O sério risco de o Brasil sofrer um bloqueio naval é cada vez mais evidente.
Os Estados Unidos não agem mais como o fizeram no Iraque e Afeganistão, com invasão territorial. Optam por ações pontuais, como fizeram no Irã, e por bloqueios aeronavais, como fazem na Venezuela.
Além de o Brasil estar nas Américas, considerada como zona de influência prioritária pelo governo Trump, o país é o maior da América Latina e concorre com os Estados Unidos em alguns setores comerciais, como no agronegócio.
Além disso, no ano que vem haverá eleições no Brasil. A extrema direita já foi descartada pelo próprio governo Trump, sabedor de que, além de pensar somente em si e pouco no país, sendo pouco confiável, dificilmente ela teria chances. A opção seria a direita neoliberal, apoiada pelo centrão. Se essa tiver chances claras de vencer e estiver à frente, dificilmente os EUA adorariam medidas drásticas. Porém, a depender de situações específicas em relação à exploração de nossas terras raras e à preferência eleitoral por Lula, os EUA podem, sim, adotar bloqueio naval e até aéreo contra o Brasil, prejudicando principalmente o agronegócio, incapaz de exportar soja, milho e carne pelos mares. O setor de minérios e petrolífero também seria fortemente atingido. A razão do bloqueio não seria apenas política, mas econômica. A China compra cada vez menos milho e soja dos Estados Unidos e mais do Brasil e da Argentina.
O bloqueio ajudaria o agronegócio dos EUA, forçando a China a voltar a comprar tais produtos dos Estados Unidos. E seria uma forma de chantagear o Brasil política e economicamente a ceder aos interesses dos Estados Unidos em prejuízo do seu próprio.
Já passou da hora de pensarmos em defesa barata e efetiva em nosso território. Precisamos ver a realidade e as possibilidades de defesa. O momento é do agronegócio investir massivamente em tecnologia de defesa nacional. Somente assim o agronegócio poderá assegurar os seus próprios interesses comerciais e financeiros.
O Brasil está ao lado da Venezuela, tem área de exploração petrolífera bem ao lado do nosso vizinho e tem interesses comerciais concorrentes com os EUA, sendo forte competidor no agronegócio.
É bom pensarmos e agirmos rápido para a nossa defesa. Os Estados Unidos não pensam duas vezes antes de se apropriar de riquezas alheias e de afundar concorrentes, como o fizeram inteligentemente com a Europa através da guerra da Ucrânia.