prevê, no Artigo 51, que “[n]ada na presente Carta prejudicará o direito inerente de autodefesa individual ou coletiva...”   E este direito de auto-defesa A defesa tem sido interpretada para permitir que os países respondam, não apenas a ataques armados reais, mas também à ameaça de ataque iminente.  

À luz do exposto, é minha avaliação que este direito foi acionado no caso em apreço, e que a Rússia tinha o direito de agir em sua própria defesa intervindo na Ucrânia, que se tornou um procurador dos EUA e da OTAN para um ataque – não apenas contra a etnia russa na Ucrânia – mas também contra a própria Rússia. Uma conclusão contrária simplesmente ignoraria as terríveis realidades que a Rússia enfrenta.

sábado, 23 de abril de 2022

PROFECIA NA CAMPANHA PRESIDENCIAL? O BEM CONTRA O MAL E O DESTINO DO BRASIL COMO PÁTRIA DO EVANGELHO?

Há quem veja espiritualidade em tudo, enquanto outros veem mera coincidência, e nada mais.

Mas a espiritualidade tem algo a ver com a política e essa com aquela?

O momento mais negro da espiritualidade foi a idade média. Certo? Depende de como se olha. Foi por volta dos anos 1000 que a filosofia reapareceu no continente Europeu, graças aos muçulmanos de Córdoba, Espanha, que reuniam judeus e cristãos (católicos) e, assim, com os maiores pensadores daquela época, promoveram avanços que levaria a humanidade a outro patamar séculos depois.

O lado espiritualizado, de compreensão e de respeito ao outro, no meio das cruzadas que ocorriam em paralelo, fazia surgir uma esperança ao mundo àquela época cinzenta.

Mas e a espiritualidade e o Brasil? O Brasil não é a pátria do Evangelho? Seriamos todos iluminados ou seriamos todos seres que necessitam de evolução, em meio aos séculos de escravidão, matança de povos indígenas, e fome e miséria de um povo em um país que exporta alimentos cada vez mais e que é conhecido como o celeiro do mundo?

O Brasil viveu e vive injustiças. Escravizou africanos, assassinou populações indígenas e é indiferente à miséria e fome de milhões de nacionais, mas até quando? Hoje, além dessa mácula do passado, vivenciamos o radicalismo, a fome, a inflação, a carestia, o aumento do número de pessoas em situação de rua. É isso o que queremos ou podemos mudar? E como mudar?

O Brasil merece um segundo mandato de Bolsonaro ou um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, com essas forças políticas antagônicas e que se retroalimentam ainda ditando o rumo do Brasil?

Particularmente, prefiro amplamente Lula a Bolsonaro, mas sei da possibilidade de que um governo do PT possa sofrer manifestações diuturnas da extrema direita, boicotes de parte do empresariado atrasado e ações armadas de milicianos. Lula é hábil politicamente e eficiente em políticas sociais, mas será que conseguirá governar com a tranquilidade que teve nos seus dois mandatos anteriores? Me parece que não.

Por outro lado, um político que tenta mais uma vez a presidência se coloca no jogo e está em terceiro lugar, com dois dígitos, Ciro Gomes. Ele tem fama de explosivo, e não é pra menos. Com tanta gente cara de pau no mundo empresarial, político e dos meios de comunicação, tem uma hora que a paciência esgota, e Ciro está certíssimo. É transparente e fala o que realmente pensa, inclusive no meio político. Porém, é respeitador do papel da imprensa, da democracia e da relevância da boa política. Ele foi um bom administrador e soube concretizar ações importantes para o Ceará e para o Brasil, incluindo aí o combate à inflação, o caminho sedimentado para uma educação exemplar e ações para minimizar os dramas da seca. Ciro é experiente, articulado e tem boas relações com políticos da direita e da esquerda.

Meses atrás, Cabo Daciolo diz ter tido uma revelação, o de que Ciro seria o nome dos Céus para mudar o Brasil.

Mas o que significa a pré candidatura de Ciro Gomes? Vamos refletir.

