Os Estados Unidos, há 200 anos, divulgaram a doutrina Monroe ao mundo, ou seja, que. Europa não poderia mais manter posses ou colônias nas Américas.
Isso não foi seguido e até hoje potências europeias detém territórios no continente americano, seja a Dinamarca, a Holanda, a França ou a Gra Bretanha.
Potências como Rússia e China, porém, entenderam o antigo recado e exercem influência mais econômica que geopolítica em alguns países da região de domínio direto dos Estados Unidos.
Trump rebatizou a doutrina Monroe para Donroe e admite a possibilidade de tomadas de território e de bens na região, como pretende fazer na Groenlândia e já fez em parte na Venezuela.
Contudo, mesmo contando que as Américas são sua zona de influência, os Estados Unidos continuam a influenciar militar e geopolíticamente todos os outros continentes, mesmo nas zonas de influência chinesa e russa, como vimos em Taiwan e na Ucrânia e até no Irã, um dos pilares estratégicos da China, como já foi explicado em artigo publicado neste blog.
Enquanto os Estados Unidos puderem mandar sossegadamente nas Américas e continuar a interferir livremente em outros continentes, como faz há tempos, Rússia e China correrão sérios riscos, seja de perder parceiros estratégicos, seja de serem colocados grupos terroristas e agentes infiltrados em seus territórios ou em suas fronteiras, mina do sua integridade territorial e a paz política e social.
Colaborar com o Irã contra as ações de Israel e dos Estados Unidos não é apenas conveniente à China e à Rússia, mas essencial à sobrevivência de ambos. A queda do Irã propiciará a proximidade dos territórios de seus países, além de implicar a perda de importante é estratégico parceiro econômico e militar.
Por mais que a República Islâmica do Irã seja uma potência tecnológica e militar, ela não é capaz de resistir sozinha a ataques massivos e.continuos dos Estados Unidos e de Israel. Ela pode provocar grandes estragos em Israel e em bases militares estadunidenses, mas precisa da ajuda tecnológica, militar e de inteligência dessas potências. Analistas dizem que as inteligências de Omã, Turquia e Paquistão estão auxiliando o Irã no que concerne ao ingresso ilegal de terroristas curdos e azeres em seu território, facilitado por ações da CIA, Mossad e MI6.
Se o Irã vier a ser atacado novamente em breve, teremos grandes surpresas nas reações de grandes países da região,.normalmente neutros ou mais próximos do ocidente.
A obstinação de Israel em destruir o Irã poderá provocar um sério revés às suas recentes vitórias geopolíticas e estratégicas na Síria, Líbano e África.