QUEM É O AUTOR DESSE BLOG?

ANTES DE MAIS NADA, UM BRASILEIRO QUE AMA O BRASIL E PENSA DIUTURNAMENTE EM UM BRASIL MAIOR E MELHOR PARA TODOS OS BRASILEIROS. FORMADO EM DIREITO, TRABALHA COM O DIREITO PÚBLICO. TAMBÉM É JORNALISTA, ESCRITOR E DOCUMENTARISTA. É, ACIMA DE TUDO, UM PENSADOR DE BRASIL.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

IRÃ, UMA GUERRA DIFÍCIL E DEFINIDORA.

O cerco dos Estados Unidos ao Irã nos traz uma certeza, a de que os EUA estão gastando muito dinheiro para ser apenas um blefe ou pressão sobre o governo iraniano. Dois porta-aviões, 14 navios de apoio, mais de cinquenta mil militares enviados, militares remanejados das bases no Oriente Médio, principalmente da Síria para o Iraque. Mais de uma centena de caças. Militares especializados em guerras em montanhas. 

Mas isso não é tudo. Os Estados Unidos, Israel e Grã-Bretanha estão com agentes e informantes em solo persa e nos países vizinhos para promoverem atos de sabotagem, planejarem invasão e assessorando, treinando e armando terroristas do ISIS posicionados no Iraque e rebeldes do Curdistão, Azerbaijão e Baluchistão iranianos. Os primeiros ficam na divisa com o Iraque, ao oeste; os segundos ficam no nordeste iraniano; e os últimos no sudeste, na fronteira com o Paquistão. Ao mesmo tempo, a ação de inteligência se dá no meio estudantil e na oposição, insuflando manifestações.

O tempo parado não é para pensar em estratégias de ataque, mas para preparar ações de sabotagem, manifestações e guerra civil para sobrecarregar as forças de segurança iranianas, ao mesmo tempo em que quartéis e bases militares, prédios governamentais, refinarias e unidades de desenvolvimento de urânio seriam alvos prioritários. 

OS ataques por terroristas, separatistas e pelas forças dos EUA se dariam majoritariamente pelo norte, oeste, sudeste e sul do Irã.

Ao que parece, Israel também atacaria o Irã com mísseis e ataques aéreos. 

O Irã só sobreviverá se for ágil e conseguir se defender dos diversos ataques esparsos e causar muitas baixas de equipamentos e militares dos Estados Unidos logo no início, e para tanto não poderá poupar suas armas. Somente fortes baixas  de aviões e navios nos primeiros dias poderá levar os Estados Unidos a recuarem e suspenderem os ataques. 

Ao que parece, os Estados planejaram para que a guerra não dure anos, mas no máximo três ou quatro meses, e com relativas baixas para os EUA Muitas perdas iniciais podem levar o Pentágono a pedir a suspensão dos ataques, permanecendo o conflito entre os terroristas, separatistas e opositores e talvez um ou outro batalhão especial dos EUA contra as forças iranianas 

Essa guerra tem tudo para ser devastadora e definidora do futuro do Irã, de Israel e também dos Estados Unidos. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

IRÃ E GUERRA DE SECESSÃO. ESTRATÉGIA OU CONSEQUÊNCIA?

Pela importância estratégica do Irã, seja como exportador de petróleo, seja como importante aliado militar e produtor de armamentos de alta tecnologia, seja pela localização estratégica para as Novas Rotas da Seda ou seja, ainda, pela localização geográfica, servindo como muro de contensão, o país persa pode ser considerado um dos 3 principais pilares estratégicos da China, ao lado da Rússia e Paquistão. 

A China pouco fala se está auxiliando o Irã em inteligência, comunicações, sistemas de detecção de ameaças ou armamentos, mas há muitas notícias a respeito trazidas por analistas geopolíticos de respeito.

A Rússia também pouco fala de ajuda ao seu parceiro militar, mas faz questão de dar a entender que sim, com o envio de navio militar que já está em águas persas. 

Os Estados Unidos estão com receio do que pode advirá do início do ataque e já estão há muito tempo articulando diversas ações de inteligência no país persa.

O que é  sabido é que a CIA, o MI6 e o Mossad estariam treinando e armando separatistas curdos, azeris, e baluches, e ainda fornecendo armas e roteiros de ações a terroristas do ISIS, hoje posicionados no Iraque. 

