quinta-feira, 3 de abril de 2025

O QUE VIRÁ LOGO APÓS TRUMP? E O BRASIL?

O atual presidente dos Estados Unidos está fazendo com que os EUA se afastem de seus aliados próximos tradicionais. Ameaças e taxações colocam Canadá, países Europeus, Japão e Coreia do Sul em alerta.

Ao mesmo tempo em que prometeu paz, Trump está promovendo e aprovando guerras contra o Iêmen, Palestina e Líbano.

Internamente, Trump promove perseguições a defensores da causa Palestina, promove deportações  em massa, corta verbas de áreas sensíveis e demite servidores.

As taxações indiscriminadas podem levar os EUA a enfrentar, ao mesmo tempo, uma forte recessão e uma onda inflacionária.

A impopularidade crescente é incontrolável será inevitável com o passar dos meses. 

Com esse panorama, não é difícil prever um governo curto para Trump. Impeachment, manifestações inicialmente pacíficas, que podem tornar-se armadas, devido à agressão esperada das forças de segurança, e ações da inteligência e da Cúpula Militar podem afastar Trump do poder.

Mas o que virá após? Aliás, o que se tornará os Estados Unidos? Os desmandos de Trump, a crise econômica inevitável e a insatisfação popular e de parte dos militares podem levar o país a um estado muito próximo de uma guerra civil. Alguns analistas falam em ditadura, inclusive, o que particularmente duvido, ao menos que ocorra já nessa década.

O fim da maior potência e do maior império que o mundo já presenciou não será cheio de glamour. Levará tempo até a ruína interna, mas Trump está acelerando esse processo.

O rearranjo das potências menores é inevitável, assim com o surgimento do mundo multipolar com blocos de poder. China, Rússia, Europa, Índia, Turquia e Irã são alguns que poderão liderar blocos representativos.

O Brasil seguirá discreto diante desse novo mundo geopolítico. Participa dos BRICS e continuará a manter uma boa relação com todos os atuais e futuros possíveis blocos de poder. Com a decadência dos EUA e o fim das ações de interferencia no pais, o crescimento econômico, militar e de influência do Brasil é uma certeza, já aguardada por outras potências.

Mas, e nesse momento, o Brasil corre risco de ações externas de desorganização política e social? Sim. Ações desse tipo parecem já estar em andamento (videm inflação dos alimentos, preço do dólar, a recorrente menção pela mídia à diminuição da popularidade de Lula), mas possivelmente não lograrão êxito devido ao que se pode denominar de Poder Moderador exercido pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. O STF, fortalecido pela Lava Jato, hoje assume papel de preservação da democracia e da estabilidade política do país, algo que os Estados Unidos não imaginaram em 2013, quando deram início no Brasil a uma série de práticas compreendidas no termo revoluções coloridas e que levaram ao afastamento de Dilma, prisão de Lula, surgimento da extrema direita e divisão do país entre as supostas "direita" e "esquerda".

O Brasil pode se sair maior do que todos esperavam e planejavam.

quarta-feira, 2 de abril de 2025

O BRASIL RICO PELA NATUREZA E POBRE PELA ELITE.

Os brasileiros pouco conhecem sobre sua própria história, de onde vieram e como o país foi construído. Pensam que os portugueses vieram para cá e o construíram com a ajuda voluntária de indígenas, caboclos e negros.

Não. Houve muito sangue. Muitos ideiais. Muitos herois. Muitos fizeram história, mas a história é simplificada ou mal contada.

Diante dessa omissão, extremistas de direita alteram a história brasileira, como se o Brasil fosse um país europeu, com realidades distintas, e não latino americano, com escravidão e que assassinava indígenas, tratados como objetos.

O nosso país foi construído com injustiças, que se revelam nas comunidades, nas Favelas, nos retirantes, no povo de rua, nas pessoas que alugam seus corpos nas esquinas das pequenas, médias e grandes cidades.

