Os Estados Unidos dizem querer combater as drogas e atacam o parlamento venezuelano. Atacam o símbolo da democracia.
Trump não sabe o que quer.
Se invadir a Venezuela, enfrentará pesadas baixas dentre os militares americanos, protestos internos e um novo Vietnã, antecipando a derrocada econômica e geopolítica dos Estados Unidos.
Se os ataques se resumirem a bombardeios aéreos esporádicos, terá gastos significativos, mas menores que o de uma invasão terrestre e dificilmente provocará uma revolução colorida na Venezuela. Há um sentimento nacionalista que une os venezuelanos. E toda a sua ameaça e arrogância se voltará internamente - nos EUA - contra ele próprio.
Trump erra mais uma vez. É o presidente do fim dos tempos da glória do império. Vaidoso e soberbo, verá desmoronar a sua estatua e poderá antecipar a nova guerra civil nos Estados Unidos, esperada para o futuro por analistas de história e geopolítica.
Se quiserem manter seu poderio, a última coisa que deveriam pensar é em guerra. Mas Estados Unidos e Israel amam guerras. Amam humilhar seus adversários e esconder suas derrotas. Mas essas são cada vez mais frequentes e perceptíveis. Perdem de grupos guerrilheiros descalços.
Os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que pressionam a América Latina como seu eterno quintal, através de armas, ameaças e bombas, antecipam o início de seu colapso moral militar, e econômico.
É momento do Brasil fortalecer suas defesas militares, investir em indústrias de defesa nacionais e pensar em seu futuro como a maior Nação das Américas.
Com a queda dos Estados Unidos, o Brasil naturalmente assumiria a liderança estratégica, salvo se algum outro país da região, como o México, adotar medidas de liderança mais rapidamente e com maior eficácia.
O futuro poderá ser do Brasil, mas depende de projetos e de sentimento de Nação. Se continuarmos a não acreditarmos no país, seremos, como sempre, subservientes a outras Nações hegemônicas.