Os EUA kjá tem drones com capacidade de levar internet a insurgentes iranianos e forças militares dos Estados Unidos.

E, segundo a BBC, desde o final de semana passado tem havido novas manifestações de estudantes contra o governo persa. 

Ao mesmo tempo em que posicionaram seus navios distante da maior parte dos mísseis iranianos, fortaleceram suas bases militares no Oriente Médio com mais aviões, mais soldados e muito mais suprimentos.

Também já estão posicionadas na área forças especializadas em guerras de montanha e as de escuta, esta última no Líbano.

Os Estados Unidos querem a guerra e estão ganhando tempo para promover, por terceiros, ações de insurgência, para criar o caos para o governo iraniano, forças militares e a população civil. 

O tempo está a favor dos EUA, mas o Irã mantém a calma própria de quem sabe o que está fazendo. 

A Rússia deve provocar os EUA, deixando-o em dúvida a respeito de sua colaboração efetiva ao Irã, mas a China, discretamente, deve auxiliar com inteligência, armas, sistemas de detecção de ameaças e de comunicações.

A surpresa para o ocidente poderá ser a reação de um ou outro país do Oriente Médio, caso ocorra a guerra contra o Irã. A maior parte submete-se às determinações imperiais.

Se vir a ocorrer o início deste conflito armado, não tenho medo de dizer que poderá ser a última guerra dos EUA como conhecemos. Não quero dizer que os EUA perderão a guerra, mas sim que poderão sofrer pesadas baixas e como consequência a isto e ao caos social e à radical divisão política a que a população estadunidense está submetida,  uma grande insurgência interna que poderá levar ao início de uma guerra civil e à secessão, com subsequente divisão em pequenas Nações. 

Chamo de população, e não povo, por um motivo simples. Embora haja um certo nacionalismo obtuso nos Estados Unidos, ainda existe por lá muito preconceito com a origem das pessoas, principalmente árabes, asiáticos, negros e latinos e uma certa fragilidade na manutenção da cidadania estadunidense por muitos desses já citados. Entendo, então, que a conceituação correta numa situação dessas é população.

Como visto, o império provoca dor. Primeiro em outros povos e logo em seguida, quase na mesma proporção, em sua própria população.

O tempo, o longo tempo, dirá.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

ATAQUES MILITARES E TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO DIVERSIONISTAS. ARMAS DOS EUA PARA APAGAREM A REALIDADE HISTÓRICA?

Os conspiracionistas dizem que grandes segredos da humanidade são guardados pela Igreja Católica e pelos maçons. 

Os conspiracionistas dizem que os grandes lideres mundiais pertencem a uma só seita e seriam, na verdade, alienígenas.

Essas teorias surgem principalmente nos Estados Unidos e ao menos aparentemente há um motivo para isso.

Há quem acredite nessas histórias, nos conspiracionistas e nos próprios Estados Unidos.

Na verdade, grandes segredos são guardados por religiões antigas e pouco conhecidas e por filósofos antigos não traduzidos. Isto está no oeste da Ásia, conhecido no ocidente como Oriente Médio. 

Iraque, Irã e Síria guardam seguidores de diversas religiões desconhecidas do ocidente e o Iraque, em especial, guarda textos filosóficos milenares não traduzidos, muitos deles destruídos pelos bombardeios dos Estados Unidos. São segredos da história da humanidade que os Estados Unidos parecem querer ocultar e até destruir por suas teorias diversionistas e pelos seus ataques de extermínio.

Mas a Verdade buscada pela Filosofia e por todas as Igrejas ancestrais virá à tona. Poderá demorar décadas ou séculos, mas de algum modo virá.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

CARNAVAL E CERVEJA. CONSCIÊNCIA?

A moda dos blocos de carnaval e de beber cerveja enquanto se movimenta ou na ausência de movimentos tem seu lado bom. Instiga as pessoas a ocuparem as ruas e a se hidratar bem, mas não da melhor forma.

As manifestações populares podem servir para conscientização, mas tenho cá minhas dúvidas se os blocos de carnaval alienam ou conscientizam. E se a cerveja hidrata realmente o corpo ou apenas os bolsos das indústrias cervejeiras. 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

DOS TRÊS GOLPES CONTRA O EXECUTIVO

Entrei no curso de direito no mesmo ano da redemocratização, quando Tancredo deveria tomar posse como presidente após 21 anos de longa ditadura civil-militar.

