Capacidade técnica e operacional da tropa brasileira e rápida reação para o combate fizeram a Organização das Nações Unidas (ONU) conceder o maior nível de reconhecimento militar aos fuzileiros navais brasileiros, que estão atuando, de forma inédita, nas ações da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nos portos do Rio de Janeiro e de Santos.
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Com origem na Brigada Real da Marinha de Portugal, o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil atualmente conta com cerca de 18 mil militares e é a força da Marinha responsável pelos combates terrestres, também especializada em guerra anfíbia, isto é, uma operação militar ofensiva cujo lançamento ocorre a partir do mar para incursão terrestre em territórios potencialmente hostis.
Está presente, ainda, em quase todo o território nacional, tanto no litoral quanto em regiões ribeirinhas da Amazônia, do Pantanal, do Cerrado e da Caatinga.
No exterior, ainda é responsável pela segurança das embaixadas brasileiras no Paraguai, na Argélia, no Haiti e na Bolívia.
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Caso seja determinado pelo governo brasileiro, as tropas dos fuzileiros navais podem ser deslocadas de forma imediata para qualquer local do mundo. "É uma decisão de Estado, o nosso papel como Forças Armadas e fuzileiros navais é estarmos sempre prontos para fazer isso acontecer", acrescentou o almirante. Conforme Braga, os fuzileiros também fazem parte da única tropa profissional brasileira que está sempre em condições de combate.
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Pela primeira vez, os fuzileiros navais foram convocados para atuarem na Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro.
O almirante Braga explica que a tropa já atua nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Itaguaí, além da Baía de Guanabara. "
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