O nosso país foi abençoado com riquezas naturais, mas tem que ser tratado como o paraíso imaginado, e não o inferno como fizeram colonizadores e como ainda faz a grande parte da elite de atuais exploradores e políticos do país.

O Brasil de paz e de justiça, que merece toda a riqueza natural, há que ser um país mais justo e respeitoso por todos!

terça-feira, 1 de abril de 2025

O EFEITO DA QUEDA DA POPULARIDADE DE LULA

Dizem que o apoio popular ao presidente Lula caiu. Será? 

Talvez ele acredite nisso, pois está dando uma guinada histórica nesse terceiro mandato. e em benefício do Brasil, como só ele fez nas últimas décadas.

Você pode gostar ou deixar de gostar de Lula, mas ele sabe vender os interesses do Brasil como ninguém. É um político ao estilo do comerciante hábil, simpático e que sabe vender até o que o comprador não necessita. Com isso se fortalecem as indústrias e as exportações brasileiras, aumentando o número de empregos no Brasil e o próprio PIB, além de aprimorar a área de tecnologia, em parcerias estratégicas.

Está agindo assim com o Japão e o Vietnã. Mas muito mais se avizinha, principalmente no imenso continente asiático.

O Brasil perdeu o medo e deixou de ser submisso aos interesses do império, o que foi evidenciado pela indevida intromissão em assuntos da Venezuela nas eleições daquele país.

O Brasil está indo atrás do que lhe interessa: ampliação das parcerias e do comércio internacional. Falta muito, ainda, como o fomento às áreas de interesse estratégico, mas este já é um grande passo rumo ao desenvolvimento do país.

O crescimento do Brasil é um movimento quase natural que as nossas elites e a direita retrógrada têm obstaculizado. 

Que os Espíritos nacionalistas de Vargas, Juscelino, Jango e Geisel iluminem e protejam os atuais caminhos do Brasil.

domingo, 30 de março de 2025

OS ÁRABES, A GRANDE BARREIRA AOS ESTADOS UNIDOS

Os árabes são um povo milenar, que possui o segundo alfabeto mais utilizado no mundo, que criou a álgebra e que dominava a medicina e a astronomia. 

Foram os domínios árabes os grandes centros de poetas e filósofos islâmicos, judeus e cristãos da Idade Média.

Foi o domínio árabe na Península Ibérica que trouxe frescor aos europeus, diante das ferventes aberrações ocidentais da Idade Média.

Os árabes são um povo semita descrito no antigo Tratamento que, ao longo dos tempos, saíram do longínquo Iêmen, abaixo da Arábia Saudita, e se expandiram para a Península Arabica. Depois, com o surgimento do Islamismo, religião de grande parte dos árabes e arabizados, foram para o chamado levante (Síria, Líbano, Jordânia e Palestina) e Iraque. Dominaram também todo o Norte da África. Mais tarde, os islâmicos, incluindo os árabes, chegaram na Turquia e dominaram boa parte da Ásia Central, incluindo parte da Rússia e da China, e o sudeste da Ásia, chegando na Indonésia, bem próximo da Oceania.

Muitos europeus odiavam os árabes, assim como também odiavam os judeus, e iniciaram grandes incursões militares em Jerusalém e áreas de trânsito até a Terra Sagrada. Com isso, surgiram as Cruzadas, com enormes massacres a civis, e a primeira forma do expansionismo Europeu. Depois vieram as colônias de exploração, na América Latina, na África, e na Ásia. Logo após, o imperialismo Britânico por todos os continentes habitados.

Os Estados Unidos, colônia de povoamento, se tornou independente da Grã-Bretanha e logo iniciou o processo de expansão, tomando terras da Espanha no mundo afora e também do México. Foi se militarizando e desde o fim da Segunda Guerra Mundial é a maior potência militar do globo, mas em processo de plena decadência.

Com o governo Trump, deixou de priorizar as parcerias com países ocidentais e adotou discurso agressivo contra seus antigos aliados. 

O chamado porta-aviões dos Estados Unidos no Oriente Médio, Israel, criado pela ONU em 1948, serve de enclave ocidental em plenas terras árabes e islâmicas, recheadas de gás e de petróleo.

