A Geopolítica mais importante para que países tracem estratégias, planos e projetos de longo prazo é a de um olhar adiante, mediante análises das conjecturas atuais e em formação, muitas vezes escondidas sob névoas. Como ela é bastante antecipada, baseia-se em análise de tendências, podendo acertar ou não, e servindo como alerta às autoridades.
Você já deve ter percebido a conturbação atual. Afinal, por quê a extrema direita está em crescimento na Europa e no continente americano? Por que Estados Unidos e Europa estão em crise? Por que Israel ataca impunemente o Líbano, a Síria, Gaza, a Cisjordânia e, agora não mais, o Irã? E por que Israel ameaça a poderosa Turquia? Por que mais de cento e cinquenta mil cidadãos já abandonaram Israel? E por qual motivo os países árabes permanecem quietos?
ISRAEL
Embora Israel tenha enorme poder de pressão sobre os Estados Unidos, em razão do poderio econômico de sionistas ligados aos maiores bancos e empresas, ao lobby de entidades sionistas e ao financiamento de campanha por parte de entidades sionistas, além de ter uma forte proteção militar e financiamento dos Estados Unidos, mais de 150 mil israelenses abandonaram o país, devido à insegurança, ao governo de extrema direita e às guerras.
Muitos israelenses estão se fixando na Grécia, em Chipre, em Portugal, no Reino Unido, na Alemanha, na França, nos Estados Unidos, na Tailândia, no Chile, na Argentina, no Brasil, no Panamá, na Costa Rica e no México. Há uma massiva compra de imóveis por isrsaelenses na Bahia e na Patagônia argentina, o que levanta algumas teorias da conspiração de que haveria um plano de criação de outros Estados Sionistas nessas regiões.
ISRAEL E AMÉRICA LATINA
Pode se tratar de teoria de conspiração, ou não. O fato é que Israel mira de forma contundente sua influência na América Latina. E aqui não se trata de teorias da conspiração, mas de fatos, como o Acordo de Isaac e o Honduras Gate, dois projetos de influência de Israel em uma América Latina dominada pela extrema direita.
Acordo de Isaac celebrado entre a Argentina e Israel para ampliar a importância deste último no continente latino-americano, através da diplomacia, comércio e tecnologia.
Honduras Gate caso jornalístico de captura de conversas mantidas por autoridades e que envolvem o presidente argentino (Javier Milei), Donald Trump (presidente dos EUA), Benjamin Netanyahu (primeiro ministro de Israel), presidente de Honduras (Nasry Asfura), Juan Orlando Hernández (ex-presidente hondurenho condenado por tráfico nos EUA e indultado por Trump em 2025), para influenciar eleições no continente americano e atacar governos que não sejam de extrema direita, em especial o do México e do Brasil. com ampliação das bases dos Estados Unidos na região.
ISRAEL NA ÁFRICA E OESTE DA ÁSIA
Além desses projetos de poder na América Latina, Israel também participa do Acordo de Abraão com Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão e, mais recentemente, o Cazaquistão, para a normalização de relação desses países com o Estado sionista, contrapor-se à influência iraniana e recebimento de benefícios militares fornecidos pelos Estados Unidos, como venda de equipamentos militares e caças mais modernos.
Israel tinha até recentemente bases militares no curdistão iraquiano (totalmente destruída há poucos dias pelo Irã) e na ilha de Socotra (tomada pela Arábia Saudita), no Iêmen. Em compensação, foi o único país a reconhecer a independência da Somalilândia, no estratégico Golfo de Áden, em frente ao Iêmen, tendo parcerias militares e de segurança com a liderança deste território na África. Além disso, Israel tem acordos militares e estratégicos com a Grécia e o Chipre (grego), ambos inimigos da Turquia.
O Mossad atua deliberadamente nos reinos da Jordânia e de Marrocos, além do estratégico Chifre da África, tendo fortes parcerias com o Quênia, Uganda, Chade, Sudão e Etiópia.
A Grande Israel, o projeto nababesco e delirante da extrema direita sionista, visa se apoderar de territórios além de suas fronteiras, como os de Gaza e Cisjordânia, e também a totalidade da Jordânia, do Líbano e do Kwait, além de grande parte da Síria, do Iraque, da Arábia Saudita, da Turquia e do Egito.
