quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

ESTAREMOS CONDENADOS A SERMOS MAUS?

Uma vez li uma frase que me marcou, e que dava nome ao livro que estava lendo: os papeis que vivemos na vida.

A mente humana é tão rica, mas também pode ser tão subserviente, que nos deixamos influenciar e passamos a querer viver uma vida alheia à nossa, como se fossemos personagens.

Deixamos de viver a nossa vida para vivenciar uma vida influenciada pelo o que julgamos superior ou pelo o que os outros ou a própria sociedade nos impõem de forma subconsciente.

Porém, o ser humano sempre vivenciou ou quis vivenciar descobertas, sejam do plano Espiritual, sejam do Cosmos. Quase sempre foi assim. O foi com as pinturas rupestres, com a observação dos Céus, com a criação das primeiras religiões, com o surgimento dos mitos. Muitos reis, príncipes e ricos abandonavam seus lares e viviam as dores do povo. Foi assim com Buda e com tantos reis e imperadores que já passaram pela Terra. Cristo abandonou a posição de Deus e se entregou ao sofrimento carnal.

Porém, com o advento do capitalismo como sistema econômico, o ser humano foi abandonando a pretensão de ampliar o conhecimento, de aprofundar-se no ser, e sedimentou a preocupação do ter e do aparentar ser.

A miséria e a fome, vista ao vivo por todos nas ruas, na tevê e na internet, já não comoviam tantas pessoas. O outro era visto como objeto de desejo se carregasse beleza ou riqueza. Aqueles que não detivessem sucesso, porém, eram esquecidos ou perdiam a característica humana, no julgamento desses outros, mais preocupados com a aparência.

A Fé para muitas novas Igrejas, na Era do Capitalismo, valorizava o sucesso e, para eles, a busca de Jesus visava ampliar fortunas e fama. O lado bom da humanidade não era primordial. Na verdade, era esquecido. Os julgamentos morais, para essas novas religiões e a extrema direita, eram mais fortes e importantes que a aceitação, o perdão e o amor.

Na Era da futilidade e das aparências é que surgiram e se difundiram formas radicais de governança, seja no oriente ou no ocidente, incluindo aí o Brasil. O conhecimento e a diversidade passaram a ser perseguidos pelos radicais, mais preocupados com a forma do que com a essência.

O capitalismo sedimentou o materialismo, o abandono da fraternidade e o fim da preocupação com o conjunto, que inclui o Cosmos, o Céu, o infinito e o eterno, e também da própria humanidade.

Mesmo diante de tudo isso, estaríamos condenados a vivenciar o caos e o abrutalhar individual e coletivo? Os seres humanos estariam condenados à involução e a serem considerados maus?

Não. Os ensinamentos das Religiões mais antigas, a Espiritualidade e as inúmeras formas de meditação são um canal para uma vida mais evoluída, não centrada exclusivamente na carne, no prazer e nas abstrações que seduzem as almas mais incipientes e insipientes.

Se o mundo material nos traz dor e sofrimento, o campo da Espiritualidade pode trazer transcendência, racionalidade, aceitação, aconchego, amor e felicidade!

Elevando-nos mentalmente, permitindo alcançar a paz mental, podemos nos desprender, ainda que momentaneamente, do mundo carnal que nos cerca. Uma boa música, um bom incenso, a natureza e principalmente a paz interior nos permitem a elevação e sublimação da Espiritualidade, que não se confunde com o mundo dos Espíritos, mas se trata de alcançar o caminho da essência humana, de sua razão de existir, do seu eu oculto.

A percepção de que se está no caminho certo da Espiritualidade é alcançado, ainda que no breve transe, pela paz, pela sensação de alegria contagiante e duradoura, a verdadeira Felicidade!

Se podemos viver tantos papeis materiais, porque não podemos extravasar e vivenciar o papel espiritual, talvez o único verdadeiro, ligado à nossa essência e razão de existir?

O mundo material seria criação de Deus, com toda a beleza que o planeta Terra reúne, ou seria uma criação do Demônio, com todo o sofrimento que a vida material nos impõe, como acreditam os Mandeus?

A vida na Terra é um experimento, uma dádiva, um papel que vivenciamos. A nossa essência está em outro campo, em outra dimensão muito menos bruta.

O que vivenciamos aqui é apenas um papel. Um papel que será objeto de julgamento. A premiação não será material nem afetará o ego. Será, conforme o merecimento, o desprendimento carnal crescente.