Ciro Gomes significa a possibilidade de reconciliação entre os vários polos da política brasileira, o de governança, o de combate à inflação, o de combate à miséria, o de erradicação da fome, o da criação de empregos, o da educação efetiva e de qualidade, o de reindustrialização, o de pavimentação para sermos uma potência em diversas áreas da tecnologia. Significa, enfim, esperança de que o país sobreviva ao desgaste pelo qual vem passando, e que dê um futuro saudável aos nossos filhos e netos.

Lula, por mais que seja hábil e tenha preocupação social, enfrentará sérias adversidades, principalmente a oposição bolsonarista radical, além da desconfiança de parte da população. Bolsonaro, por outro lado, põe em risco não só a democracia, mas a soberania nacional, o desenvolvimento econômico, o emprego e a sobrevivência e dignidade de parte significativa da população. O seu governo e suas ações demonstram que ele não ambiciona de forma prioritária o bem do país e do seu povo, mas o poder, custe o que custar. Tudo para ele é guerra política. E os contrapesos criados pela Constituição, como o Poder Legislativo e o Judiciário, na visão maniqueísta de Bolsonaro, têm que ser corrompidos ou se tornam, então, inimigos a serem combatidos e eliminados. O seu desejo de poder é claramente ditatorial.

Ciro Gomes é a saída que temos desse Brasil manchado pela radicalização e retrocesso, com possibilidade de união no que for possível e de combate aos excessos, mas dentro da lei e da ordem Constitucional. É a possibilidade de harmonização da política.

Ciro Gomes é um homem que tem suas virtudes e seus defeitos. Não é Santo, nem mito. É humano, mas hábil na arte de governar e administrar, eficiente nos resultados administrativos e que conhece o Brasil como poucos, além de ser o único que tem um programa amplo para o país.

Racionalmente, Ciro Gomes é o melhor candidato. Se é escolhido por Deus, não sei, mas espero que as esferas superiores o protejam, para que possa trilhar com sabedoria a campanha, disputando-a e, se for do agrado dos eleitores, que a vença. Caso vença, que os Céus permitam que o Ciro Gomes faça o melhor governo que o Brasil poderia ter, criando oportunidades a todos, com Justiça e amor pelo Brasil.

Precisamos de mais amor pelo Brasil e o seu povo, e nisso talvez os Céus possam intervir, para que possamos voltar a dar bons exemplos ao mundo, como é esperado de nós há bastante tempo!

Espiritualmente, espero que o bem vença o mal e que o Brasil retome os trilhos do seu destino! Racionalmente, torço para que um líder democrata vença as eleições brasileiras e possa dar aos brasileiros condições de evolução material, intelectual e espiritual. 

Espero, assim, que o amoroso Cabo Daciolo tenha profetizado com sua luz interior o destino brasileiro, para o bem do nosso sofrido Brasil!

sexta-feira, 22 de abril de 2022

BOLSONARO SE AFUNDA INTERNA E EXTERNAMENTE, AO MESMO TEMPO EM QUE RADICALIZA. A TENTATIVA DE GOLPE ESTÁ À VISTA...

Bolsonaro é o típico bipolar, incapaz de controlar seus instintos extremados de ódio e paixão, de euforia e tristeza, e age não só contra o Brasil, mas contra a sua própria candidatura à reeleição.

Bolsonaro tem crescido nas pesquisas de intenção de voto a presidente da República, e isso se deve tanto ao aumento do bolsa família, que já mudou de nome para desvincular de Lula, como à migração do voto dos conservadores moristas, que já não têm Moro como candidato, restando a esses eleitores o colo da extrema direita bolsonarista. O que também tem ajudado Bolsonaro é a terceira via permanecer dividida e extremamente fragilizada.

As ações de Bolsonaro de colocar o STF como polo político que deve ser combatido elevam a preocupação internacional, e não apenas de organizações voltadas aos direitos humanos, mas do próprio establishment estadunidense, preocupado que não exista uma segunda Venezuela, economicamente muito mais forte, em seu quintal. Sanções econômicas do governo Biden dos Estados Unidos, por ação de deputados democratas, pode ser uma realidade ainda esse ano, agravando a situação econômica do Brasil e, por consequência, enfraquecendo o governo Bolsonaro, o que poderia tirá-lo da segunda posição e, portanto, do segundo turno.

