Parece que apenas o Irã não percebe que os Estados Unidos jogam com o tempo a seu favor.
Fingem tentar acordo. Fingem estudar propostas para aumentar ainda mais as sanções contra o país persa. Fingem. É o que fazem de melhor. E enganam ou, aparentemente, parecem enganar, os líderes religiosos, políticos e militares do Irã.
Com isso, ganham tempo para rearmar Israel, organizar tropas oficiais, fixar mais navios em áreas estratégicas, preparar ações de comunicação em guerra e sabotar as comunicações iranianas, além de, principalmente, organizar e armar terroristas do ISIS e separatistas curdos, baluches e azeris nas fronteiras e em solo do próprio Irã.
Tentam ganhar tempo para que ocorra, ao mesmo tempo, implosões com guerra civil por quase todo o Irã, bombardeios a pontos estratégicos civis e militares e invasão de diversas pequenas tropas especiais, com o apoio de caças das forças aéreas de Israel e EUA e, talvez, de Reino Unido e França. Isso sem falar em operações diretas de grupos especiais e de inteligência ocidental em solo persa contra políticos, militares, cientistas e civis em geral.
Esse parece ser o plano dos Estados Unidos e do aliado israelense. Contra eles, os iranianos terão poucas chances se não agirem de surpresa, talvez até preventivamente, atacando e afundando navios de guerra, destruindo bases estadunidenses e aniquilando a poderosa força aérea israelense. Tempo para isso eles tiveram e têm. Capacidade operacional e de equipamentos também têm. O medo ou o excesso de ética os detêm?