Os Seres Espirituais são das mais diversas Ordens e poderemos nos unir a eles.

E nós, como Almas (Espíritos encarnados), podemos ter a proteção apenas de outros Espíritos ou também de nós mesmos, enquanto seres Espirituais, ainda que encarnados?

Desconsiderar a possibilidade de que nos protejamos (ainda que não exclusivamente) é abstrair a concepção de que nós carregamos Espírito, uma energia que não apenas nos permite a consciência, mas que também protege o nosso campo material. Por isso devemos sempre vigiar e orar e também nos amarmos, como amamos ao próximo.

O mundo material surge como uma espécie de teste para a nossa pretensa evolução no mundo Espiritual.

Mas quantos graus de evolução teríamos que galgar até nos desprendermos da matéria como a conhecemos?

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

COSMOS. VIDA INTELIGENTE, SE EXISTENTE, NÃO BUSCA APROXIMAÇÃO, MAS SIM AFASTAR-SE DA HUMANIDADE.

Este Natal deveria ser leve e feliz, mas em meio a uma horrenda guerra na Terra Santa, fica difícil alcançar a leveza espiritual.

Os últimos cristãos da Terra Santa, palestinos que são, estão sendo dizimados pelo exército de Netanyahu, ao lado de ateus e muçulmanos palestinos.

Militares matam civis como se fossem caças humanas, exemplo da barbárie humana.

O ser humano é o animal mais cruel e sanguinário, que alcançou segurança e o topo da cadeia alimentar, mas não deixa de matar por mero prazer.

A humanidade está destruindo impiedosamente o planeta que a abrigou e tenta dominar o mundo.

Insano, o ser humano busca colonizar o espaço, para se apropriar das riquezas e escravizar o que houver de vida produtiva,

As pegadas deixadas pela humanidade são profundas, carregadas de muito sangue, tudo o que o ser humano não deveria fazer no espaço.

Se houver seres minimamente inteligentes no Cosmos, eles certamente não buscam aproximação com a nossa raça, mas manter-se afastados do ser humano, ainda que nos monitorem, para evitar surpresas desagradáveis.

Apenas a evolução humana, com atitudes menos bárbaras e pegadas que evidenciem suavidade, poderá nos aproximar de tipos evoluídos de vida. Enquanto isso não ocorrer, haverá muito boato, especulação e ficção.

CRISTO NASCEU À SOMBRA DA OCUPAÇÃO E DA OPRESSÃO.

"Cristo nasceu à sombra da ocupação e da opressão. A história do seu nascimento, vida e ressurreição é um sinal de luta pela justiça". Essa frase foi mencionada por Hessam Zamlat, embaixador da Palestina no Reino Unido, na rede X (antigo Twitter) para, diante da matança estarrecedora de crianças palestinas de Gaza pelo Exército de Netanyahu, justificar a não celebração do Natal em Belém, neste ano. 

Qualquer semelhança da época de Cristo com a situação da Palestina, hoje, não é mera coincidência.

domingo, 24 de dezembro de 2023

TOCAM OS SINOS EM BELÉM... EM SILÊNCIO!

Em meio à guerra entre Israel e Faixa de Gaza, os palestinos são mortos como animais de caça, aos montes, somando pelo menos 20 mil mortos, o equivalente a 1% do número de habitantes da pequena faixa, um número estarrecedor. Desses mortos, 70% são de mulheres e crianças.

Não bastasse o número perturbador de mortos em uma área concentrada de civis, Israel não mede a força e já usou centenas de bombas de 907 quilos em zonas residenciais em Gaza, a grande maioria fornecida e fabricada pelos Estados Unidos, deixando buracos profundos e com grande amplitude, o que ocasiona a morte de centenas de civis a mais de 300 metros do local do bombardeio. Ataques do tipo não são vistos desde a horrenda guerra do Vietnã. A denúncia é do The New York Times e da CNN Internacional.
 
Três prisioneiros israelenses do Hamas carregavam bandeiras brancas e buscavam o apoio do exército israelense, mas, mesmo sob bandeiras brancas, foram executados, sinal do que ocorre com parte da população civil palestina de Gaza: execução.

Civis, jornalistas, funcionários da ONU e religiosos são assassinados por Netanyahu, ao mesmo tempo em que escolas, hospitais, Igrejas e Mesquitas são destroçados por mísseis. É algo que assusta militares experientes e funcionários da ONU, que nunca se depararam com tamanha barbaridade, algo não visto desde a Segunda Guerra Mundial.