Caso a terceira via não vingue, restará àqueles que não querem Bolsonaro ou PT votar em Ciro Gomes, o candidato mais preparado de todos e que se opõe aos "projetos" econômicos dos dois pré candidatos melhor posicionados, com proposta de reindustrialização, qualificação profissional e tecnológica. E caso consiga um vice de peso, Ciro poderá angariar muitos votos à esquerda e ao centro. Nessa hipótese, Ciro, dentro de três meses já poderá estar tecnicamente empatado com Bolsonaro e, a partir daí, ampliar a margem de vantagem em relação ao atual presidente.

Por outro lado, o próprio Bolsonaro tem se afundado e afugentado votos da direita democrata. A concessão presidencial de graça ao deputado Daniel Silveira, recém condenado pelo STF, afronta não só um dos poderes da República, o STF, mas a Constituição, que, ao contrario do que diz o presidente, não é um quadrado, mas um conjunto de normas e princípios que devem ser entendidos em conjunto, de forma harmônica.

Além do que, conceder graça a um bandido não é algo que os realmente conservadores admirem.

Voltando à questão da graça. Se, por um lado, a Constituição prevê o instituto de graça (individual) ou indulto (coletivo) a ser aplicado pelo Presidente da República, por outro lado há limites para tanto. Nenhum crime grave, seja pela sua característica de perversidade ou de afronta à democracia, pode ser objeto de perdão. Dentre eles estão os hediondos e os que atendem contra a ordem democrática.

Daniel Silveira não apenas xingou e ameaçou de morte os membros da Suprema Corte, mas quis por fim ao Congresso e ao próprio Supremo Tribunal Federal, não de forma propositiva, no plenário do Congresso, mas de forma impositiva, pela agressão, através das mídias sociais.

Um crime de tal ordem não pode ser objeto de perdão coletivo e menos ainda de graça individual. Os princípios da moralidade administrativa e impessoalidade não admitem que o perdão previsto constitucionalmente seja aplicado em benefício exclusivo de um aliado político e pessoal do presidente da República, que atentou contra poderes da República.

O presidente poderia dar graça a alguém que furtou comida para sobreviver, mas não. Aplicou a graça a um aliado que ameaçou de morte os membros da Suprema Corte Brasileira e até de fechamento, não só o STF, mas também o Congresso Nacional.

Se, por um lado, a Constituição prevê o instituto da Graça, por outro, impõe limites. Assim, a Graça, para ser válida e constituticional, deve atender aos princípios Constitucionais-Administrativos, dentre eles os da razoabilidade, impessoalidade e moralidade administrativa. E isso sem implicar em desvio de finalidade. A Graça, no caso, parece não atender a qualquer questão humanitária, mas a um jogo de forças entre o Presidente, que costumeiramente desafia o STF e seus membros, e a Suprema Corte.

Essa ação do Presidente, por outro lado, pode ser lida e vista como crime de responsabilidade, por criar, de forma proposital, animosidade e instabilidade dos Poderes, em verdadeira ação contra um dos Poderes da República.

O tiro poderia sair pela culatra, mas as consequências desse ato insano dependem de ações não só do Supremo Tribunal Federal, mas também da Procuradoria Geral da República.

Internacional e nacionalmente Bolsonaro se afunda e agrava o que soube criar: o radicalismo. A ele não são prioridades os votos e a simpatia dos eleitores, pois sabe que é incapaz de propiciar avanços sociais e econômicos de qualquer ordem, mas procura agravar a instabilidade democrática e, com isso, propiciar um golpe de Estado. O radicalismo sempre lhe interessou. Sente que pode ter o poder pela força, sem limites temporais ou Constitucionais.

É necessário colocar um basta a esse rumo ao autoritarismo, e o quanto antes! Mas as instituições terão como representantes pessoas imbuídas de forte sentimento democrático para tanto?

quarta-feira, 20 de abril de 2022

PRESIDENTES SÃO A CARA DE SEUS PAÍSES OU DE SEUS POVOS

Há presidentes que são a cara de seus países, e trazem consigo muito da realidade social, econômica e política de suas pátrias.

Trump lembrava o lado arrogante e ridículo de quem se julgava superior aos outros, assim como Biden representa o lado decrépito e anacrônico dos Estados Unidos. Isso tem tudo a vez com a realidade militar, de arrogância, e econômica, decrépita.

