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quarta-feira, 4 de março de 2026

O ERRO DE TRUMP E A ESTUPIDEZ ARROGANTE DE NETANYAHU DEMONSTRADAS PELA REAÇÃO IRANIANA. COM O FIM DA GUERRA, EUA SAIAM VENCEDORES OU NÃO, ADVIRÁ O CAOS NOS ESTADOS UNIDOS, COM A TRANSFORMAÇÃO DA GEOPOLÍTICA MUNDIAL


Já havia alertado em uma das postagens que esta seria a última guerra dos Estados Unidos como os conhecemos. Isso não significa que os Estados Unidos necessariamente perderão essa guerra, mas que os efeitos dela serão trágicos para Trump e o país, provocando uma ira da população contra os governantes, e os motivos são vários.

Trump governa com mão de ferro, impedindo manifestações pró-palestina, afastando universitários que sejam contra o seu governo ou contra o governo de Israel, prendendo imigrantes ilegais e muitas vezes separando filhos pequenos de seus pais imigrantes. Pouco preocupado com a população, manda sua milícia denominada ICE reagir com dureza e até matar a sangue frio cidadãos estadunidenses. Vários americanos foram vítimas. Ao mesmo tempo, denigre a Suprema Corte, afronta oposicionistas, intervém diretamente em órgãos de Estado, como FBI e CIA, colocando agentes ideológicos e não profissionais em seus comandos, perseguindo todo aquele que trabalha de forma isenta. Ele pensa ser Júlio César de Roma ou Hitler da Alemanha, e se diz promotor da liberdade.

O seu governo é o que se pode chamar de modelo fascista, de supremacia branca e rendido a qualquer projeto sionista ou que beneficie o seleto grupo de amigos e financiadores de campanha.

Trump não é refém de Netanyahu, mas um sócio do projeto sionista. Mas o que isso significa? Isso aponta para que Trump, usurpando do papel de líder dos Estados Unidos, age para, nesse cargo, privilegiar todos os seus financiadores de campanha, sejam as enormes petroleiras (como ocorreu na Venezuela e pretende fazê-lo na Groenlândia e no Irã), sejam as chamadas Big Techs (com reprimenda severa a todo país que pretenda regulamentar o papel das Big Techs), sejam os sionistas radicais (como se vê em qualquer ação de Israel e a pronta reação de apoio dos Estados Unidos). Trump usa o governo para beneficio pessoal e de grupo, e esse grupo tem nome e todos, como eu e você, sabemos.

Os estadunidenses não aguentam mais financiar guerras, pouco menos as longas. É muito dinheiro envolvido e muita corrupção sob essa montanha de dinheiro, beneficiando agentes governamentais corruptos e empresas de material bélico. Além do mais, isso causa a morte de militares, pais de família.

Essa guerra do Irã não é só impopular pela baixa adesão da população, onde apenas 27% apoiam a guerra. Mas o é porque foi feita sem o aval necessário do Congresso, violando a Constituição dos Estados Unidos, e o é principalmente porque não busca defender os interesses próprios dos Estados Unidos, que jamais haviam sido ameaçados direta ou indiretamente pelo Irã, que em 30 anos de pesquisa atômica para fins civis jamais tentou produzir artefato nuclear para fins bélicos. Como todos imaginam e sabem, os Estados Unidos entraram na guerra por pressão do forte lobby sionista e pelo pedido reiterado de Netanyahu, que viajava mensalmente para se encontrar com o Trump, a fim de convencê-lo a atacar o Irã.

Netanuyahu quer a supremacia geopolítica na região. Irã é o alvo principal. Depois vêm Turquia e Arábia Saudita, nessa ordem.

Netanyahu e Trump, sem conhecer a cultura persa e o pensamento dos governantes e do povo iraniano, imaginaram que, decapitando as lideranças políticas e militares do Irã, conseguiriram implementar a mudança de regime. Ledo engano. Grande sinal de burrice. Péssimos estrategistas, que sequer se dão ao trabalho básico de estudar o seu inimigo.