Com isso, as guerras foram objeto importante para o sequencial crescimento das indústrias armamentistas estadunidenses e domínio geopolítico da grande parte de todos os continentes habitados, além do domínio de regiões importantes sob o aspecto energético.

Os Estados Unidos foram se expandindo. Compraram o Alaska dos russos, na América do Norte, tomaram posse de antigas colônias espanholas nas Américas e no Oceano Pacífico, invadiram e anexaram territórios mexicanos e permaneceram ilegalmente em territórios cubano, sírio e iraquiano. E, agora, sob Trump, bradam que tomarão posse da Groenlândia, território dinamarquês, e da Faixa de Gaza Palestina.

O ocidente é, como um todo, expansionista, colonialista, imperialista e belicista e os árabes representam uma barreira às pretensões de domínio cultural e de costumes.

Espiritualizados, muitos árabes não se curvam ao "modus vivendi" ocidental nem ao neoliberalismo, exceção visível a Dubai, exemplo de luxo e ostentação nababescas que nunca foram a representação verdadeira dos grandes reinos árabes.

Adotando o método britânico de dividir para governar, os Estados Unidos separaram os árabes em xiitas e sunitas, fomentam guerras fratricidas, como se essa divisão significasse haver dois povos e não um só. 

Um povo que saiu do Iêmen para o Oriente Medio, África e Ásia, que carregou consigo grandes conhecimentos, hoje é tratado pelas potências hegemonicas como bárbaro. Na verdade, os árabes e arabizados representam ainda uma grande barreira ao projeto expansionista ocidental. Daí o ódio aos libaneses, sírios, iraquianos, libios, palestinos e também aos iemenistas, os primeiros árabes.

Os árabes se expandiram inicialmente pela guerra, mas depois pelo exemplo, e com isso conquistaram os corações e a cultura de mais de um bilhão de seres humanos.

São os árabes, hoje, o que já foram os espanhóis e os soviéticos, o contra ponto aos interesses do grande império da atualidade. E são eles que poderão ajudar o naufrágio definitivo do grande império.

sexta-feira, 28 de março de 2025

A ERA DOS VAZIOS

Tenho minhas dúvidas se seres inteligentes não podem ser idiotas, e tomo como base o ser humano nos dias atuais!

Um ser que quase nada sabe sobre sua essência e vive em razão da aparência e do superficial. Assim é o humano dos nossos tempos.

Tudo se transforma em consumo e muito lucro, a começar pela saúde. 

Se vc tem flatulência, tome remédio. Se você tem dor de cabeça, nem procure saber a causa, também tome remédio. Se você está com bafo, tome remédio ou compre pastilhas. Se está com o intestino solto ou preso, dá-lhe remédio. Se você está gordo, também tome remédio, e dos caros. Se você tem lapso de memória também caia nos remédios. E por aí vai. Tem remédio pra tudo, ou quase tudo, e obviamente as farmácias lucram muito, sendo pequenos templos de consumo.

O bem estar e o equilíbrio são relegados a último plano. O que importa na sociedade de consumo é  consumir, ser visto e buscar lucro.

Não é sem motivo que surgiram os relacionamentos sugar, baseados em carinho, e às vezes sexo, em troca de mimos, mesadas e presentes.

O amor, base para o convívio social e a elevação Espiritual, já não importa para essa sociedade que transforma tudo em relação de consumo.

A Fé já não é verdadeira e a relação se baseia na prosperidade que Deus pode proporcionar e o lucro que o fiel proporciona à Igreja. As relações de Fé se converteram em relações de interesses.

Sem piedade e compaixão, mesmo com as extinções em massa e o trágico aquecimento global, o ser humano continua a desmatar e a poluir, enchendo o planeta de lixo. 

Com tantas falsidades, irresponsabilidades e ego elevado, aonde irá parar a sociedade moderna? No vazio da história? Certamente. No vazio do Universo? Talvez. 