A redemocratização era odiada pela ala mais à direita da ditadura, a mesma que poucos anos atrás esteve ao lado do ex-presidente Bolsonaro. E em consequência disso, contra a redemocratização, acreditou-se que o incêndio do TUCA, Teatro da PUC, em 1985, teria sido obra dessa ala radical.

Me formei em 1989, mesmo ano da queda do muro de Berlim, um ano após a aprovação da nossa Constituição Federal e 2 anos antes da fragmentação da então União Soviética. Eram momentos apenas efervescentes, sem muita profundidade, na política e economia.

Àquela época, o Estado brasileiro era forte, ditava regras, algumas excessivas, como o congelamento geral de preços. Hoje, o poder executivo, em especial o federal, é fraco e vivencia 3 golpes. 

Um do Congresso, que detém,  como manobra eleitoreira,  grande parte do orçamento próprio do executivo, limitando inconstitucionalmente um dos Poderes da República.

Outro golpe é no judiciário, que muitas vezes adentra no juízo do mérito da conveniência para a administração, cabendo-lhe, no entanto, apenas e tão somente a verificação por meio da percepção do respeito a princípios Constitucionais-Administrativos.

O último, ainda mais cruel, é o autogolpe aplicado pelos próprios chefes do Executivo ao adotarem políticas ultrapassadas neoliberais, que cedem à iniciativa privada, em especial ao sistema financeiro, grande parte das atividades, dos bens e dos recursos públicos. 

O Estado mínimo já é uma realidade. O pouco que o administrador pode fazer é tentar ditar ou uma política de viés social, com políticas públicas superficiais para tanto, ou neoliberais, diminuindo profundamente cada vez mais o poder do Estado.

No meio de tudo isso está a economia. Sem um planejamento estratégico feito pelo Estado, este fica refém da desorganização produtiva interna, da falta de investimento em tecnologias e passa a importar bens caros e a exportar produtos agrícolas ou manufaturados de baixo valor. O Estado não está mais a serviço do crescimento econômico e da defesa da Nação. Torna-se um zelador da área ocupada pelo Brasil, para permissão da exploração pelas grandes potências imperialistas. Nossa soberania passa a ser ficção.

O direito, forçando interpretações, avaliza o neoliberalismo e modifica "per si" a estrutura da Constituição da República, a antiga constituição cidadã. 

Os militares passam a alegrar-se em comprar itens básicos de defesa do exterior. 

Os políticos conformam-se em ver o Brasil reduzido a uma enorme fazenda arrendada por forças imperiais.

O povo, sem esclarecimento, se perde em meio ao entreguismo, e sem incentivo à cultura nacional, acredita que o carnaval é o que nos identifica como Nação, sendo na verdade, e dói um pouco dizer isso, reflexo da política do pão e circo. 

O que nos identifica como Nação é a consciência de nosso tamanho, de nossas riquezas e das raízes de nosso povo. É a consciência de quem fomos e de quem somos 

Acreditando que somos pequenos, corruptos e incapazes, o povo se deixa seduzir pelos entreguistas oportunistas. E assim caminhamos para o desmantelamento do nosso ainda enorme (em território, riquezas e potencial) Brasil.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

ENCONTROS INUSITADOS

São Paulo é a terra das personalidades. Já encontrei tanta gente famosa nessa cidade. Dentre os políticos que encontrei pelo caminho estão Mário Covas, José Serra, Aldo Rebelo, Celso Amorim, Glauber Braga e Sâmia Bonfim. Dentre outras personalidades, estão o ex-jogador Raí, Marília Gabriela, Paulo Henrique Amorim e o YouTuber Comandante Farinazzo.

Aeroportos, teatros, laboratórios clínicos e trânsito nos levam aos encontros inusitados. 

Posso dizer que tive sorte, pois fui e sou admirador declarado de cada um desses, todos eles intelectuais e Brasileiros com "b" maiúsculo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

NATUREZA, ALMA E SER HUMANO

Nascemos para ver o sofrimento da humanidade. É uma vida de evolução, de experiências e reflexões.

O materialismo nos afasta da Espiritualidade e muitos passarão em vão essa encarnação, enquanto outros superarão as adversidades e os desvios de atenção e desenvolverão maior criticidade e capacidade de amar. É uma vida de encontros e muitos desencontros.

