Os Estados Unidos atacaram a Venezuela por causa do petroleo e ameaçam tomar a Groenlândia da Dinamarca.
Nessa nova onda de movimentação dos Estados Unidos a Amazônia estará protegida?
Embora o Brasil detenha a maior parte da Amazônia (60%), diversos outros países detém parte dela em seus territórios. Um deles é a França, com a Guiana Francesa, responsável por 1% da Amazônia e rica em biotecnologia, farmacêuticos, ouro e com enorme possibilidade de ter enormes reservas de petróleo e gás, como sua vizinha Guiana e, ao lado dessa, a Venezuela.
Invadir a Amazônia brasileira não seria tarefa fácil e controlar uma área tão grande envolveria muitos militares, muitos armamentos e muitos bilhões de dólares, algo que Trump, como pragmático, rejeita.
Se os Estados Unidos de Trump tiverem desejo pela Amazônia, poderão iniciar suas tratativas forçadas com o protetorado francês, menor e de mais fácil controle, próximo da Venezuela.
Seria surpreendente para a França ter que confrontar seu aliado desde a longínqua entrega da estátua da Liberdade, em 1886.
De acordo com a doutrina Monroe, adaptada para Donroe por Donald Trump, a América seria dos americanos, de forma que a França seria um país inimigo e invasor, assim como a Grã-Bretanha e Holanda, detentores de territórios até hoje no continente americano.
Resta saber se o desprezo de Trump pelos europeus e sua sede por recursos naturais o incentivará a tomar posse não apenas da Groenlândia, mas de outros territórios europeus nas Américas.
Obviamente os Estados Unidos não detém condições de controlar todos esses territórios de uma só vez sem prejudicar sua presença em outros continentes, de forma que esse apossamento forçado, se vier a ocorrer, será gradual.
De qualquer forma, isso não seria nada bom para o Brasil, e sua integridade territorial, já que se tornaria vizinho dos decadentes, mas ainda poderosos, Estados Unidos.