DOS PAÍSES ISLÂMICOS
Dos países islâmicos, os árabes são os mais silentes diante dos crimes e tomada de território por Israel. O presidente libanês parece concordar com a tomada do território sul libanês pelos sionistas, enquanto a Síria nada faz com o avanço israelense sobre as Colinas de Golã sírias. A Turquia, que não é árabe. esbraveja e faz discursos exaltados, mas mantém fortes relações comerciais com Israel. A Arábia Saudita e o Egito, ambos árabes, reclamam, mas não são contundentes. Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Sudão, todos esses árabes, parecem ter se rendido ao poder econômico dos sionistas. Da região, apenas o Irã adota política de enfrentamento e é o único país de todo o globo a apoiar os palestinos. Antes, havia o Iraque de Saddam Husseim, a Líbia de Kadafi e a Síria de Assad, que enfrentavam Israel e apoiavam os palestinos, mas todos esses governantes foram derrubados por ações dos Estados Unidos, Reino Unido, Israel, OTAN e países árabes do Golfo.
Por outro lado, recentemente foi celebrado o Acordo de Meca, chamado de OTAN islâmica, envolvendo Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, este último potência nuclear. A mídia logo alardeou que seria uma união contra o Irã. De imediato esse blogueiro publicou artigo dizendo que não, que devido aos fatos regionais, aparentava ser uma união de força para estancar o avanço terrestre de Israel (clique aqui para ler a matéria), o que foi confirmado por analistas internacionais cerca de uma semana depois. Justamente uma semana depois o Paquistão teria consultado o Irã se este e o Iraque teriam o interesse de partipar, ao lado do Egito.
O REDESENHO ESTRATÉGICO
Com a estratégia vencedora do Irã na guerra dos Estados Unidos e Israel contra o povo iraniano, o país persa passa a ampliar a sua relevância na região.
Israel já calcula que em alguns anos os Estados Unidos não serão mais uma potência protetora, devido à decadência social, moral e econômica, e parece que já pretendeu alargar suas fronteiras desde já, ao mesmo tempo em que calcula que outros países da região poderão vir a enfrentá-lo, além do Irã, como a Turquia, o Egito e até a Arábia Saudita. O Paquistão sofreu com ações israelenses e indianas para barrar o seu progresso atômico, e hoje é inimigo declarado do Estado sionista. Assim, a união de Turquia, Arábia Saudita e Paquistão parece ser para barrar pretensões de Israel tomar territórios de toda a região.
Por outro lado, Israel sabe que não poderá contar militarmente com os governos da Jordânia, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Sudão. Talvez Grécia e o Chipre (grego) possam ser partícipes em uma eventual guerra na região.
A compra de áreas na Patagônia, rica em minérios e petróleo, por muitos israelenses pode não ser à toa, assim como a parceria com Milei também não parece ser gratuita. Israel e Estados Unidos estão interessados em manipular os governos da região em seus favores (como evidenciam o Acordo de Isaac e o Honduras Gate), bem como poder usar as riquezas estratégicas em seus proveitos.
Na questão mundial, visualiza-se que enorme parte da África está contra os Estados Unidos e Israel, assim como grande parte da Ásia. A Europa, embora tendente a apoiar os Estados Unidos, pode vir a se unir à China, em busca de recursos energéticos e mercado consumidor, considerando os últimos acontecimentos envolvendo Donald Trump na região. O mesmo pode se dizer do Canadá, que sempre foi muito próximo dos Estados Unidos.
O Brasil é o país, hoje, mais disputado, no qual os Estados Unidos estão investindo pesadamente a favor de Flávio Bolsonaro, na grande mídia, nas mídias eletrônicas, através de serviços prestados contra o Brasil.
O povo, ao invés de se unir em defesa dos interesses brasileiros e de nossa soberania, absurdamente se divide.
Se houver uma terceira guerra mundial, a tendência é a África, com exceção a Marrocos, Sudão e Somalilândia, ficar contra os Estados Unidos e Israel. Na Ásia, serão pró Estados Unidos e Israel, Japão, Filipinas, Taiwan e talvez a Tailândia. A Oceania parece ser totalmente pró Estados Unidos e Israel, assim como o continente americano, salvo, hoje, Cuba, Nicarágua, México, Uruguai, Guiana Francesa e Brasil. O Canadá parece ser tendente a se aproximar da China.
A Europa que nos últimos anos foi serviente aos Estados Unidos, hoje é uma incógnita, tendo a tendência a se aproximar da China, assim como o próprio Canadá, no continente americano.
O mundo está se dividindo em zonas, o que não é nada bom para a globalização e a paz mundial.
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