Os maiores encontros são os espirituais, onde percebemos que tudo na Natureza tem uma energia própria a que se pode denominar de Alma. 

E essas Almas podem nos mostrar diferentes formas, conforme estejam relacionadas com determinados tipos de vida. 

Todas as religiões têm um pouco de verdade, inclusive as muito antigas, as xamânicas, a que alguns preconceituosamente chamam de primitivas.

Somos fruto da Natureza e com ela temos afinidades e elementos de dependência. Lá estarão nossas curas e a chave para a compreensão das vidas e do Universo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ISRAEL JÁ SE ANTECIPA AO FIM DO IMPÉRIO ESTADUNIDENSE

Após a guerra dos doze dias contra o Irã, Netanyahu pede o aniquilamento do regime iraniano a Trump. Os ataques iranianos a pontos nevralgicos de Israel assustou os dirigentes sionistas.

Israel não atacou o Irã porque sabe do poder de retaliação persa.

Trump, o mais submisso dos presidentes estadunidenses às pretensões israelenses, tenta ganhar tempo prometendo negociações aos iranianos, enquanto leva mais poder de fogo às costas iranianas e em países vizinhos e, ao mesmo tempo, espera que a sua inteligência promova ação capaz de  iniciar uma guerra civil avassaladora.

O dinheiro e o lobby sionista indicam parlamentares e pressionam políticos. E não é qualquer um que tem força e coragem para enfrentar o poder sionistas dentro dos Estados Unidos. 

O lobby sionista é tão grande nos Estados Unidos que lá surgiram os sionistas cristãos, árduos defensores de Israel, hoje copiados pelas igrejas neopentecostais brasileiras. 

Os sionistas são tão hábeis que já estão prevendo o fim dos Estados Unidos e da Europa e já está em andamento o planejamento de suas substituições por outros poderosos aliados, Rússia e Índia, aquele com sionistas próximos a Putin e esse último pelos laços em diferentes setores que vão além do econômico, como o militar e de inteligência. E os sionistas farão de tudo para afastar a Rússia da China, que está mais próxima dos palestinos.

Mas Israel será forte e influente o suficiente para continuar a reinar e a agir impunemente?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

TEMPOS DIFÍCEIS E DE DOR PARA A HUMANIDADE

Não há palavras para expressar o pior estágio da humanidade. 

Só, ela não está, mas de nada adianta qualquer ajuda se grande parte da humanidade não enxerga os desmandos, os descaminhos e os perigos.

Grande parte da humanidade está doente, sedenta por dinheiro, poder e o consumo do absolutamente desnecessário, agigantando-se como se Deus fosse. Isso tornou grande parte das pessoas frias, cruéis e radicais quanto a qualquer proposta ou ação de solidariedade.

Quem é solidário ou pacífico passou a ser perseguido ou ridicularizado. 

Os falsamente fortes, restritos ao poderoso ego, vomitam o que há de pior, fazem o que jamais se imaginaria de um ser humano, e ganham apoio e força no seio social. 

É o pior momento da humanidade.

Contra eles há o apoio da ancestralidade, da Espiritualidade e de humanos evoluídos e que se voluntariaram ou que foram iluminados para isso. É uma guerra ética, moral e espiritual que envolve todo o planeta e o Universo conhecido. Alguns têm  noção de que há uma luta, mas não têm suporte moral para separar o joio do trigo. Diante dos maus, há os perdidos que cedem a tentações e com aqueles se unem. É uma guerra diferente do que vimos na Bíblia ou ao longo da história. É a guerra que dividirá e colocará a humanidade no círculo próximo dos reinos celestiais ou dos tronos do gigantesco inferno em definitivo.

A Terra Mãe tenta expurgar. Os Céus tentam iluminar, mas caberá aos próprios humanos a derrota ou a vitória e salvação da humanidade. 

Tempos difíceis e de muita dor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

IRÃ: QUANDO O MEDO OU O EXCESSO DE ÉTICA PODE IMPLODIR UM PAÍS

Parece que apenas o Irã não percebe que os Estados Unidos jogam com o tempo a seu favor.

Fingem tentar acordo. Fingem estudar propostas para aumentar ainda mais as sanções contra o país persa. Fingem. É o que fazem de melhor. E enganam ou, aparentemente, parecem enganar, os líderes religiosos, políticos e militares do Irã.

