O colonialismo e o imperialismo serviram, ao longo da história humana, para ampliar o capitalismo e, com ele, os seus males.
Também foi com o colonialismo e o imperialismo que vimos se expandir a escravidão, mola propulsora do capitalismo clássico.
Foi com o colonialismo que vimos o genocídio dos povos originários em quase todos os continentes e o fortalecimento de teorias supremacistas.
Foi da crise do colonialismo que vieram as duas grandes guerras mundiais, o sionismo, o fascismo e o nazismo.
Foi com o nascimento do último império que explodiram as duas bombas atômicas contra a população civil no Japão.
Foi com o capitalismo industrial que a natureza começou a sofrer os efeitos do aquecimento global. E foi por aquele que o Oriente Médio foi colonizado, redesenhado e é alvo de infindáveis guerras.
O império não tem vergonha de traçar planos de colonização e exploração de países periféricos ou não. Tem sede de energia barata para poder competir com a China, a qual pretende privar do acesso a combustíveis, como fez na Venezuela, pretende fazer na Groenlândia e Américas e fracassou no Irã.
O colonialismo, assim como o novo imperialismo, levaram a escravidão a novos continentes, ensejaram a exploração de povos, acarretaram genocídios de povos originários e de pequenas etnias, provocaram guerras e uso de armas contra civis, levaram à detonação de armas atômicas contra civis, insuflaram a prática de estupros generalizados e de pedofilia pela elite dominante de países ricos, ocasionaram o desmatamento sem fim e o aquecimento global, que provocam grandes tempestades, inundações e secas.
O colonialismo e o imperialismo exigem hoje Estado Mínimo e concentram poder nas classes dominantes.
Quando surgem estudos de que não há mais condições de vida na Terra, nem de novos crescimentos do capitalismo por aqui, os que exploraram o planeta por séculos, optam por irem a Marte, em viagem privativa, restrita.
Deixam para trás um planeta cada vez mais quente, quase uma bola de fogo.
Querem os capitalistas, depois de terem posto fim parcial à diversidade humana e a grande parte da vida terrestre, morar no planeta vermelho, coincidentemente a cor representativa do comunismo de Marx. Talvez por lá, em Marte, ainda haja esperança, mas menos recursos. Lá a exploração será, desde o seu início, limitada, assim como o capitalismo neoliberal o será e também o próprio poder dos detentores do capital.
A Terra se regenerará, e o que restar de humanidade, sem os excessos da elite já em Marte, poderá conviver com a natureza em harmonia, como faziam exitosamente os povos originários.

Comentários