Ao lado dessa guerra insana, que já matou dezenas de milhares de palestinos e milhares de israelenses, Belém, situada na Cisjordânia, na Palestina ocupada pelo exército israelense desde 1967, vivencia um silêncio entristecedor, sem cerimônias de festividade do Natal. Porém, líderes cristãos de diversos cantos do planeta prometem estar presentes, orando em silêncio, pela paz e em apoio aos palestinos, os últimos cristãos da Terra Santa.

Tocam os sinos em Belém, em silêncio!

sábado, 23 de dezembro de 2023

A POSSÍVEL AMPLIAÇÃO DA GUERRA PARA ALÉM DA PALESTINA E ISRAEL E A PAZ VERDADEIRA!


Israel está em guerra contra a Faixa de Gaza há quase três meses e não conseguiu vencer o Hamas, que ainda é capaz de se defender, bombardear Israel e manter presos reféns israelenses.

Alguns analistas militares dizem que o Exército de Israel age mais como força policial do que militar propriamente dita e tem uma característica de insubordinação, que tem levado muitos comandantes à morte. Inclusive, há a suspeita de que o Exército de Israel esteja sofrendo pesadas baixas na guerra em Gaza.

O governo israelense sempre usou tons agressivos contra os seus vizinhos. Netanyahu disse que exterminaria o Hamas e que se o Hezbollah atacasse Israel, varreria o Líbano do mapa.

Por outro lado, o Hezzbollah tem atacado com mísseis o norte de Israel, que tem respondido com ataques a vilarejos libaneses.

Recentemente, Yoav Gallat, ministro da Defesa de Israel, deu um ultimato para que as forças do Hezbollah voltassem 20 quilômetros para dentro da fronteira do Líbano, sob pena de um ataque a todo o Líbano.

Caso ocorra a invasão das fronteiras, seja pelo Hezbollah, seja por Israel, tal conflito caracterizará o fracasso da UNIFIL, força de pacificação da ONU situada no sul do Líbano. Aliás, Israel tem desrespeitado a ONU há décadas, desafiando suas resoluções e, agora, põe o organismo multilateral sob joelhos, matando mais de uma centena de funcionários das Nações Unidas sem qualquer sanção por parte do Conselho de Segurança.

Embora Israel tenha levantado o tom de voz, analistas dizem que Israel apenas teria sucesso com bombardeios aéreos ao Líbano, destruindo cidades e matando civis, muitos civis. Porém, nos combates terrestres, ainda que Israel disponha de um milhar de tanques modernos, artilharia e muito dinheiro dos Estados Unidos, o Hezbolah tenderia a se sair melhor, por suas táticas de guerrilha e experiência na guerra da Síria, podendo até mesmo bombardear cidades israelenses, invadindo Israel e até tomando cidades.

O Líbano está numa situação econômica deplorável e o governo libanês certamente não deseja ingressar numa guerra suicida que afundaria ainda mais o seu país, e Israel sabe bem disso. Porém, se Israel invadir o Líbano, aí não restará outra alternativa ao governo libanês se não ingressar na guerra, em defesa de seu território. Israel também sabe bem disso.

O tom agressivo pode ser apenas retórica de guerra e também servir para acalmar os ânimos da desapontada população israelense com as ações ineficientes e financeira e humanamente caras de Netanyahu.

Os Estados Unidos têm alertado Israel de que a matança de civis têm colocado o mundo oriental majoritariamente a favor dos palestinos, dividindo ainda o ocidente. E isso tem acarretado a diminuição do poder de influência dos próprios Estados Unidos.

Por outro lado, os Estados Unidos enviaram uma frota naval e dois porta-aviões para a região, têm atacado milícias xiitas na Síria e ameaça combater as forças Houthis no Iêmen. 

A guerra tem afetado severamente a economia israelense, e os ataques houthis a navios na região do Mar Vermelho, que banha o Estado judeu, tem agravado severamente isso.

Porém, se os Estados Unidos ingressarem na guerra direta contra os Houthis, a própria economia dos Estados Unidos pode estancar ou entrar em recessão, afetando a popularidade interna de Biden e facilitando ainda mais a vitória de Trump nas eleições de 2024.

A guerra no Oriente Médio, desde o início, se mostrou um grande tabuleiro de xadrez. Israel avançou peças demais ao longo do tempo, sob o apoio estadunidense e o silêncio de grande parte das nações. Agora, o jogo entra em uma fase de movimentações chaves, decisivas. Irã e Rússia apenas observam a movimentação de Israel e de nações ocidentais submissas ao império estadunidense.

