Os espíritas dizem que, em determinado momento da evolução da humanidade e do próprio planeta Terra, os Espíritos mais evoluídos permanecerão aqui, onde a Terra também passa para um novo estágio de sua evolução, e os que menos aprenderam serão arrebatados para outros planetas. Já os neopentecostais dizem algo que parece ser exatamente o contrário. Divulgam que com a grande Israel, com o Terceiro Templo e o retorno físico do Messias, os merecedores da bondade divina serão arrebatados e levados aos Céus.
Quem teria razão? Possivelmente um ou nenhum deles. No Mundo da Fé não é possível afirmar nada, mas sim acreditar e tentar sentir e compreender a possível lógica de cada conceito ou ponto de vista.
Em um mundo de tanta exposição, recheado de programas ao estilo "big brother", com câmeras em todos os cantos possíveis, com a internet que sabe de cada detalhe nosso, estaremos nós naquele dito momento da revelação e sob o tão proclamado julgamento divino?
Obviamente, as divindades não necessitam de recursos utilizados pelos humanos para saber sobre nós e de cada uma das Almas. Mas penso que a revelação serve, em um primeiro instante, para sabermos mais sobre nós mesmos, descobrirmos o nosso melhor e também o nosso pior.
Com o escancaramento do apego de muitos pelo dinheiro, equivalente ao antigo deus do bezerro de ouro, o vulgo materialismo da sedução pelo absolutamente desnecessário; com o descaso pelos mais necessitados, inclusive sob a mais inaceitável fome e sofrendo a maior injustiça possível, estejam eles nas ruas mais próximas ou em territórios distantes, incluindo os sagrados para as religiões ocidentais; com a divisão política da sociedade, como se não bastasse a social e de classes, e o ressurgimento do extremismo de direita por todos os cantos do mundo ocidental, propondo ações há muito rechaçadas por todos os países, passamos a conhecer mais sobre nós, sobre a nossa sociedade, sobre as religiões, sobre os políticos, enfim, sobre a própria humanidade. A isso não há outro nome possível que não o de revelação.
A revelação se abre para nós como descoberta, o que pode chocar os mais sensíveis, e penso que o julgamento inicial será nosso, individual, abrindo as nossas portas mentais para o inferno ou o Céu individual e talvez até o coletivo, a depender do que cada um fez, viu e aprendeu.
Outros planos virão. Uma vez, meditando, ouvi dizer em doze planos, graus, esferas ou níveis de julgamento, incluindo o último, o do Todo, o da Divindade Maior ou Deus. O julgamento por mérito ocorreria desde os planos inferiores até o último, começando por nós mesmos, aparentando não obedecer uma ordem de gradação por bondade ou elevação. A sanção, pelo o que entendi, não seria queimar no inferno, mas a antecipação dos karmas (ou carma) e, penso (juízo meu) que talvez outra imposição seria a existência em uma realidade mais próxima daquilo que fizemos, emanamos e que realmente somos.
Não tenho dúvidas de que já estamos no momento da revelação, e você, o que pensa?
