Flávio Bolsonaro teria agenda com Trump, a convite deste, mas o que isso significa?
Muitas coisas.
De parte dos Estados Unidos, que eles querem alguém subserviente que faça o que eles determinarem. Esse alguém, ao que parece e pelo o que se pode deduzir, seria o Bolsonaro Filho (Flávio).
Mas o que interessa tanto aos Estados Unidos? Muitas coisas. Nosso mercado consumidor, o Pix brasileiro criado na época do Temer, nossas terras raras, nosso minério, nosso petróleo, que importemos deles a gasolina já refinada, que a nossa agricultura não seja tão competitiva, o fim do desenvolvimento do submarino movido a propulsão nuclear, que passemos a tecnologia totalmente brasileira de enriquecimento de urânio, que cedamos bases militares, como as de Natal e de Fernando de Noronha, que compremos armamentos estadunidenses, prioritariamente, que deixemos de comercializar com tanta intensidade com a China, que vendamos indústrias de ponta, como Embraer, Avibras e alimentícias, que vendamos o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, os Correios e a Petrobrás, que o BNDES ceda empréstimos privilegiados a empresas dos Estados Unidos, o sucateamento da Embrapa e, o principal, a adesão total ao neoliberalismo já fracassado em todo o globo, a fim de permitir que os Estados Unidos vendam ainda mais para nós e possam comprar nossas empresas valiosas a preço de banana. E não nos esqueçamos da Amazônia, que Bolsonaro pai já havia manifestado o interesse de que os Estados Unidos a explorassem.
Os Estados Unidos têm muito a ganhar e o Brasil só tem a perder. Perde indústrias, perde tecnologia, perde comércio, perde empresas substanciais para o desenvolvimento do país, perde mercados, perde capacidade defensiva, perde postos de trabalho, perde empregos e perde a soberania.
Flávio Bolsonaro parece não se importar com o país, se preocupando mais com a tomada de poder e os benefícios que poderá tirar disso. Já sabemos como ele pensa e age, e como disfarça.
Trump já escolheu o candidato disposto a fazer tudo o que pretende impor.
O candidato que se submeter a isso evidenciará a falta de caráter, a falta de ombridade, a falta de autoridade necessária para comandar o país e, principalmente, a falta de respeito pelo povo brasileiro.
O grito do povo não se dará pelas armas, mas nas urnas. É necessário que o povo saiba o que essa reunião (com candidato) realmente significa.
Comentários