Enquanto os Estados Unidos protegem incondicionalmente o governo extremista de Israel, morrem muitos israelenses e palestinos, com risco de aumentar a área em conflito e com o aumento de baixa de todos os lados.

A paz, de fato, somente será alcançada com a criação do Estado da Palestina com fronteiras anteriores à guerra de 1967. Para o Exército de Israel seria muito mais fácil combater um exército convencional do que militantes que lutam através de guerrilhas. Mas a pergunta que se faz é: o governo de Israel estaria interessado de fato na paz ou quer a guerra para se expandir até conquistar a grande Israel bíblica, alcançando áreas egípcias, sírias, libanesas e jordanianas, além da Faixa de Gaza e Cisjordânia? O governo extremista sabe que está em um momento chave, do é tudo ou nada, e manipulam os Estados Unidos como podem.

O momento não é de torcida, como nunca foi. Hoje, a criação do Estado da Palestina, autônomo e soberano, é de rigor, seja para propiciar que palestinos não passem fome e humilhação e alcancem justiça, seja para a paz e prosperidade para israelenses e palestinos. O fim do conflito não se alcança com a vitória temporária de um dos lados, mas com a criação do Estado da Palestina ao lado de Israel. O mundo todo sabe disso há 75 anos, mas nunca é tarde para se alcançar a paz verdadeira.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

75 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS E 74 ANOS DA UNRWA, MAS NÃO HÁ O QUE COMEMORAR

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, recém completou 75 anos, mas não há o que comemorar.

Somente nos últimos ataques a Gaza, Israel matou 136 funcionários da ONU e destruiu, parcial ou totalmente, 115 edifícios das Nações Unidas, a maioria de escolas, que em período de guerras abriga a população civil.

Diante de tal tragédia, a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos, UNRWA, necessita de apoio humanitário e financeiro.

Nos últimos tempos, organismos multilaterais como a ONU e suas agências voltadas aos direitos humanos têm sido objeto de seguidos ataques e boicotes da extrema direita mundial.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

O NATAL DO MATERIALISMO

Nos aproximamos do Natal, mas o que vemos além de consumo do desnecessário? Pessoas vagando sem rumo nas ruas, fome, guerras e doenças.

O amor e a fraternidade, símbolos do nascimento de Cristo, deram lugar aos que pouco se importam com a Espiritualidade, mas que valorizam muito o dinheiro e o poder. E eles estão nas religiões, na política e em todos os lugares onde haja alguma forma de poder sobre a massa humana.

A esses, o símbolo das religiões tem que ser escrito de uma forma que signifique poder sobre as massas e concentração de riquezas.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Brasil, o país da paz

O Brasil pode ser a Nação pacificadora no mundo e tem vocação para isso.
Somos um país de imigrantes, de negros descendentes de escravos,  de povos originários, de refugiados e o país da negociação, da diplomacia e que se nega a vender armas para países em conflitos.
Somos um país voltado à paz e de alta moral geopolítica.
Somos também uma grande Democracia.
Embora muitos digam que o Brasil tenha esse destino marcado em profecias, na verdade o Brasil foi se tornando um país da paz, do respeito aos outros povos e de não exploração de Nações estrangeiras.
O destino podia já estar traçado, mas também foi conquistado.
Os Estados Unidos são o país que mais trabalham contra o nosso sucesso diplomático. Foi assim no acordo do desenvolvimento de energia atômica pelo Irã, com Obama, e foi no Conselho de Segurança da ONU, com Biden, onde, na presidência, pleiteavamos um cessar fogo temporário na guerra de Israel contra a Faixa de Gaza, para ações humanitárias. 
Agora, inflamando as rusgas entre Venezuela e Guiana, os Estados Unidos conversam com este último para mandar soldados para o seu território, aumentando a chance de conflito regional, não bastando os que ocorrem na África, Ásia e até Europa.
Não podemos depender da boa vontade, inexistente, dos Estados Unidos, em relação a nós. Temos que alcançar a posição de negociador articulando com os demais países do globo, todos eles, inclusive próximo de nossas fronteiras, o maior teste de todos.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

MAPA GEOPOLÍTICO PRESTES A SER REDESENHADO. AÇÕES DOS EUA ANTECIPAM A SUA QUEDA.

Os Estados Unidos, mais uma vez, vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para pausar a guerra de Israel contra a Faixa de Gaza.