Vivemos a Era do absoluto vazio, dos vazios!

ESTADOS UNIDOS, RÚSSIA ISRAEL E PAÍSES ÁRABES

Trump tenta enterrar a Europa, que já não é potência colonialista nem império, em um fosso profundo, ao lado da cara OTAN, e deve conseguir fazê-lo. 

Contudo, haverá um efeito bumerangue que poderá atingir em cheio empresas estadunidenses, em especial as ligadas à defesa.

Parece ser razoável que, com o boicote seguido dos Estados Unidos e o alto preço das armas estadunidenses, empresas europeias, em especial as francesas e italianas, recebam incentivo local e  aumentem a produção e vendam mais armas aos europeus. É questão de pouquíssimo tempo para isso ocorrer.

O mesmo poderá ocorrer com os sul coreanos, japoneses e canadenses, em relação aos Estados Unidos.

Os Estados Unidos afundam no isolamento geopolítico e econômico. Com isso, o crescimento da China como grande e maior potência tornar-se-á mais rápido e visível a olhos nus a cada dia que passa. O único parceiro fiel será Israel, a quem os EUA e seus presidentes são submissos, mas por quanto tempo? Os EUA já não terão todo o dinheiro do mundo nem as armas mais modernas para entregar a Israel. O lobby sionista continuará a agir em território americano, mas não terá a mesma força de antes. Israel terá que procurar outra potência protetora, muito possivelmente a Rússia, pais de origem de grande parte da população israelense.

Aliado parcial e não muito confiável de países árabes, com a proximidade umbilical quase inevitável com Israel, a Rússia deverá ser substituída pelos árabes por outro país de relevância geopolítica, seja a Turquia, a China ou o hoje isolado Irã. E é possível que ocorra o que até hoje era praticamente impossível, a união dos países da comunidade árabe em prol dos interesses comuns, nas órbitas geopolítica, econômica e militar, incluindo aí também as questões territoriais de Jerusalém, da Palestina, do Líbano e da Siria.

O jogo israelense foi hábil para o curto espaço de tempo, mas tende a afundar o sionismo radical ao lado dos decadentes Estados Unidos.

O tempo dirá!

quarta-feira, 26 de março de 2025

PAÍSES QUE MERECEM RESPEITO, MESMO TENDO SIDO COLONIALISTAS: ESPANHA

A Espanha foi sanguinária, colonialista e dizimou povos originários das Américas. Mas por que, mesmo diante disso, digo que a Espanha merece o nosso respeito?

Uma coisa é a Espanha à época das navegações e das colônias das Américas. Outra é a Espanha de hoje.

A Espanha deixou de ser uma potência, na verdade já estava em decadência, quando entrou em guerra com os Estados Unidos e perdeu importantes territórios para este país. Digo que foram a Espanha e o México os primeiros países a resistir, ainda que tenham se sagrado perdedores, à sanha imperialista e expansionista dos Estados Unidos.

A língua espanhola, portanto, pode ser chamada de língua da resistência. Se pensarmos na pequena Cuba, ao lado de Miami, então, a língua espanhola é a pura resistência à ânsia de dominação.

Hoje, a Espanha é um país moderado, não imperialista, que prima por posições independentes na medida do possível, embora pertença ao grupo militar OTAN.

Para o Brasil é importante ter parceiros como a Espanha, ainda mais por se situar na Europa, por pertencer à OTAN e por poder defender interesses nossos naquele continente, amenizando a sanha imperialistas de alguns países, como Estados Unidos e França.

terça-feira, 25 de março de 2025

A ERA QUE SERÁ E FARÁ A DIFERENÇA!

A destruição, os escombros, a fome e os andarilhos sem rumo em Gaza não é jogo, ficção ou elucubração. É realidade. É fruto das ações do governo Netanyahu, mas não só.

As degolas e os estupros por radicais na Síria, os mesmo que hoje estão no poder, também é realidade e fruto de ações de inteligência de diversos Países.