Com isso, ganham tempo para rearmar Israel, organizar tropas oficiais, fixar mais navios em áreas estratégicas, preparar ações de comunicação em guerra e sabotar as comunicações iranianas, além de, principalmente, organizar e armar terroristas do ISIS e separatistas curdos, baluches e azeris nas fronteiras e em solo do próprio Irã.

Tentam ganhar tempo para que ocorra, ao mesmo tempo, implosões com guerra civil por quase todo o Irã, bombardeios a pontos estratégicos civis e militares e invasão de diversas pequenas tropas especiais, com o apoio de caças das forças aéreas de Israel e EUA e, talvez, de Reino Unido e França. Isso sem falar em operações diretas de grupos especiais e de inteligência ocidental em solo persa contra políticos, militares, cientistas e civis em geral.

Esse parece ser o plano dos Estados Unidos e do aliado israelense. Contra eles, os iranianos terão poucas chances se não agirem de surpresa, talvez até preventivamente, atacando e afundando navios de guerra, destruindo bases estadunidenses e aniquilando a poderosa força aérea israelense. Tempo para isso eles tiveram e têm. Capacidade operacional e de equipamentos também têm. O medo ou o excesso de ética os detêm?

domingo, 15 de fevereiro de 2026

O FIM DA ESPERANÇA, DO EXPERIMENTO E DA ESPÉCIE

Há um passo de avanço tecnológico a cada dia, e uma maratona de retrocesso social e humanitário a cada amanhecer.

Estamos nos robotizando, mais tecnológicos e cada vez menos empáticos, mas nunca seremos alimentados por baterias. Ainda que o orgulho não admita, o nosso cordão umbilical invisível nos prende à Terra-Mãe, à Pacha Mama.

O afastamento da Natureza nos leva ao fim como esperança, experimento e espécie.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O CAMINHO, TALVEZ SEM VOLTA, ESCOLHIDO PELA HUMANIDADE

Não sei você, mas ando muito assustado com o rumo da humanidade! E nem me refiro a uma terceira guerra ou a ataques com armas nucleares.

Inteligência artificial que visa substituir o humano, controlar conhecimento e, como diz indiretamente o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, fragilizar nossos raciocínio e memória, como se reprogramasse o nosso cérebro.

Neoliberalismo, o ápice do capitalismo excludente, onde os financeiramente poderosos, indo do crime organizado, banqueiros e industriais aos sócios e donos de big Techs, usam o Estado em prol de seus interesses, pondo fim ao Estado-Nação como conhecíamos. As demais pessoas viram objeto de uso e manipulação, sem direitos básicos, sem direitos trabalhistas, sem previdência, sem saúde pública. 

O faminto receber um prato de comida torna-se uma aberração, um incentivo à miséria. Ao faminto, o destino desprovido de solidariedade, assim como a todo carente em algum sentido.

Uma massa não é mais manipulada por histórias floreadas e pequenas mentiras, mas por ataque direto a seus interesses e, absurdamente, concorda com isso e vibra por um sistema que está sufocando o que ainda resta de humano em nós.

A empatia já não é regra em grande parte dos relacionamentos humanos. Atendimentos robotizados e dependência de tecnologia, onde todos os dados são expostos e controlados, e tudo passa a ser pago, virou a regra, como nas histórias surreais e assustadoras de Kafka. 

Criatividade diminuindo. Criticidade em baixa. Percepção do outro e do mundo quase inexistente.

O que permitia conceber-nos como humanidade está desaparecendo. Estamos nos tornando frios, cruéis, limitados espiritual e mentalmente. Estamos nos tornando grotescos e desumanos ou, numa linguagem bíblica, anticrísticos.

E com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, a grande maioria de nós é incapaz de perceber a realidade e o caos.

Somos donos do nosso destino e fizemos uma opção. E isso nos revela. Os anticristos não são os outros. Somos nós. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A PACIÊNCIA IRANIANA DIANTE DA PRESSÃO ESTADUNIDENSE

Os Estados Unidos estão com uma frota estacionada em frente ao Irã, a centenas de quilômetros de seu litoral, evacuaram parte de seu pessoal das bases próximas ao Irã, estão movimentando terroristas do ISIS para o Iraque, que faz fronteira com o Irã, estão movimentando grupo especializado em guerras em montanhas, estão levando equipamento de comunicação e de internet para área fronteiriça ao Irã e estão com equipamentos de escuta e inteligência no Líbano. 