Já são mais de 16 mil mortos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro. A maior parte é de mulheres e crianças, sendo 8 mil crianças mortas em Gaza, até agora. A matança de civis e de funcionários da ONU têm assustado o organismo multilateral, com números nunca antes visto, e muitos chefes de Estado têm solicitado um cessar fogo para evitar a matança de civis.

Enquanto o governo Biden, nos Estados Unidos, com suas ações em relação à Faixa de Gaza, perde popularidade entre os eleitores democratas, colocando em risco a sua chance de reeleição, no plano mundial os Estados Unidos, com sua proteção incessante a Israel, perdem credibilidade e ganham o afastamento de muitos aliados.

Já o primeiro ministro israelense, Netanyahu, não tem se preocupado com os reféns israelenses em poder do Hamas e enfrenta uma impopularidade e oposição crescentes, além da grande chance de ser preso por crime de corrupção.

Nesse panorama de terra palestina arrasada e de Biden e Netanyahu de mãos dadas no primeiro genocídio televisionado, aumenta a probabilidade do mundo exigir, de uma vez por todas, independentemente do restrito Conselho de Segurança, o cessar fogo e a criação definitiva de um Estado Palestino. 

Caso Israel continue com a sua guerra insana e assassina, há o risco de grande parte das nações aplicarem boicote diplomático e também econômico a Israel, com vedação à importação de a produtos israelenses, sejam militares ou civis. E para um país em guerra, com altos custos, sofrer com um boicote desse tipo pode significar ou se submeter à miséria imediata do país ou adotar o cessar fogo.

É evidente que essas ações dependem de manifestações populares mundo afora. Somente a pressão popular internacional pode frear essa insanidade calculada por Israel e Estados Unidos. A destruição do norte de Gaza, e agora do Sul, obrigarão os palestinos a se deslocarem. O governo Netanyahu nunca escondeu a sua pretensão de assumir, em definitivo, o controle de Gaza e da Cisjordânia, incorporando-as a Israel. Ele recentemente mostrou um mapa de Israel incorporando os territórios da Cisjordânia e Faixa de Gaza. Os palestinos que lá estão ou sairiam em caixões, como está acontecendo em Gaza agora, ou seriam "deslocados" para países árabes vizinhos que se submeteriam à pressão do governo Biden.

A economia mundial está sendo redesenhada, como visto no artigo precedente, mas a geopolítica mundial também está no mesmo caminho. Vejamos as guerras da Síria, Ucrânia e Gaza. Todas elas evidenciam um Estados Unidos prepotente, que rouba petróleo (Síria), que usou países europeus para uma tentativa frustrada de enfraquecer a Rússia (Ucrânia), e que evidencia o seu pouco caso com a morte de civis (Gaza, mas também evidenciada na Ucrânia e na Síria). 

A prepotência e os excessos dos Estados Unidos e de Israel são como um bumerangue que em seu movimento de retorno está prestes a atingí-los. O melhor para eles, inclusive, seria adotar o cessar fogo, mostrando respeito pelo pricípio humanitário e pelas leis internacionais, mas preferem abusar do poder, e com isso cavam a própria cova a curto e médio prazo.

Ao contrário do que muitos dizem, inclusive o blogueiro que aqui escreve, o problema não é a ONU, mas o poder do veto indiscriminado que os países integrantes permanentes do Conselho de Segurança têm, em especial os Estados Unidos. O correto seria aumentar-se o número de integrantes definitivos do Conselho de Segurança para pelo menos uma dezena de países, sem poder de veto, mas com votação pelo voto da maioria simples ou qualificada. 

Os Estados Unidos como líder mundial não deixará saudades, a não ser para alguns poucos governos entreguistas (por interesse pessoal dos governantes) ou extremistas.

ESTADOS UNIDOS CRESCEM, MAS ATÉ QUANDO? O REARRANJO DA ECONOMIA MUNDIAL ESTÁ AÍ.

A economia dos Estados Unidos cresceu cerca de 5% no último trimestre, superando ligeiramente a China.

Os Estados Unidos estão crescendo em ritmo alto, segundo a Forbes, porque "o governo americano está gastando muito e elevando seu déficit, o que acelera o ritmo da atividade econômica". Mas não é apenas o investimento do governo que está movimentando a economia. Muito se deve à venda de armamentos bélicos, onde os Estados Unidos superam seus dois principais concorrentes somados. 

