Todos os analistas, sem exceção, falam que o Irã será atacado pelos Estados Unidos.
Se for por ações de inteligência, ele o é há 47 anos, ininterruptamente, com seguidos atentados terroristas e atos de desestabilização do governo e da sociedade, como que está ocorrendo em solo persa neste instante.
Esses analistas internacionais e brasileiros falam, na verdade, em ataque militar aéreo e talvez em solo, quando citam ataques.
Trump não gosta de guerras longas e ele teve êxito na Venezuela e, conjuntamente com o Biden, também na Síria. Mudou os líderes e, na Síria, mudou radicalmente o regime, afastando-o do Irã e prejudicando o abastecimento do Hezbollah no Líbano.
O serviço de inteligência tem sido muito exitoso no governo Trump, mais do que os militares propriamente ditos.
A única resistência a isso tem sido o Irã, que tem sobrevivido a seguidas e pesadas investidas dos Estados Unidos.
Sou uma voz distoante, que acha que não haverá um ataque por ora, considerando certos aspectos. Embora haja o esvaziamento de bases militares estadunidenses próximas ao Irã e o deslocamento de porta-aviões para a região, as ações da China de bloqueio de sinal da starlink em todo o longo território iraniano foi um claro sinal e alerta aos Estados Unidos de que a China, ainda que indiretamente, está e estará ao lado do Irã, o que é um sério obstáculo às pretensões bélicas estadunidenses.
A ação chinesa traçou uma longa linha vermelha.
A China tem uma das maiores forças militares do globo e a sua inteligência, a mais discreta de todas, atua como todos os serviços de inteligência deveriam fazer, com firmeza e discrição.
Este blog já apontou a importância do Irã para a China, citando-o como um dos pilares estratégicos chineses, ao lado do Paquistão e Rússia. A derrubada do Irã seria uma derrota imensa não só para a rota da seda chinesa, a ao fluxo do comércio chinês, mas à sua própria estratégia de blocos de proteção, contensão e de fornecimento de energia para suas indústrias.
A China disse não em alto e bom som sem precisar dizer uma única palavra aos Estados Unidos.
Os próximos dias serão importantes para vislumbramos o futuro do Irã e da região.