Bolsonaro, queiramos ou não, também representa a realidade brasileira, com pouco interesse na história do país, preconceito, machismo e o sentimento generalizado de querer levar vantagem, a que preço for.

Os políticos, quando eleitos, revelam características íntimas de um país e até de seu povo, queiramos ou não. Afinal, eles, políticos, são eleitos pelo povo, representando os interesses de seus eleitores. 

segunda-feira, 18 de abril de 2022

FIM DO ESTADO DE EMERGÊNCIA: UM RISCO AO BRASIL E AOS BRASILEIROS

O fim do "estado de emergência" anunciado por Queiroga pode colocar o Brasil em estado de vulnerabilidade perante a pandemia do covid-19.

Enquanto países na Europa e Ásia sofrem com o aumento dos casos de covid-19, enquanto surgem novos subtipos de covid-19 em várias partes do planeta e enquanto temos mais de 100 mortes diárias pela covid-19 só no Brasil, o governo entendeu por bem decretar o fim do estado de emergência, como se o combate a essa pandemia não exigisse prioridade.

A imprevisibilidade do vírus é o que mais assusta as autoridades médicas no mundo afora, sendo extremamente precipitada e inoportuna a declaração do Ministro da Saúde do Brasil, criticada por autoridades sanitárias no mundo afora e por secretários de Estado da saúde aqui no Brasil.

Visando agradar ao Bolsonaro, o Ministro da Saúde, de forma abrupta e apressada, anunciou que o Brasil saiu do estado de emergência. Porém, isso não significa o fim da pandemia, o que só pode ser decretado pela OMS - Organização Mundial de Saúde, já que diz respeito ao mundo inteiro.

O fim do estado de emergência terá reflexo no uso emergencial de vacinas e medicamentos contra a covid-19 sem registro definitivo na Anvisa, como a coronavac, nas licitações e contratações para ações de saúde e até no financiamento de ações contra a pandemia.

Embora ninguém tenha dito de forma clara, a ação do governo federal é demagógica e politiqueira, visando passar a falsa impressão de uma tranquilidade ao povo brasileiro em um momento que ainda exige cuidado e precaução perante um vírus que já matou 6,4 milhões de pessoas ao redor do mundo, pouco mais de 10% delas só aqui no Brasil. 

O Brasil e o seu povo continuam sendo as maiores vítimas dessa pandemia! 

O governo deveria ser sério e preciso no combate a esse vírus e não enfraquecer as ações de combate e de precaução. O fim das quarentenas e da exigência de testes para quem entra no país poderá ser um grande risco a todos nós brasileiros, justo em um momento em que os casos se alastram como nunca na China e em alguns outros países da Ásia e Europa.

Atrás de simpatia popular, o candidato à reeleição Bolsonaro poderá sofrer um revés se em dois ou três meses os casos de contágio e óbito voltarem a aumentar no Brasil.

Independentemente da política, o que assusta é o descaso, despreparo e falta de empatia do governo federal pelas vítimas efetivas e potenciais vítimas da covid.

domingo, 17 de abril de 2022

A GUERRA E SUAS CONSEQUÊNCIAS, INCLUSIVE NA ECONOMIA DO GLOBO

A guerra na Ucrânia parece não ter fim, mas de quem é a culpa?

A culpa seria da Rússia, que invadiu a Ucrânia?  Ou seria da OTAN, que insuflou a guerra? Ou seria da própria Ucrânia? Há torcida para todos os lados envolvidos e as justificativas mais bizarras são apresentadas pelos seus defensores.

O fato é que o bom senso indica que a paz deve ser buscada o quanto antes. Para isso, obviamente, se faz necessário o cessar fogo. Mas o cessar fogo e a paz interessariam e não interessariam a quem?

Duas respostas afirmativas podem sem dadas quando se pergunta a quem interessaria a paz. A paz interessaria, com certeza, à maior parte da população da Ucrânia, que sofre as privações e terrores ocasionados pelas guerras. A paz, contudo, não interessa aos governo dos Estados Unidos e à OTAN, que estão em uma cruzada contra a Rússia.

Quanto à Rússia e à Ucrânia, a paz é interessante, obviamente, mas com condições. 