A guerra na Ucrânia e na Palestina e Israel provocaram aumento na produção e venda de armamentos. Porém, não se sabe quantas e quais armas foram fornecidas a Israel, já que os Estados Unidos não divulgam a relação de armas cedidas ao país aliado, enquanto detalha todas as que são cedidas para a Ucrânia, segundo apuração do The Intercept.

As guerras sempre promoveram o crescimento da economia e do poder geopolítico dos Estados Unidos, desde o final do século XIX, mas será que essa receita ainda funciona, passados cerca de 150 anos?

A economia dos Estados Unidos não é a mesma do século XX, onde investia pesadamente em pesquisas e novas tecnologias. A China, ao contrário, modernizou suas universidades e centros de pesquisa, provocando um boom econômico que parece ser incessante. Como se vê, as maiores economias do globo estão em ritmos diferentes. A China cresce muito em tecnologia, enquanto os Estados Unidos centram-se nas guerras e venda de armamentos. É obvio que as duas maiores economias do globo não se resumem a isso, pois são gigantes se comparadas às demais, mas traço aqui os maiores destaques delas. 

Hoje, as guerras já não geram o apoio de antigamente nem o poder geopolítico de antes. Não estamos mais em um mundo bipolar ou unipolar, onde os países buscavam apoio e aproximação da(s) potência(s) hegemônica(s) existentes, mas multipolar, com Estados Unidos, China, Índia, Europa e Rússia como grandes potências militares e econômicas. E o mundo tem se dividido na busca de aproximações com tais países líderes, salvo evidentemente alguns poucos países que se mantêm submissos à liderança de uma ou outra potência. Assim, enquanto o Brasil busca apoio dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que se aproxima da China, Rússia, Europa e Índia, alguns países da ex´República Soviética se mantêm extremamente aliados à Rússia, como Belarus.

O poder geopolitico dos Estados Unidos decresceu em influência, o que reflete diretamente no seu poder de venda de produtos e de armamentos. Embora os Estados Unidos ainda sejam o maior produtor e vendedor de produtos bélicos, enfrenta forte concorrência dos seus rivais tradicionais e de outros, como a Índia, que têm aumentado a venda de armas pesadas.

Ao que parece, as guerras na Palestina e na Ucrânia não serão capazes de manter o poderio econômico dos Estados Unidos. A economia europeia já não aguenta mais a guerra da Ucrânia, que se aproxima dos dois anos, e a economia de Israel parece já sentir o início do peso da guerra que dizem que durará cerca de 1 ano. Os Estados Unidos exigiram muita ajuda dos europeus para manter a guerra da Ucrânia por quase dois anos, mas Israel suportará por quanto tempo a guerra contra a Palestina?

As guerras recentes dos Estados Unidos sempre envolveram outros países, em especial membros da OTAN, e sempre teve fins estratégicos. A guerra da Ucrânia visa enfraquecer a Rússia. A guerra na Palestina, que se alastra ao sul do Libano e a pontos determinados do Iraque, Síria e Iêmen, visa enfraquecer a influência do Irã. A guerra na Síria e, e certa forma no Líbano, sul do Líbano, ainda visa minar a sobrevivência e existência de países árabes laicos insubmissos aos Estados Unidos.

Enquanto os Estados Unidos estão presentes, direta ou indiretamente, em todos os cenários das guerras existentes, a China mantém-se afastada, se fortalecendo militarmente e aumentando a sua influência geopolítica através do comércio. 

As guerras não têm trazido os mesmos resultados aos Estados Unidos. Enquanto o poder de influência dos Estados Unidos cai, se comparado a algumas décadas, o da China cresce vertiginosamente.

As guerras podem retardar em 1 ou 5 anos a ascensão da China ao topo da economia, mas não evitarão que a China se torne muito em breve a maior economia do globo e, a médio prazo, a maior potência militar do planeta.

Os Estados Unidos poderão subsistir no segundo lugar por uma ou duas décadas, mas logo serão ultrapassados por outra potência econômica, tecnológica e militar, a Índia.

Caberia aos Estados Unidos investir em ciência e tecnologia, mas o lobby das indústrias de armamentos é gigantesco nos Estados Unidos. Os Estados Unidos tendem a continuar entre as 5 maiores economias até o final deste século, sobrevivendo pelo poderio de sua indústria de armas. Música e cinema tendem a sofrer ainda maior competição internacional, fazendo desaparecer muito em breve a hegemonia dos Estados Unidos nesses meios de influência e massificação.

