Cada vez mais a Europa tem sido direcionada ao colo chinês.
A Europa foi um continente importante por conta do colonialismo e imperialismo até o início deste século. A sua decadência deve-se não somente à guerra da Ucrânia e o consequente corte de suas fontes de energia barata e aumento de despesas militares, mas também e principalmente ao neoliberalismo empobrecedor da classe média.
Foi uma importante aliada dos Estados Unidos até o início deste século.
Hoje, os Estados Unidos, descartam abertamente a aliança estratégica do século passado, a OTAN e têm diminuído a relevância dos europeus.
Lembrem-se da reunião dos líderes europeus com Trump após a adoção do aumento das tarifas. Eles sentaram-se comportadamente e não se manifestaram, enquanto Trump vociferava sobre as altas tarifas impostas.
Desprezando a importância dos aliados europeus, Trump diz que comprará ou tomará a força o território dinamarquês da Groenlândia.
Nesse contexto, os europeus sentem-se desprestigiado, humilhados e abandonados.
Os Estados Unidos querem um comércio desleal e seus territórios. O que poderão fazer?
Enquanto isso, a China continua a prestigiar o livre comércio mundial e o multilateralismo.
Nessa conjuntura, os Europeus se aliarão à China? A lógica seria essa, mas falta à China movimentar-se para atrair os europeus para a sua órbita de influência. O silêncio chinês pode acarretar uma perda única e histórica para a China, que poderia se aproveitar desse momento e ampliar o rol de aliados comerciais e geopolíticos. A Europa não é qualquer bloco. Ainda detém relativa importância estratégica e militar e a sua cooptação para o bloco pró China significaria um trágico isolamento econômico e geopolítico dos Estados Unidos. É a oportunidade de ouro da China, mas ela estará preparada a assumir esse papel de protagonismo e hegemonia?