Quanto antes for alcançada a paz, melhor para a Rússia, que, sofrendo todas as sanções internacionais aplicadas, poderá evitar maiores gastos com a guerra.

Para a Ucrânia a paz também é interessante, pois evitará maiores destruições de sua infraestrutura.

Contudo, tanto Rússia quanto Ucrânia esperam condições. A Ucrânia não quer perder suas repúblicas reconhecidas como independentes pela Rússia e a Rússia não quer que a Ucrânia se rearme nem que entre na OTAN. A paz é plenamente possível, mas a OTAN e os Estados Unidos não colaboram para que ela seja alcançada.

Quanto mais a Rússia se desgastar com a guerra, e nisso o tempo é um fator importante, melhor para a OTAN e os Estados Unidos. O bloco atlântico e os Estados Unidos sonham com uma Rússia submissa ao ocidente, e para isso o seu enfraquecimento militar e econômico são vitais.

Porém, essa guerra está a produzir crise nas economias de todos os países do globo. A recessão mundial parece ser uma realidade. E esse seria o momento do Brasil voltar a se reindustrializar, se fortalecendo, criando emprego e evitando uma dependência externa nesse momento de crise global. Ao mesmo tempo, o dólar parece que irá perder força e hegemonia. Mudanças são previstas para a economia mundial já nos próximos anos.

O capitalismo que foi mola propulsora da economia nos ultimos dois séculos parece estar nos seus dias finais. O que virá não sabemos ao certo, mas deveríamos aproveitar a oportunidade para exigir que a prioridade sejam as pessoas e não propriamente a economia. Aquelas são realidade. Essa é uma abstração humana. Toda a riqueza e avanço que o capitalismo produziu não estão a serviço da humanidade, mas apenas de pequeno grupo de pessoas e de países. Mesmo com toda a fartura de comida, ainda há muita fome. Mesmo com todo o incremento na comunicação, há ainda muito analfabetismo. Mesmo com todo o avanço científico, ainda muitos morrem pelas doenças mais simples e antigas.

Uma mera mudança na forma de ver o mundo poderia ajudar, a começar pelos governos priorizando suas populações e também a dos países pobres. O fim da miséria e das guerras ocasionaria um decréscimo considerável de mortes e de refúgiados.

O que essa guerra irá proporcionar no futuro próximo ninguém sabe com exatidão, mas as probabilidades estão aí. Fiquemos atentos.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

EVOLUCIONISMO OU RUMO AO AUTO EXTERMÍNIO?


Nessa sociedade da exposição, falta a necessária reflexão que aproximou o mundo da filosofia.

Nessa sociedade materialista, faltam as necessárias humildade e empatia a permitirem que sintamos a dor alheia.

Nessa sociedade consumista, perpetua-se o capitalismo, que escraviza o ser humano a criações abstratas e falsas necessidades.

Nessa sociedade falsamente religiosa, sobram religiões e pregações e falta a verdadeira essência de qualquer religiosidade, a fé.

Nessa sociedade do conhecimento, com argumentos escrito, visual e verbal, falta leitura e percepção daquilo que existe e se ouve, permitindo-se a proliferação das fake News.

Nessa sociedade do individualismo, os carrões, os casarões, as roupas de grife, as festas chiques e as “selfies” revelam o luxo e o próprio corpo a servir tão somente a vaidade, ao mesmo tempo em que se defendem direitos absolutamente inexistentes e vazios, como o da pretensa liberdade de não usar máscaras e de não se vacinar, em detrimento da saúde e vida de toda a coletividade, tudo em prol de um ego inflado.

Nessa sociedade da transformação, o homem muda não só a sua própria imagem, através de cirurgias ou outros artifícios, mas tudo ao seu redor, seja domesticando animais, caçando, pescando, devastando áreas ambientais, modificando geneticamente vegetais e animais, e tentando fazer com que a natureza tenha a sua assinatura, atendendo ao seu interesse, e não mais a característica da multiplicidade e diversidade apresentada há milhões de anos pelo Divino.

Na sociedade da moda da meditação, esse recurso milenar é majoritariamente utilizada como ferramenta de bem estar para aumentar a produtividade e não mais de proximidade com o próprio eu ou o Divino.