E o Brasil? Depende de suas prioridades. Se priorizar educação, investimento em tecnologia e voltar a se reindustrializar, ampliando sua indústria e renovando campos de atuação, poderia estar muito em breve entre as 5 maiores economias do globo. Para isso, a extrema direita demagógica teria que ceder espaço a um nacionalismo verdadeiro, de visão de crescimento do país e de fortalecimento de sua economia e da melhoria das condições de vida dos brasileiros.

O Brasil é um dos países com maior possibilidade de crescimento, mas para isso não pode depender tão somente da agricultura, pecuária e da extração de minérios e de petróleo. Há que investir em educação, ciência, tecnologia e reindustrialização, com crescimento e inovação industrial. A extrema direita e o centrão, corporativistas e desapegados do nacionalismo voltado ao crescimento do país e da melhoria das condições da população, têm sido um grande obstáculo ao crescimento do país.

Nesse rearranjo da economia global, o Brasil poderia aproveitar os seus laços diplomáticos e econômicos, além dos espaços existentes, e crescer muito, muito mesmo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

UM CONFLITO QUE PODE REPERCUTIR DIRETAMENTE NA AMAZONIA BRASILEIRA

Será difícil para o Brasil segurar as pretensões de Maduro e dos Estados Unidos, evitando um conflito ao lado das nossas fronteiras, com uma série de riscos para o Brasil.
A área de conflito se situa na região oeste da Guiana, ex-colonia britânica, onde foram descobertas grandes jazidas do óleo preto, o petróleo.
A região sempre foi reivindicada pela Venezuela. Agora com essa riqueza e a exploração da área por petrolífera dos Estados Unidos, os militares venezuelanos vêem o risco da área ser explorada indevidamente.
Os Estados Unidos ganham muito dinheiro com a região disputada e têm interesses econômico e geopolítico de que permaneça em poder da Guiana.
A presença de militares dos Estados Unidos na Guiana pode não ser o obstáculo imaginado para uma possível invasão  venezuelana. Ao contrário, pode atrair para a região o grupo de paramilitares russos chamados Vagner, famosos por lutarem na África, Oriente Médio e Ucrânia.
Estrategicamente, o Brasil deve ampliar a presença militar terrestre na região fronteiriça, além de posicionar caças aéreos próximos, evitando qualquer extensão do conflito diretamente para o território nacional.
Diplomaticamente, o Brasil deve manter o canal aberto para a negociação com a Venezuela e a Guiana, devendo evitar fortemente que forças estadunidenses e russas ingressem na região. A presença de forças desses países pode fomentar ainda mais o conflito e arrastar os países envolvidos para uma guerra total.
O conflito entre Venezuela e Guiana pode, além de abalar ainda mais a economia dos países da América do Sul, aumentar em muito o ingresso de refugiados venezuelanos e, agora, até de guianenses em território brasileiro. 
Além disso, a área amazônica brasileira como um todo pode estar em risco, seja de infiltração de paramilitares estrangeiros da Venezuela, do grupo russo Vagner, ou até da Colômbia,  além de militares estadunidenses, seja ainda  de narcotraficantes, seja de madeireiros ilegais e mineradores da Guiana, que se deslocariam para lá em razão do conflito no seu país. Isso é numa séria ameaça ao Brasil, podendo repercutir não só na área de florestas, mas nas próprias cidades brasileiras da região. Além disso, não se descarta o deslocamento involuntário de refugiados venezuelanos e guianenses para a região, em fuga desesperada.
A paz, além de ser objetivo nobre, é uma necessidade brasileira e um teste de fogo para a diplomacia brasileira e o governo Lula.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

FUZILEIROS NAVAIS BRASILEIROS RECONHECIDOS PELA ONU

Capacidade técnica e operacional da tropa brasileira e rápida reação para o combate fizeram a Organização das Nações Unidas (ONU) conceder o maior nível de reconhecimento militar aos fuzileiros navais brasileiros, que estão atuando, de forma inédita, nas ações da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nos portos do Rio de Janeiro e de Santos.
(...)
Com origem na Brigada Real da Marinha de Portugal, o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil atualmente conta com cerca de 18 mil militares e é a força da Marinha responsável pelos combates terrestres, também especializada em guerra anfíbia, isto é, uma operação militar ofensiva cujo lançamento ocorre a partir do mar para incursão terrestre em territórios potencialmente hostis.
Está presente, ainda, em quase todo o território nacional, tanto no litoral quanto em regiões ribeirinhas da Amazônia, do Pantanal, do Cerrado e da Caatinga.
No exterior, ainda é responsável pela segurança das embaixadas brasileiras no Paraguai, na Argélia, no Haiti e na Bolívia.

