Há muito tempo os Estados Unidos não se voltam aos interesses e necessidades de seu povo.
Lá não tem sistema público de saúde e há quem morra por não poder pagar uma ambulância ou um tratamento.
Em crise e sem domicílio, muitos trabalhadores dormem em carros ou até nas ruas.
Os cidadãos são proibidos de se manifestar pró Palestina, mas podem fazê-lo pelo nazismo.
A violência não é mais apenas contra o estrangeiro. O estadunidense nato é vítima constante de abusos e intimidações.
Por conta do distanciamento dos partidos tradicionais (democrata e republicano), crescem em números e votos os políticos independentes.
O atual prefeito de Nova York desbancou um político tradicional do Partido Democrata e enfrentou e ganhou as eleições majoritários, vencendo o candidato republicano e um antigo político democrata que se lançou como independente. O vencedor é um socialista e islâmico preocupado com questões sociais
Quem manda nos Estados Unidos são grupos de interesse. O lobby sionista, as empresas de tecnologia, as empresas petrolíferas e as indústrias armamentistas.
A cada passo, Trump tenta agradar um desses grupos. Na guerra contra a Venezuela foi o setor petrolífero. Na guerra da Ucrânia foi a indústria de armas. Na queda de braço contra a regulamentação das Big Techs no mundo todo, as indústrias de tecnologia foram beneficiadas.
Os ricos ficam muito mais ricos e quem tem pouco ou quase nada passa a ter cada vez menos. Até os anos 80 os Estados Unidos não tinham bilionários, mas apenas milionários. Foi com o neoliberalismo e a consequente concentração de rendas que começaram a surgir os bilionários.
Um Estados Unidos assim perde a referência e tenta atropelar até aliados externos, tudo para satisfazer a voracidade dos grupos que mandam no país.
A decadência dos Estados Unidos tende a ocorrer como uma implosão, vinda de dentro, desmoronando de vez, com grave crise social e de saúde e manifesta pés diuturnas.
Os Estados Unidos não serão derrotados pelas armas, mas pelo descuido com a sua população, que tão cansada está da ausência do Estado, que passou a queimar a bandeira de seu pais nas manifestações.