quarta-feira, 7 de abril de 2021

O VÍRUS QUE NOS EXPÕE AO MUNDO E A NÓS MESMOS. SOMOS A VERGONHA DE NÓS MESMOS!


Ontem, e apenas em um único dia, mais de 4 mil brasileiros deixaram a pátria em razão da pandemia e do descaso de muitos. Sim. Não é apenas o condutor eleito o responsável por tantas mortes, mas também muitos de nossos irmãos.

Não sou otimista em relação ao fim da pandemia nem do que nos espera depois. Gostaria de sê-lo.

Vejo triunfar, agora, o egoísmo sórdido daqueles que desejam mostrar o poder, seja político ou econômico, enquanto muitos perdem seus almoços e jantares, seus pequenos negócios e o emprego, e outros milhares perdem a vida todo dia.

O sofrimento é coletivo. Há muita dor por todos os cantos do Brasil e lares ou alguém ainda não percebe?

Mas o que está acontecendo com o Brasil?

Estamos vendo às claras e de forma escancarada o que acontecia diariamente, mas que não percebíamos.

O Brasil sempre foi um país agraciado pela natureza e amaldiçoado pelo homem branco que aqui chegou e escravizou o indígena e trouxe o negro também escravizado, que explorou minério, sujou rios,  devastou matas inteiras, que nunca tratou com seriedade os problemas dos miseráveis, os do sem acesso a uma moradia digna e à educação de qualidade, e que sempre se achou pertencente à elite europeia ou de algum outro canto do mundo esbranquiçado, estando aqui apenas para explorar a terra e a gente que aqui habita.

O Brasil sempre teve três classes. A primeira e menor é a dos senhores dos engenhos, os nossos milionários e alguns políticos, a segunda é a dos capatazes, que é composta pela nossa classe média e alguns políticos, e a terceira, enorme, é a senzala, onde está a grande maioria de brasileiros, onde sempre esteve, na verdade.

A primeira classe usufrui de tudo o que o país tem de melhor, sua natureza e sua riqueza. A segunda tenta imitar e idolatra a primeira, mas segue sendo massa de manobras e se torna cega ao seguir o negacionismo científico e social. A terceira, que é a mais sofrida, atingida pela miséria e descaso, também é a que mais sofre pela pandemia, cansada de sofrer e de nada, absolutamente nada, poder ter.

A pandemia escancarou a nossa desorganização e falta de compromisso e seriedade na condução das políticas públicas. Expôs ao mundo o descaso de nós mesmos com nossos irmãos brasileiros. O que escondemos por séculos, agora foi exposto ao mundo, as nossas chagas.

Somos uma vergonha, um péssimo exemplo para nossos filhos e para o mundo!

Podemos sair da pandemia ainda piores, com grupos mais restritos fortalecidos e poderosos, um Estado ainda mais fraco e sem condições e vontade de organizar o país, e uma massa enorme doando sua energia e alma, ávida pela mera sobrevivência, ou podemos encarar os nossos problemas de frente e resolvê-los, como Nação grande que poderemos ser. 

Adoraria que a opção fosse por um País justo e grande, mas não tenho certeza do que ocorrerá. Só sei que talvez não tenhamos outra chance, enquanto vemos, a cada dia, mais e mais brasileiros com fome e morrendo sem vagas para serem internados e tratados.

O nosso retrato está exposto ao mundo! Que sejamos capazes de olhar e nos vermos para, primeiro, nos conscientizarmos e, depois, nos propormos, de fato, a mudar.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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