Os Estados Unidos estão com uma frota estacionada em frente ao Irã, a centenas de quilômetros de seu litoral, evacuaram parte de seu pessoal das bases próximas ao Irã, estão movimentando terroristas do ISIS para o Iraque, que faz fronteira com o Irã, estão movimentando grupo especializado em guerras em montanhas, estão levando equipamento de comunicação e de internet para área fronteiriça ao Irã e estão com equipamentos de escuta e inteligência no Líbano.
Os Estados Unidos estão usando o tempo a seu favor, movimentando tropas e equipamentos e realizando ações de inteligência, inclusive cooptando terroristas e separatistas para que promovam um caos interno no Irã.
Toda essa movimentação evidencia a intenção de atacar o Irã ou, ao menos, convencer o país persa de que poderá ser atacado.
Agora, até Israel está falando que poderá atacar o Irã.
O Irã poderá permanecer quieto e aguardar um ataque dos Estados Unidos, que promete ser devastador, ou realizar um ataque preventivo, afundando navios estadunidenses, bases militares dos EUA e Israel, sabendo que haverá forte retaliação em seguida ou dias depois. A questão é, após um ataque preventivo, o Irã terá mísseis para continuar uma onda de ataques ou terá pouca capacidade de resistência aos ataques de Israel e EUA? Se fizer ataque preventivo e ficar sem armamentos suficientes, será a derrota e o fim do regime iraniano.
Um ataque preventivo tem consequências positivas e negativas para o Irã. As positivas é que poderá se antecipar e realizar ataques a bases aéreas, militares, de inteligência e nucleares Israelenses, diminuindo a capacidade dos militares israelenses de contra-atacar. Isso poderia até mesmo vir a acarretar uma eventual invasão de Israel por forças vizinhas, como o Hezbollah ou dos exércitos sírio e saudita. Mas isso é napenas especulação. Não há sinais de que essa invasão venha efetivamente a ocorrer.
Um ataque preventivo que acarrete a aniquilação de bases estadunidenses e o afundamento de navios seria capaz de provocar pânico no comando militar e um alerta para que pressões do tipo não voltem a ocorrer.
Além disso, Trump sofreria protestos internos pela morte de militares e perda de equipamentos bélicos caríssimos numa aventura não necessária.
O recomendado, no entanto, é que o Irã exija a imediata retirada da frota antes de realizar o ataque preventivo.
As consequências negativas é que Israel e os Estados Unidos muito possivelmente não pediriam cessar fogo, mas reagiriam à altura, inclusive insuflando terroristas e separatistas iranianos para provocarem o caos interno e a derrubada do governo.
O Irã deve estar preparado. Os Estados Unidos estão se preparando. Mas a ação tresloucada de Trump pode antecipar uma guerra civil interna nos EUA e ser esta a última guerra dos Estados Unidos como conhecemos, antes de se fragmentar em países menores.
Um ataque ao Irã pode antecipar o fim do império, a depender das baixas que os EUA vierem a sofrer. Se o Irã souber usar isso, poderá vingar-se das inúmeras tentativas de revolução colorida que sofreu (incentivadas e armadas pela inteligência dos EUA e de Israel) e provocar a possível gota d' água para o início da segunda guerra de secessão nos EUA.
Trump pode ser um bom jogador de pôquer, mas não entende nada de história e do complexo xadrez geopolítico.