O número de refugiados aumenta a cada ano, fruto das guerras provocadas pelos Estados Unidos e Países aliados.

Aqueles que jogaram bombas atômicas em duas cidades intensamente povoados, que construíram prisões sem autorização em terceiros Países, que invadem e destroem democracias, que dizem ser os policiais do mundo e se julgam no direito de dizer quem governa nos outros Países e até quem pode viver e morrer, está com os anos contados. Não sobreviverá do mesmo tamanho a tudo o que fez. Guerra civil e até golpe militar são possíveis realidades em um futuro próximo àquele país que se julgou o escolhido e no direito de fazer maldades sem fim.

Se os dias atuais virassem filme, seria um drama profundamente triste, sem brilho, superfaturado, produzido por uma produtora decadente, com atores megalomaníacos. Seria "trash", apto a receber o prêmio framboesa, para ser eternamente esquecido nas prateleiras da história.

Possivelmente, a nova Era da humanidade venha a ser de brilho e uso das potencialidades humanas, em especial da inteligência e da compaixão, com avanço tecnológico, científico e Espiritual como poucas vezes visto. Seria um neo iluminismo mesclado com um novo renascentismo, em oposição a esses tempos nefastos da atualidade.

O que era, que jamais renasça. Necessitamos sim de um novo Tempo, de uma nova Era, revolucionária, repleta de potencialidades e infinitas humanidades.

segunda-feira, 24 de março de 2025

MUDANÇAS GEOPOLÍTICAS

Os Estados Unidos de Trump falam e falarão muito de suas supostas enormes capacidades sempre futuras. O presente, porém, não está bom para os Estados Unidos, um país caro, corrupto, que demora a produzir produtos tecnológicos e que depende da mão de obra, especializada, ou não, estrangeira. 

Do jeito que Trump conduz as políticas econômica e internacional, a tendência é os Estados Unidos ficarem cada vez mais isolados, com poucos aliados, com menos mão de obra qualificada, com menos consumo interno, maior inflação e recessão econômica. Trump iniciou a rápida e inevitável ruína do império.

Uma ou outra medida internacional ainda serão adotadas de forma exitosa, propiciando eventuais sucessos muito localizados, mas sem grande repercussão na economia do pais e sem capacidade de reverter o declínio cada vez mais visível, inclusive naquele setor que o império há muito era imbatível: militar.

A queda não será imediata, mas ocorrerá, muito possivelmente, ainda na primeira metade desse século, com a China assumindo a liderança geopolítica, econômica e militar.

Está aí um dos motivos da pressa de Israel em tomar os territórios palestinos e assassinar casa um desse povo.

À Europa está reservado um declínio geopolítico e econômico, caso se mantenha aliada aos Estados Unidos. A sua salvação vem do leste asiático, das parcerias de produção com a China.

Os Países das Américas tendem a ser pressionados política e economicamente pelas próximas décadas. Cabe ao Brasil, agora, avaliar se já é a hora de se aliar de vez aos BRICS, largando a sua "parceria" de adesão, de dependência e de submissão aos Estados Unidos.

O mundo geopolítico está em transformação. O radicalismo continuará a vomitar impropriedades e medidas anti nacionalistas por aqui e em muitos Países latino americanos.

domingo, 23 de março de 2025

AS FALAS ALEGADAMENTE DISCRIMINATÓRIAS E AS INTERPRETAÇÕES NECESSÁRIAS.

O preconceito existe e deve ser severamente punido. Sobre isso não há qualquer dúvida.

Falas agressivas e que pretendam diminuir o alvo da agressão ou da suposta brincadeira devem ser repreendidas de pronto.

Mas nem tudo pode ser considerado crime. Chamar alguém de ansioso, como se fazia em relação aos paulistanos, ou de lento, como se fazia em relação aos baianos, pode ser considerado crime? Aí, ao que me parece, dependerá do contexto.  Porém, certamente não é uma fala correta para os tempos atuais 

Dizer que São Paulo (cidade) é estressante não é crime, é fato. Dizer que baiano é lento pode ou não ser crime. Se for dito em contraste à cidade de São Paulo, não me parece haver qualquer sentido pejorativo, embora não seja politicamente correta. Porém, se for pronunciado para caracterizar o baiano como preguiçoso, aí, sim, pode restar evidenciado o intuito discriminatório pelo inaceitável sentido de inferiorização, e será crime.

