O atual presidente dos Estados Unidos está fazendo com que os EUA se afastem de seus aliados próximos tradicionais. Ameaças e taxações colocam Canadá, países Europeus, Japão e Coreia do Sul em alerta.
Ao mesmo tempo em que prometeu paz, Trump está promovendo e aprovando guerras contra o Iêmen, Palestina e Líbano.
Internamente, Trump promove perseguições a defensores da causa Palestina, promove deportações em massa, corta verbas de áreas sensíveis e demite servidores.
As taxações indiscriminadas podem levar os EUA a enfrentar, ao mesmo tempo, uma forte recessão e uma onda inflacionária.
A impopularidade crescente é incontrolável será inevitável com o passar dos meses.
Com esse panorama, não é difícil prever um governo curto para Trump. Impeachment, manifestações inicialmente pacíficas, que podem tornar-se armadas, devido à agressão esperada das forças de segurança, e ações da inteligência e da Cúpula Militar podem afastar Trump do poder.
Mas o que virá após? Aliás, o que se tornará os Estados Unidos? Os desmandos de Trump, a crise econômica inevitável e a insatisfação popular e de parte dos militares podem levar o país a um estado muito próximo de uma guerra civil. Alguns analistas falam em ditadura, inclusive, o que particularmente duvido, ao menos que ocorra já nessa década.
O fim da maior potência e do maior império que o mundo já presenciou não será cheio de glamour. Levará tempo até a ruína interna, mas Trump está acelerando esse processo.
O rearranjo das potências menores é inevitável, assim com o surgimento do mundo multipolar com blocos de poder. China, Rússia, Europa, Índia, Turquia e Irã são alguns que poderão liderar blocos representativos.
O Brasil seguirá discreto diante desse novo mundo geopolítico. Participa dos BRICS e continuará a manter uma boa relação com todos os atuais e futuros possíveis blocos de poder. Com a decadência dos EUA e o fim das ações de interferencia no pais, o crescimento econômico, militar e de influência do Brasil é uma certeza, já aguardada por outras potências.
Mas, e nesse momento, o Brasil corre risco de ações externas de desorganização política e social? Sim. Ações desse tipo parecem já estar em andamento (videm inflação dos alimentos, preço do dólar, a recorrente menção pela mídia à diminuição da popularidade de Lula), mas possivelmente não lograrão êxito devido ao que se pode denominar de Poder Moderador exercido pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. O STF, fortalecido pela Lava Jato, hoje assume papel de preservação da democracia e da estabilidade política do país, algo que os Estados Unidos não imaginaram em 2013, quando deram início no Brasil a uma série de práticas compreendidas no termo revoluções coloridas e que levaram ao afastamento de Dilma, prisão de Lula, surgimento da extrema direita e divisão do país entre as supostas "direita" e "esquerda".
O Brasil pode se sair maior do que todos esperavam e planejavam.