Os Estados Unidos estão usando o tempo a seu favor, movimentando tropas e equipamentos e realizando ações de inteligência, inclusive cooptando terroristas e separatistas para que promovam um caos interno no Irã.

Toda essa movimentação evidencia a intenção de atacar o Irã ou, ao menos, convencer o país persa de que poderá ser atacado. 

Agora, até Israel está falando que poderá atacar o Irã.

O Irã poderá permanecer quieto e aguardar um ataque dos Estados Unidos, que promete ser devastador, ou realizar um ataque preventivo, afundando navios estadunidenses, bases militares dos EUA e Israel, sabendo que haverá forte retaliação em seguida ou dias depois. A questão é, após um ataque preventivo, o Irã terá mísseis para continuar uma onda de ataques ou terá pouca capacidade de resistência aos ataques de Israel e EUA? Se fizer ataque preventivo e ficar sem armamentos suficientes, será a derrota e o fim do regime iraniano. 

Um ataque preventivo tem consequências positivas e negativas para o Irã. As positivas é que poderá se antecipar e realizar ataques a bases aéreas, militares, de inteligência e nucleares Israelenses, diminuindo a capacidade dos militares israelenses de contra-atacar. Isso poderia até mesmo vir a acarretar uma eventual invasão de Israel por forças vizinhas, como o Hezbollah ou dos exércitos sírio e saudita. Mas isso é apenas especulação. Não há sinais de que essa invasão venha efetivamente a ocorrer. 

Um ataque preventivo que acarrete a aniquilação de bases estadunidenses e o afundamento de navios seria capaz de provocar pânico no comando militar dos EUA e um alerta para que pressões do tipo não voltem a ocorrer.

Além disso, Trump sofreria protestos internos pela morte de militares e perda de equipamentos bélicos caríssimos numa aventura não necessária. 

O recomendado, no entanto, é que o Irã exija a imediata retirada da frota antes de realizar um possível  ataque preventivo.

As consequências negativas é que Israel e os Estados Unidos muito possivelmente não pediriam cessar fogo, mas  reagiriam à altura, inclusive insuflando terroristas e separatistas iranianos para provocarem o caos interno e a derrubada do governo.

O Irã deve estar preparado. Os Estados Unidos estão se preparando. Mas a ação tresloucada de Trump pode antecipar uma guerra civil interna nos EUA e ser esta a última guerra dos Estados Unidos como conhecemos, antes de se fragmentar em países menores. 

Um ataque ao Irã pode antecipar o fim do império, a depender das baixas que os EUA vierem a sofrer. Se o Irã souber usar isso, poderá vingar-se das inúmeras tentativas de revolução colorida que sofreu (incentivadas e armadas pela inteligência dos EUA e de Israel) e provocar a possível gota d' água para o início da segunda guerra de secessão nos EUA.

Trump pode ser um bom jogador de pôquer, mas não entende nada de história e do complexo xadrez geopolítico. 

Os iranianos têm como herança milenar a sabedoria estratégica da paciência e da boa análise da realidade.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

NEOLIBERALISMO, TRÁFICO DE DROGAS E CERTAS IGREJAS, O QUE TÊM EM COMUM?

Neoliberalismo, narcotráfico e algumas igrejas (sim, com "i" minúsculo), o que têm em comum?

Todos esses buscam um Estado pequeno, mas capaz de garantir suas benesses. Buscam a lei do mais forte. Se afastam das questões sociais e a vida humana não faz parte de suas preocupações. Defendem a alienação e o fim dos estudos e da criticidade. Sem pessoas críticas, manipulam como querem. Lucro fácil e rápido é o que mais lhes interessa. Financiam partidos e candidatos e se infiltram nos três poderes. O Estado mínimo, que pregam e defendem, lhes favorece.

A hipocrisia, o consumo do absolutamente desnecessário e a riqueza e sucesso são, por eles, incentivados. 

Representam o maior risco à humanidade e comandam muitos países. Contra eles há o capitalismo representado pelo desenvolvimentismo, com um Estado presente e com preocupação social, e o socialismo. Há contra eles as verdadeiras religiões. Há contra eles a realidade e a verdade, trazidas pelo conhecimento. Há contra eles o bom senso e o cerne da humanidade.

Mas muitos continuam a apoiar tudo o que há de mal trazido por esses cavaleiros do apocalipse. 

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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