quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

UM BRASIL PRECONCEITUOSO

reprodução Facebook - site IG
Não é só na Europa e nos Estados Unidos que os islâmicos sofrem preconceito. Lá isso é muito comum e acontece das mais diversas formas, desde o passar à frente na fila em que se encontram muçulmanos, como também com xingamentos, agressões físicas e até atentados a residências e a Mesquitas. Não é fácil ser islâmico.
Mas isso também acontece no Brasil.
Recentemente um grande portal de notícias publicou uma interessante matéria sobre as agressões que os islâmicos vêm sofrendo no Brasil, país tão conhecido por sua "tolerância" (clique aqui para acessar a página na internet). Tolerância? Aonde?
Piadas de mau gosto, olhares de desaprovação, xingamentos e até pedradas de populares contra mulheres islâmicas são atos racistas muito mais comuns no Brasil do que poderíamos imaginar.
As mulheres muçulmanas, resignadas, abaixam a cabeça. Se eu visse algo do tipo, mesmo não sendo islâmico, não ficaria quieto. Chamaria a polícia na hora ou me colocaria à disposição da vítima. Não teria a elevação espiritual delas de simplesmente permanecer cabisbaixo. Penso que atos de preconceito como esses revelam uma parte nojenta da nossa sociedade, e não podemos permanecer silentes face a isso, sob pena de vermos crescer essa onde de barbárie contra muçulmanos e adeptos de outras religiões, estrangeiros ou não. Os nordestinos e os adeptos do Candomblé e da Umbanda sabem bem o que é preconceito, dissimulado ou não.
No Brasil nem tudo acaba em festa. Não há só solidariedade. Não há só respeito. No Brasil há muita coisa errada, a partir da nossa conduta como cidadãos. Um país melhor precisa de cidadãos melhores e mais conscientes. Façamos a nossa parte! Façamos valer os princípios de uma sociedade mais justa e solidária!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

NENHUM ATENTADO ME REPRESENTA

Nenhum atentado me representa.
Atentado a algum direito ou à própria vida é a aberração extrema da falta de diálogo na própria era da comunicação em que estamos, e não me representa.
Diz-se era da comunicação ou da informação, mas ela nada mais é que a era do consumo em massa do que é “produzido” ou defecado pelos meios de comunicação, incluindo-se aí cinema, tevê e internet. Vivemos a era da massificação e da mera representatividade dos rótulos e das aparências de acordo com a moda. Os selfies, o facebook e os bbbs das nossas tevês são provas vivas disso. E, na contramão da comunicação, do diálogo e da interatividade, cada vez mais pessoas em todo o mundo vivenciam crises assustadoras de solidão e de depressão.
Não nos importamos mais com os conteúdos e com a cultura clássica. Disso resulta o falecimento dos grandes meios impressos, onde os grandes jornais estão sucumbindo a uma forte crise econômica. Sobrevivem e vendem cada vez mais aquelas revistas que misturam entretenimento com notícias que seriam furos, mas que pouco foram apuradas.
Nada disso, nada disso desse mundo odiento e hodierno, me representa.
O que me representa são as pessoas que morreram e que de certa forma deram vida a uma causa, à da liberdade de manifestação, incluindo-se aí o policial francês muçulmano assassinado a sangue frio por dois ditos muçulmanos inconformados com sátira grosseira ao seu profeta maior.
A manifestação é o primeiro passo ao diálogo, que tanto falta nessa era da comunicação. O radicalismo e o preconceito imperam entre os radicais, os preconceituosos e os que apenas olham para o seu próprio umbigo. Devido a isso, há um sério perigo de recrudescimento de conquistas históricas, como as dos negros, das mulheres e dos homossexuais.
Radicais de um lado e de outro, seja do ocidente ou do oriente, seja dos ateus ou dos grupos que acham que representam Deus ou qualquer Divindade com exclusividade, seja do mundo capitalista e do anticapitalista, sejam os anarquistas ou fascistas, se encontrarão em determinado momento e, muito provavelmente, se aniquilarão reciprocamente. Ao invés de acabar com o nosso planeta e as nossas crianças, que esses grupos exaltados em seu radicalismo possam desaparecer e se entender no mais profundo aniquilamento recíproco. Entre eles inexiste o diálogo. Falta-lhes disposição a isso. Ingressaram numa luta fantasiosa que não tem fim, e a visão tacanha de suas ideias e pensamentos impede que a luz incida sobre o caos criado. Digo isso em relação a todos os radicais, fascistas, neonazistas e membros dessas organizações terroristas que assassinam crianças e cidadãos comuns.
Que possamos defender o bom senso, o diálogo e a cultura, nossos bens maiores e que seriam os autênticos ícones de representatividade de uma verdadeira Era da Informação ou Comunicação.
Chega de provocação, de oportunismo e de vestir campanhas sem conteúdo. Chega dessa era do marketing fácil e barato. Sejamos mais críticos e analíticos e que possamos ser nós mesmos, mais autênticos nas defesas da igualdade de tratamento e de liberdade, seja ela de se expressar, de se locomover, de vivenciar uma religião, de viver um gênero ou de livremente fazer uma opção sexual.

Vamos vestir a camisa da liberdade, que é muito maior que uma revista satírica. Chega de oportunismos que representam verdadeiras provocações e que nos levam a mais radicalismos. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

VIDA, SER, ESTAR, SENTIR.

A VIDA, ASSIM COMO A PRÓPRIA POESIA, NÃO PODE RESUMIR-SE APENAS A POUCAS PALAVRAS. POESIA É O SENTIR ABSOLUTO, MAS VIVER É MUITO MAIS. PENSAR MAIS, CONTEMPLAR MAIS, AGIR MAIS, AMAR MAIS. É O ESTAR TÃO INTENSAMENTE QUE PERMITA SIMPLESMENTE SER E O SENTIR ABSOLUTO.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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