NOS ESTADOS UNIDOS A MÍDIA JÁ SABE QUE MARCO RUBIO E DONALD TRUMP QUEREM COLOCAR FLÁVIO BOLSONARO NO PODER
Transcrevo parcialmente o texto publicado no jornal Miami Herald.
A perigosa estratégia de Trump para minar as eleições pode ter como alvo um país da América Latina |
Opinião Por Isadora Rangel
(clique aqui para ler o texto integral na página do Miami Herald)
(...) Na América Latina, está ficando claro que Trump busca o alinhamento ideológico a todo custo, assim como os EUA fizeram quando minaram governos em lugares como o Chile para impedir a disseminação do socialismo na região durante a Guerra Fria.
Isso não surpreende vindo de um presidente que ainda afirma não ter perdido em 2020 e que agora tenta influenciar as eleições de meio de mandato de novembro com ataques ao voto por correio e uma iniciativa bem-sucedida para redesenhar os distritos eleitorais na Flórida e em outros estados, visando beneficiar os republicanos.
Enquanto a Venezuela continua aguardando eleições após a prisão de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro, seu vizinho ao sul, o Brasil, tem se tornado cada vez mais alvo do governo Trump. Eis uma pista do porquê: o Brasil é governado por um presidente de esquerda — legitimamente eleito em 2022 — que concorre à reeleição em outubro contra um candidato de extrema-direita alinhado a Trump.
Trump impôs tarifas sobre diversos produtos brasileiros e, mais recentemente, o Washington Post noticiou que o Departamento de Estado americano planejava enviar uma delegação a Brasília “para lançar dúvidas sobre a lisura e a integridade do sistema eleitoral do país”. No sábado, o Brasil negou vistos a dois altos funcionários americanos. Os indicados políticos de Trump, Riley M. Barnes e Samuel Samson, planejavam realizar “reuniões com autoridades envolvidas no processo eleitoral”, disseram autoridades brasileiras ao Post.
Como disse ao Post um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA, que preferiu não ser identificado: "Costumávamos usar o poder em situações perigosas para a democracia". Agora, afirmou o funcionário, "enviamos indicados políticos para desacreditar o sistema eleitoral de outro país".
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