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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

IRÃ E GUERRA DE SECESSÃO. ESTRATÉGIA OU CONSEQUÊNCIA?

Pela importância estratégica do Irã, seja como exportador de petróleo, seja como importante aliado militar e produtor de armamentos de alta tecnologia, seja pela localização estratégica para as Novas Rotas da Seda ou seja, ainda, pela localização geográfica, servindo como muro de contensão, o país persa pode ser considerado um dos 3 principais pilares estratégicos da China, ao lado da Rússia e Paquistão. 

A China pouco fala se está auxiliando o Irã em inteligência, comunicações, sistemas de detecção de ameaças ou armamentos, mas há muitas notícias a respeito trazidas por analistas geopolíticos de respeito.

A Rússia também pouco fala de ajuda ao seu parceiro militar, mas faz questão de dar a entender que sim, com o envio de navio militar que já está em águas persas. 

Os Estados Unidos estão com receio do que pode advirá do início do ataque e já estão há muito tempo articulando diversas ações de inteligência no país persa.

O que é  sabido é que a CIA, o MI6 e o Mossad estariam treinando e armando separatistas curdos, azeris, e baluches, e ainda fornecendo armas e roteiros de ações a terroristas do ISIS, hoje posicionados no Iraque. 

Os EUA kjá tem drones com capacidade de levar internet a insurgentes iranianos e forças militares dos Estados Unidos.

E, segundo a BBC, desde o final de semana passado tem havido novas manifestações de estudantes contra o governo persa. 

Ao mesmo tempo em que posicionaram seus navios distante da maior parte dos mísseis iranianos, fortaleceram suas bases militares no Oriente Médio com mais aviões, mais soldados e muito mais suprimentos.

Também já estão posicionadas na área forças especializadas em guerras de montanha e as de escuta, esta última no Líbano.

Os Estados Unidos querem a guerra e estão ganhando tempo para promover, por terceiros, ações de insurgência, para criar o caos para o governo iraniano, forças militares e a população civil. 

O tempo está a favor dos EUA, mas o Irã mantém a calma própria de quem sabe o que está fazendo. 

A Rússia deve provocar os EUA, deixando-o em dúvida a respeito de sua colaboração efetiva ao Irã, mas a China, discretamente, deve auxiliar com inteligência, armas, sistemas de detecção de ameaças e de comunicações.

A surpresa para o ocidente poderá ser a reação de um ou outro país do Oriente Médio, caso ocorra a guerra contra o Irã. A maior parte submete-se às determinações imperiais.

Se vir a ocorrer o início deste conflito armado, não tenho medo de dizer que poderá ser a última guerra dos EUA como conhecemos. Não quero dizer que os EUA perderão a guerra, mas sim que poderão sofrer pesadas baixas e como consequência a isto e ao caos social e à radical divisão política a que a população estadunidense está submetida,  uma grande insurgência interna que poderá levar ao início de uma guerra civil e à secessão, com subsequente divisão em pequenas Nações. 

Chamo de população, e não povo, por um motivo simples. Embora haja um certo nacionalismo obtuso nos Estados Unidos, ainda existe por lá muito preconceito com a origem das pessoas, principalmente árabes, asiáticos, negros e latinos e uma certa fragilidade na manutenção da cidadania estadunidense por muitos desses já citados. Entendo, então, que a conceituação correta numa situação dessas é população.

Como visto, o império provoca dor. Primeiro em outros povos e logo em seguida, quase na mesma proporção, em sua própria população.

O tempo, o longo tempo, dirá.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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