Não podemos viver em um mundo chato onde não se possa brincar com as pessoas ou as situações. O que deve haver é  o respeito pelas pessoas, sem qualquer agressão direta ou indireta ou brincadeiras agressivas.

Deve ser lembrado que não conseguimos apagar de nossos hábitos valores culturais arraigados por séculos. A mudança de comportamento leva tempo, o que não quer dizer que não deva existir leis repressoras. A questão envolvida é a capacidade de interpretar as falas segundo a prejudicialidade e inferiorização envolvidas, não se podendo esquecer dos valores culturais arraigados e do tempo necessário para que possamos perceber eventuais falhas e excessos.

Ao intérprete não basta ler friamente a lei, devendo compreender corretamente os significados diante das circunstâncias, a cultura eventualmente envolvida e o tempo em relação ao que se podia dizer e aquilo que não se pode dizer mais.

sábado, 22 de março de 2025

OS SENHORES DAS ARMAS SÃO OS ESTADOS UNIDOS, RÚSSIA E FRANÇA. NADA ACONTECE SEM QUE ELES SAIBAM E PERMITAM

Que os maiores exportadores de armas são Estados Unidos, Rússia e França, todos sabem. A esse grupo, devido ao aumento de sua capacidade de produção de armamentos com alta tecnologia, deve ser acrescida a China.

Os países produtores e exportadores detêm capacidade de controlar ou, ao menos, monitorar para onde os seus armamentos são inicialmente direcionados. Depois, obviamente, pode haver desvios mais difíceis de controlar, como tem ocorrido com parcela de armas inicialmente direcionadas à Ucrânia.

Os Estados Unidos detêm uma grande capacidade de monitorar os compradores de armamentos fabricados ou apenas revendidos em seu território, seja através do FBI ou de agências como a ATF ou a própria CIA. São cadastros e relatórios produzidos aos montes, de forma minuciosa, todos disponibilizados a todos os serviços de segurança e agências de inteligência daaquele país. Assim, ninguém consegue comprar uma grande quantidade de armas sem o consentimento, ainda que não expresso, mas tácito, do governo dos Estados Unidos.

A isso pode se chamar movimento de interesse geopolítico obscuro, como algumas agências fazem ao fortalecer ou facilitar o fortalecimento de grupos criminosos armados, sejam terroristas, traficantes etc. Se atender aos interesses das grandes potências imperialistas, serviços de inteligência colaborarão para que grupos criminosos se fortaleçam e provoquem a falência do Estado adversário, beneficiando os interesses imperialistas, redundando em revoluções coloridas exitosas em países adversários ou não tão alinhados, aos olhos gananciosos dos impérios.

Segundo alguns estudiosos, é isso o que a CIA, em especial, está a promover no Rio e em São Paulo, criando um alarde que favorece o discurso e a tomada de poder pela extrema direita demagógica e antinacionalista, além da importação de caríssimos equipamentos estadunidenses, israelenses e franceses de segurança em princípio desnecessários, já que o que é capaz de controlar efetivamente o crime organizado é um bom e robusto serviço de inteligência, além de muita tecnologia, o que pode ser conseguido através de parcerias entre universidades públicas e os entes federativos interessados. É evidente que armamentos também são necessários ao combate do crime organizado, mas não em tal volume e de tal custo.

Considerando-se essa realidade, soa estranho o site G1 chamar um brasileiro de Senhor das Armas. Realmente assusta alguém conseguir trazer ilegalmente duas mil armas de grosso calibre para o crime organizado no Brasil, mas isso não ocorreria sem o consentimento tácito das agências estadunidenses, já que não estamos falando aqui de uma ou duas armas, mas de dois milhares.

