O cerco dos Estados Unidos ao Irã nos traz uma certeza, a de que os EUA estão gastando muito dinheiro para ser apenas um blefe ou pressão sobre o governo iraniano. Dois porta-aviões, 14 navios de apoio, mais de cinquenta mil militares enviados, militares remanejados das bases no Oriente Médio, principalmente da Síria para o Iraque. Mais de uma centena de caças. Militares especializados em guerras em montanhas.
Mas isso não é tudo. Os Estados Unidos, Israel e Grã-Bretanha estão com agentes e informantes em solo persa e nos países vizinhos para promoverem atos de sabotagem, planejarem invasão e assessorando, treinando e armando terroristas do ISIS posicionados no Iraque e rebeldes do Curdistão, Azerbaijão e Baluchistão iranianos. Os primeiros ficam na divisa com o Iraque, ao oeste; os segundos ficam no nordeste iraniano; e os últimos no sudeste, na fronteira com o Paquistão. Ao mesmo tempo, a ação de inteligência se dá no meio estudantil e na oposição, insuflando manifestações.
O tempo parado não é para pensar em estratégias de ataque, mas para preparar ações de sabotagem, manifestações e guerra civil para sobrecarregar as forças de segurança iranianas, ao mesmo tempo em que quartéis e bases militares, prédios governamentais, refinarias e unidades de desenvolvimento de urânio seriam alvos prioritários.
OS ataques por terroristas, separatistas e pelas forças dos EUA se dariam majoritariamente pelo norte, oeste, sudeste e sul do Irã.
Ao que parece, Israel também atacaria o Irã com mísseis e ataques aéreos.
O Irã só sobreviverá se for ágil e conseguir se defender dos diversos ataques esparsos e causar muitas baixas de equipamentos e militares dos Estados Unidos logo no início, e para tanto não poderá poupar suas armas. Somente fortes baixas de aviões e navios nos primeiros dias poderá levar os Estados Unidos a recuarem e suspenderem os ataques.
Ao que parece, os Estados planejaram para que a guerra não dure anos, mas no máximo três ou quatro meses, e com relativas baixas para os EUA Muitas perdas iniciais podem levar o Pentágono a pedir a suspensão dos ataques, permanecendo o conflito entre os terroristas, separatistas e opositores e talvez um ou outro batalhão especial dos EUA contra as forças iranianas
Essa guerra tem tudo para ser devastadora e definidora do futuro do Irã, de Israel e também dos Estados Unidos.