(...)

Caso seja determinado pelo governo brasileiro, as tropas dos fuzileiros navais podem ser deslocadas de forma imediata para qualquer local do mundo. "É uma decisão de Estado, o nosso papel como Forças Armadas e fuzileiros navais é estarmos sempre prontos para fazer isso acontecer", acrescentou o almirante. Conforme Braga, os fuzileiros também fazem parte da única tropa profissional brasileira que está sempre em condições de combate.

(...)

Pela primeira vez, os fuzileiros navais foram convocados para atuarem na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro.
O almirante Braga explica que a tropa já atua nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Itaguaí, além da Baía de Guanabara. "

domingo, 3 de dezembro de 2023

ESSEQUIBO. Guiana e Venezuela

Essequibo é uma área hoje ocupada pela Guiana, ex-Guiana Inglesa, riquíssima em petróleo, mas já foi territorio venezuelano após a sua independência, e nunca deixou de ser reivindicado.
Hoje, domingo, a Venezuela realiza um referendo para, dentre outras coisas, verificar se a população deseja que a área seja declarada província venezuelana, concedendo-se cidadania e passaporte venezuelanos aos seus habitantes .
Diferentemente do que muitos afirmam, Maduro não fez o referendo para travar uma guerra com a Guiana, mas para pressiona-la.
Os Estados Unidos, porém, realizam exercícios militares na área e enviaram militares para a Guiana, incendiando as negociações sobre a área.
Leia sobre o referendo em uma importante matéria do Brasil de Fato. 
https://www.brasildefato.com.br/2023/12/03/venezuelanos-vao-as-urnas-em-referendo-para-reivindicar-essequibo-territorio-em-disputa-com-a-guiana

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

O STF E A IMPRENSA. A CORTE ERROU EM 2009, MAS ACERTOU EM 2023, SEGUNDO ENTENDO

Para mim, jornalista é aquele que faz curso de comunicação para tal fim, seja de graduação ou até mesmo pós graduação em tal área, ainda que a formação acadêmica seja de outro curso. Não se pode permitir que qualquer um se intitule jornalista. Comunicação é ato que implica responsabilidade e para isso o profissinal há de exercer o trabalho com ética e existir um conselho profissional que avalie eventuais abusos ou falhas éticas do profissional. Deixar isso no vazio é perigoso não para os meios de comunicação, que lucram pagando menos os profissionais, mas para a população que depende da informação de qualidade para o seu dia a dia.

Em 2009, o STF aboliu a exigência do diploma de graduação para o exercício da função de jornalista. Nessa questão eu teço críticas. Foi a partir daí, na minha concepção, que a qualidade da mídia degringolou de vez, assumindo ela um lado da notícia, pouco se importando com a correta apuração.

Agora, no finalzinho de 2023, o STF quer responsabilizar os meios de comunicação pelos excessos e fake news de seus entrevistados. Nessa parte, concordo com o STF, já que os meios de comunicação, conforme previsão constitucional, exercem um importante papel social, tendo enorme responsabilidade, portanto.

Aos orgãos de imprensa, todos eles, cabe averiguar quem será colunista ou entrevistado. Para isso o jornalismo profissional, com jornalistas de formação, faz uma triagem prévia dos nomes, averiguando o seu histórico profissional. E é óbvio que a fala do entrevistado ou colunista deve ser avaliada pelo entrevistador de pronto, rebatendo se necessário for. Caso não o seja, poderá haver responsabilização do órgão de mídia, a depender da análise judicial caso a caso. Porém, se a acusação mentirosa for objeto de destaque pelo órgão de mídia, seja de qual forma for, o órgão de imprensa deverá ser prontamente responsabilizado, pois daí será possível presumir que: 1) foi descuidado com o oficio e responsabilidade do jornalismo ao não apurar a veracidade do que foi apontado pelo colunista ou entrevistado (culpa), gerando danos a um indivíduo, grupo ou coletividade; ou 2) foi conivente (dolo indireto ou até direto, a depender do caso) com a mentira, gerando danos a um indivíduo, grupo ou coletividade. Daí, nessas hipóteses descritas acima (1 e 2), a mídia deverá ser responsabilizada criminal e civilmente. É como entendo a questão.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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