Há quase oito anos eu comecei a escrever um livro diferente de tudo o que já imaginei que seria capaz de produzir ou colaborar na sua produção. Era uma obra sobre os seres angelicais.
Em apenas um mês ele estava pronto. E isso durante o período de trabalho, que também estava intenso. Lia e pesquisava à noite, de madrugada e nos finais de semana. Não tinha sono ou cansaço.
Era uma época de produção intensa, com energia acumulada.
Tinha dúvida se usava o meu nome ou um pseudônimo, mas como não poderia me envergonhar, ainda que sabidamente a obra gerasse críticas e fofocas a meu respeito, ousei usar o meu próprio nome.
O resultado não foi um soco no estômago. Ao contrário, foi um abraço terno que me deixou extremamente radiante e feliz!
Hoje, parece que escrevi o livro há uma eternidade.
Só posso concluir que fiz o meu melhor e fico feliz por isso! A maior parte veio de inspiração! O que ela - inspiração - exatamente é, não sei. É um sopro no ouvido, um empurrão, um correr junto. Algo único que deve ser aproveitado no momento em que aparece.