Nessa sociedade, aprendemos que somos o retrato de Deus, mas agimos como se fossemos o próprio Criador, ressignificando a existência, os seres e a vida.

terça-feira, 12 de abril de 2022

CIRO GOMES ESTANCADO. SUA CAMPANHA PODE SER ALAVANCADA.

Ciro Gomes estancou entre 6 e 9%, não chegando aos dois dígitos. Se continuar assim por mais alguns meses, dificilmente conseguirá chegar ao segundo turno.

A sua campanha precisa de ação, e é pra já.

A chance de Ciro Gomes crescer são, ao mesmo tempo, palanques importantes pelo Brasil afora, com candidatos a governador apoiando-o e, também, um ou uma vice de peso.

A campanha de Ciro está morna e não tem sido capaz de angariar votos. Mesmo muitos sabendo que ele é o mais preparado, o jeito impulsivo e agressivo do candidato são motivos para muitos não votarem nele, taxando-o de coronel, com todo o preconceito escondido em tal fala.

Ciro Gomes é preparadíssimo e quer ser presidente do Brasil. Para ser viável, deve ter um ou uma vice de peso, capaz de movimentar e animar a campanha presidencial do paulista-cearense. É necessário que alavanque.

A fala de Ciro, acompanhada da fala de sua ou de seu vice, podem ampliar o leque de apoiadores e se começar a crescer pode pegar votos do centro, da direita e do PT, levando-o ao segundo turno para disputar com Lula a presidência do Brasil.

As articulações políticas passam a ser uma prioridade para a campanha de Ciro ou, ao menos, deveriam passar a ser.






quinta-feira, 7 de abril de 2022

AS GUERRAS NÃO SÃO TODAS IGUAIS

As guerras são parecidas, com suas destruições, dores e migrações forçadas. Porém, não são iguais.

Há diversas guerras ocorrendo no mundo nesse instante, na África e no Oriente Médio, mas uma, em especial, chama a atenção, a da Ucrânia, por qual motivo?

A guerra na Ucrânia chama especial atenção por dois motivos especiais, vejamos. O primeiro é que ocorre em solo europeu, acostumado a provocar guerras em outros continentes, mas não em seu solo. Foi lá na Europa, também, que tiveram início as duas grandes guerras mundiais. O segundo motivo preocupante é que envolve, ainda que indiretamente uma delas, as duas maiores potências militares do planeta, Estados Unidos e Rússia, também detentoras dos maiores arsenais nucleares do globo. Além disso, a guerra envolve a beligerante OTAN, maior e mais armado bloco militar do mundo.

Lembro que todas as guerras, todas elas, causam mortes, dores e sofrimentos, com migrações massivas de humanos, e essa na Ucrânia não é diferente.

Por envolver interesses das grandes potências, essa guerra causa maior apreensão e medo de que ocasione um confronto de maiores proporções, inclusive com o perigosíssimo uso de armamento atômico.

A Rússia tem os seus motivos: perseguição da extrema direita ucraniana à população de origem russa, existência de grupos neonazistas no exército ucraniano e o principal deles: colocação de mísseis e ogivas nucleares pela expansionista OTAN em solo ucraniano, que poderia exterminar o que se conhece por Rússia em apenas alguns poucos minutos. A Ucrânia não participar do grupo militar OTAN é questão sagrada e vital para a defesa russa.

Por outro lado, os países do leste europeu, que participaram da chamada cortina de ferro, bloco armamentista comunista, no período soviético, têm receio das pretensões expansionistas russas.

A OTAN, com a pressão dos Estados Unidos, cede armas à Ucrânia, numa quase declaração de guerra à Rússia. Por outro lado, os Estados Unidos e a OTAN aplicam fortes sanções à Rússia, que já repercutem em todo o globo, afetando a economia de todos os países e com sério risco de ocasionar uma forte recessão global.

A China, receosa das ações dos Estados Unidos e do bloco militar OTAN, a ele aliado, atua com calma e diplomacia, sem afetar os interesses do seu parceiro econômico, a Rússia.

As outras guerras, sejam, em especial, a da Síria e a do Iemen, envolvem interesses econômicos e geopolíticos da Rússia, Estados Unidos e países Europeus, mas estão mais distante de suas fronteiras. A da Ucrânia, em especial para essas grandes potências, é mais preocupante.

