O que a lava-jato e o caso Vorcaro têm em comum? Posso dizer, mesmo?
Bem, antes de responder à pergunta, destaco que cerca de dois meses atrás postei aqui e gravei um vídeo para a VAMOS TV, em uma análise de geopolítica, falando do risco do Brasil sofrer ações de inteligência estrangeira, manipulando informações, com o apoio da mídia local e de políticos, contra autoridades políticas, Ministros do Supremo Tribunal Federal, magistrados em geral, para criar um descrédito em relação ao Judiciário.
O Poder Judiciário agiu com firmeza na tentativa de golpe e foi o poder que conseguiu brecar com eficácia e rapidez que ele se consumasse. Se não fosse o Poder Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal, com destaque ao Ministro Alexandre de Moraes, estaríamos vivendo um regime de exceção, com políticos despreparados e com o risco de nos tornarmos uma república teocrática.
Alexandre de Moraes foi vítima de sanções por parte do governo dos Estados Unidos, o que já evidencia, por si só, o interesse do governo Trump de afastar Moraes do Supremo Tribunal Federal.
Um Ministro que nem o Alexandre de Moraes é capaz de brecar novas tentativas de golpe e de revolução colorida, que é a mudança de poder por meio de manifestações violentas com apoio de governo estrangeiro.
Agora, a mídia tenta colocar em suspeição a integridade moral dos Ministros Toffoli e Alexandre de Moraes, em especial desse, através de vazamentos seletivos e, inclusive, utilizando-se de atuação profissional de sua esposa, advogada, e de conversas que Moraes "teria" travado com Vorcaro, presidente do banco Master, em liquidação extrajudicial.
Cerca de dois meses depois, bingo. O que alertava em texto e vídeo se concretizava.
Não posso garantir a inocência do Ministro Alexandre de Moraes, mas a mídia divulgar uma informação sem antes ouvir a parte contrária, a fim de dar um furo, para, com sensacionalismo, ganhar audiência, provoca danos morais irreversíveis e vai contra um dos princípios basilares do jornalismo.
Cabe advertir, ainda, que é obrigação do jornalista apurar previamente se a informação da fonte condiz com a realidade ou não, não podendo simplesmente divulgar sem fazer qualquer análise de sua veracidadade. A responsabilidade, nesse caso, é do profissional de jornalismo e da empresa que divulgou a informação falsa, se o caso. E se for provada falsa, a concessão da TV Globo deverá ser cassada.
Feita essa introdução, já é possível saber qual será a minha resposta. O ponto em comum entre a lava-jato e o caso Vorcaro, Master, têm em comum a possível irresponsabilidade de jornalistas e de órgãos da mídia tradicional, de vazar informações, atendendo a interesses não nacionais, provocando danos de imagem. Se as informações são verdadeiras ou falsas o efeito será o mesmo, o de provocar danos morais irreparáveis. Se falsas, deverm implicar a responsabilização do jornalista e do veículo de informação que o divulgou, inclusive com a cassação da concessão pública, se o caso.
Estamos diante de um caso grave. Se Alexandre de Moraes for culpado, deverá ser responsabilizado. Se for inocente, o Ministério Público deverá agir com rigor e a Justiça deve ser devidamente rigorosa com os responsáveis pelo vazamento da notícia total ou parcialmente falsa.
Não é dado a ninguém o direito de brincar com o Brasil e sua estabilidade institucional e política.
Jornalismo é coisa séria, mas a mídia tradicional está a cada dia pior, subserviente a interesses de grupos e de nações estrangeiras. Foi para tentar mudar esse panorama que criei o jornal da Pompeia, a Vamos TV e esse blog, veículos nanicos comprometidos com a cidadania, a democracia e o Brasil.
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