Para quem não está acompanhando a mídia, desde a última quinta feira a polícia federal está tentando prender um ex-policial federal aposentado, Josias João do Nascimento, que é acusado de ter comprado em Miami, nos Estados Unidos, e trazido ilegalmente ao país, via aeroporto do Galeão, mais de dois mil fuzis AK 47 e AR 10, que seriam destinados inicialmente ao crime organizado do Rio de Janeiro.

Uma investigação minuciosa pode vir a comprovar a compra dos armamentos pelo ex-policial brasileiro, mas certamente permitirá perceber que há agentes dos Estados Unidos envolvidos nessa facilitação de compra e trânsito de armas até o Rio de Janeiro.

Uma ação contra o crime organizado exige o controle de importações e uma fiscalização rigorosa, mas não só isso, passando principalmente pelo fortalecimento de nossos serviços de inteligência, espionagem, contra-inteligência e contra-espionagem. Sem isso, o Brasil estará suscetível a novas revoluções coloridas e a novos golpes contra nossas instituições e democracia, fragmentando a nossa economia e sociedade em benefício de interesses mesquinhos nacionais muito particulares e de potências estrangeiras que muitas vezes, e de forma hipócrita, se dizem amigas.

quarta-feira, 19 de março de 2025

CANUDOS VIVE!

Canudos não é tão somente um reduto, é um sonho coletivo de retirantes e sertanejos.

Canudos não morreu, ainda que degolada, queimada e afogada.

Canudos, como sonho, vive e sobrevive em cada alma sertaneja e de essência brasileira.

quarta-feira, 12 de março de 2025

DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS?

De onde viemos? Para onde vamos?
Essas perguntas não se resumem à criação da raça humana e a quem somos, essencialmente. Obviamente esses questionamentos fazem parte da procura de nossa Espiritualidade, da compreensão do Eu, de como o ser humano foi criado, que inclusive foi objeto de um programa na VAMOS TV (O Eu e o Universo), mas vai além.
Essas perguntas também alcançam a história da humanidade - já criada, a de nossos antepassados.
Temos uma ascendência étnica, mas ela não se limita à origem e raiz do nosso sobrenome. Podemos nos definir como apenas humanos, de tão vasto que foi o trajeto dos nossos antepassados por todo o planeta. Somos uma grande mistura de etnias no caldeirão que é o planeta Terra. Isso é algo que começa a ser estudado e revelado pelos testes de DNA, que ainda necessitam de aprimoramento e avanços, principalmente da pesquisa dos dados. 
E é essa mistura o que nos enriquece e nos torna o que somos, apenas humanos, da raça humana.
Existe mais semelhança do que diferença entre nós, humanos, independentemente da cor, da suposta origem, da religiosidade e sexualidade adotadas.
De onde viemos? De uma origem comum, de um mesmo lugar há muitos anos atrás. Para onde vamos depende da crença e Fé de cada um. As religiões mais antigas nos dão caminhos e ensinamentos  para o "pós vida". Possivelmente, então, embora tenhamos uma origem comum, nossos caminhos se desencontrarão, ao menos temporariamente, até um futuro mais longínquo. 

terça-feira, 11 de março de 2025

DO CALVINISMO AO SIONISMO

O sionismo não teria tido início no século XIX, mas muito antes, no Reino Unido, com os calvinistas. O cientista político e consultor político internacional Thierry Meissan explica.

Leia abaixo um trecho do texto do autor ou clique aqui para lê -lo na íntegra

Quem é o inimigo?

Cada um tem sua opinião para explicar os massacres cometidos pelo Estado de Israel em Gaza. Enquanto nas décadas de 1970 e 1980 era visto como uma manifestação do imperialismo anglo-saxão, hoje muitos o interpretam como um conflito entre judeus e árabes. Olhando para um longo período — quatro séculos de história — Thierry Meyssan, consultor de vários governos, analisa as origens do sionismo, suas verdadeiras ambições e determina quem é o inimigo.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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