Enquanto isso, morrem milhares de civis diariamente nessas guerras espalhadas pelo globo, incluindo aí a da Ucrânia. A pacificação deveria ser a prioridade, com abertura imediata de negociações. No entanto, as indústrias bélicas e a visão beligerante dos governos ocidentais têm priorizado armar a Ucrânia, mesmo sabendo que ela não tem chances de vencer essa guerra. Essas nações que armam a Ucrânia, além de ganhar dinheiro para as suas indústrias bélicas, querem causar exaustão militar e econômica à Rússia. A paz, para os estadunidenses e europeus, infelizmente, não é a prioridade.

Há Nações europeias que estão preocupadas com o que a continuidade da guerra irá causar, seja no aspecto econômico, com a ampliação da recessão econômica, seja no aspecto humanitário, com o possível aumento do número de refugiados ucranianos para a casa dos 5 milhões.

A paz, que deveria ser o fim de todas as Nações que estão próximas do sítio da guerra, parece não ser a prioridade, ainda, nesse momento.

Dando exemplo ao mundo, as partes em guerra no Iemen decretaram um cessar fogo por 2 meses. Isso, e apenas isso é capaz de proteger os civis. Que as Nações econômica e militarmente mais poderosas aprendam com os pequenos países: a morte de civis não interessa e não deveria interessar a nenhum país.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

BRASIL, O PARADOXO DA RIQUEZA NATURAL E DA MISÉRIA SOCIAL. CIRO É A REBELDIA QUE VAI MUDAR ISSO.

Um pais imenso, lotado de praias, terras agricultáveis, rico em água potável, uma das maiores economias do mundo, com uma cultura rica e musical, vê o seu povo sofrer na miséria, sem uma educação digna, sem condições de viver a cidadania com dignidade, e se cala perante as drogas.

Temos uma sociedade e um Estado omissos, desde as pequenas até as grandes coisas. A omissão e o descaso vão desde o silêncio à invasão de áreas de mananciais e de risco, à falta de banheiros públicos, à não solução do problema educacional.

Um Estado que se silencia perante a pequena corrupção do dia a dia, o produto pirata, o importado que não paga imposto e que quer gritar forte contra a corrupção apenas como propaganda política.

Vivemos um Estado em crise, que não assume os seus papéis, ao mesmo tempo em que neoliberais querem tornar esse mesmo Estado ainda mais diminuto, fazendo com que os problemas existentes não sejam solucionados, mas agravados a médio e longo prazo, em benefício, como sempre, de uma classe privilegiada, próxima do poder ou que com ele se relaciona.

O Estado tem que ser forte e atuante naquilo que lhe compete, e para isso as instituições e sociedade civil têm que ser participativas e atuantes, cobrando ações. O Estado tem que organizar a administração pública e solucionar os pequenos e grandes problemas da população, de forma eficiente e democrática.

Os particulares, com visão extremamente oposta à do administrador público por excelência, visam lucro e agem conforme os princípios da iniciativa privada. O administrador público, ao contrário, visa o fortalecimento da base da sociedade, devendo se preocupar com a formação do indivíduo e cada pessoa.

Há três tipos de péssimo administrador público: o administrador público que não age; o administrador público corrupto e o administrador público que quer entregar quase tudo para a iniciativa privada, como se a iniciativa privada não entrasse em estado falimentar e quebrasse e não sofresse também da perniciosa corrupção.

Ciro Gomes é um dos raros administradores públicos que atuaram com eficácia e eficiência em todos os seus cargos, sem se entregar à omissão, à corrupção ou ao entreguismo aos interesses da iniciativa privada.

Ciro Gomes apresenta ideias e tem plano para a mudança que o Brasil precisa. Os demais presidenciáveis almejam apenas cargos e prestígio pessoal. Nenhum outro tem um projeto sólido para o país e para os problemas que torturam o povo brasileiro.

Chega da falta de educação e de caráter, bem como da falta de compromisso com o futuro. Ciro não é só um administrador preparado e honesto, mas inteligente, que propõe novidades e saídas para um país que pode e deve crescer para o bem do seu povo, com investimento em educação, tecnologia e na solução dos problemas que atormentam o brasileiro.

O Brasil pode e deve. Vamos mudar!

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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