Com a morte de cerca de 50 líderes políticos e militares, e o assassinato a sangue frio de mais de 170 meninas entre 6 e 12 anos, e suas professoras, que estavam em uma escola no sul do Irã (isso sem se falar na outra que se situava ao norte de Irã), a reação da Guarda Revolucionária Iraniana foi imediata, bombardeou Israel e todas as bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, destruindo pistas aéreas, bases navais, edifícios e radares caríssimos. Com isso, os iranianos obrigaram os Estados Unidos a usarem pistas mais distantes ou dos porta-aviões, que também se afastaram ainda mais, com medo de serem afundados.

Base do Reino Unido em Chipre, usada pelos Estados Unidos, também foi parcialmente atingida.

Muito embora a propaganda ocidental e sionista na grande mídia camufle a verdade, os céus do Irã não estão livres. A prova é de que 3 aviões militares dos Estados Unidos, no Kwait, foram atingidos por uma bateria anti-aérea S-300 do Irã, como alardeia a Guarda Revolucionária Iraniana e um influente analista de geopolítica estadunidense e ex-agente da CIA.

Os iranianos quase deram um xeque-mate em poucos minutos de jogo, assustando Netanyahu e Trump.

Para quem analisa geopolítica, a ação do Irã foi surreal, surpreendente e perfeita. Uma única pequena Nação pobre e sancionada conseguiu assustar duramente os Estados Unidos, Israel e todos os governos fantoches que os apoiam (Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kwait, Arábia Saudita) ao mesmo tempo Só falta, agora, colocar Trump de joelhos, como se fosse para pedir perdão pelo o que fez com as meninas do Irã, nessa guerra, e também do mundo, na tenebrosa ilha da pedofilia de Epstein.
  
Para os religiosos, dá para ter uma noção de quem representaria hipoteticamente o bem e o mal segundo o tradicional ensinamento zoroastrista-judaico-cristão-islâmico, não é mesmo?

Não se sabe a quantidade de mísseis e de drones que o Irã possui, nem por quanto tempo suportará lançar mais de uma centena de mísseis por dia, mas se sabe que as baterias de defesa de Israel não suportarão mais de 10 dias de guerra. Se o Irã tiver mísseis e drones suficientes, poderá causar não só a rendição total israelense, mas uma derrota estratégica para os Estados Unidos, que verão o mais importante aliado sem condições de proteger o seu território, além de perder todas as suas bases no Oriente Médio.

O ético Irã não suportou a crueldade com um líder religioso de idade avançada e com mais de uma centena de pequeninas meninas inocentes, nem tampóuco a artimanha dos Estados Unidos de, mais uma vez, simular negociar para enganar o inimigo, enquanto estava preparando atacar. Porém, como se percebe, o Irã imaginou que os Estados Unidos, mais uma vez, poderiam ser desleais, e se preparou para o contra-ataque rápido e feroz, mesmo sem o comando militar vivo.

Ao fim da guerra, acabe ela como ocorrer, Trump terá que enfrentar não só as barras da Justiça, mas uma oposição crescente e raivosa no Congresso e nas ruas. Não foi só a população em geral que foi manipulada. Fiéis eleitores de Trump que não queriam mais guerras também se sentiram traídos pelas suas ações totalmente diferentes de suas promessas. Trump arranja mais inimigos do que é capaz de lidar, e isso pode significar o fim dos Estados Unidos como conhecemos. Sim, entendo ser provável a ocorrência de uma guerra civil, e se isso se efetivar terá como consequência uma guerra de secessão, de separação, com a divisão dos Estados Unidos em diversos Estados pequenos, podendo haver até mesmo intervenção da França, Reino Unido, México e Rússia em busca de territórios que já lhes pertenceram.

Trump errou feio e pagará um preço muito alto. Os Estados Unidos não decaem lentamente como se imaginava, mas desmoronam política, social e militarmente.

Numa guerra não se é possível prever quem sairá vencedor nem as consequências efetivas dela. Sei que só tenho uma certeza, a de que o mundo sairá geopoliticamente radicalmente diferente de quando entrou nessa guerra.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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