Podemos ser críticos aos tempos atuais, e devemos
sê-los, mas temos que reconhecer que o que caracteriza a atualidade é a
revelação do caráter.
Hoje, tudo é exposto, inclusive algumas
características de certos países.
Os Estados Unidos, a Rússia, o Reino Unido e a
França já não conseguem ocultar o imperialismo intrínseco em suas ações.
Por mais que haja a tendência da mídia hegemônica proteger as grandes
potências, as mídias sociais e as alternativas divulgam vídeos e textos
comprovando as ações nada éticas de tais países.
Da mesma forma, Marrocos e Israel não conseguem
esconder o colonialismo de suas ações. Que o digam os povos do Saara Ocidental
e dos Territórios Palestinos, ambos ocupados por aqueles países.
Cuba, Coreia do Norte, Venezuela e Irã são taxados
de ditaduras pela mídia hegemônica, enquanto os governantes da Arábia Saudita,
Egito e Emirados Árabes Unidos nunca são chamados de ditadores por essa mesma
mídia.
A maior democracia do ocidente, os Estados Unidos,
sofreu uma tentativa de golpe, algo copiado aqui no Brasil, nos igualando, mas
certamente nenhuma mídia chamou os Estados Unidos de República das Bananas.
O certo é que todos os países, assim como todas as
pessoas, têm as suas fragilidades e nenhum, absolutamente nenhum de nós ou
deles é perfeito.
O que não pode haver é em pleno século XXI, com a
internet e o amplo acesso à informação, a mídia hegemônica continuar a proteger
alguns campos políticos em detrimento de outros.
A revelação se tornou quase total na era da
internet e do Big Brother. É a realidade copiando a ficção.