Por falar nisso, atividades tão lucrativas e tão deletérias ao Estado são o crime organizado e o neoliberalismo. Daí pergunto se o Brasil suportaria sobreviver com tantas organizações criminosas com o país adotando o neoliberalismo. Imagino que não. Não sobraria Estado e não sobraria nada para a população.
Voltemos ao tema inicial, o da denominação correta. Expliquei sobre favelas. Vamos agora às guardas municipais.
O tema da segurança pública é algo que dá voto, e você não precisa resolver as questões da própria segurança, mas sim agir bombasticamente. A população adora medidas extremadas. E isso tem feito o Brasil conviver com o crime organizado há décadas. E essa figura criminosa já atua com desempenho na Faria Lima, no chamado Sistema Financeiro, um dos centros de poder do Estado, e também nos Poderes Legislativos de Municipios, Estados e até em âmbito federal.
O Brasil adora a roupagem bonita. A essência é pouco vista. E assim tem se perpetuado formas de exploração do país e de sua população.
Muitos prefeitos adorariam chamar suas guardas municipais de polícias, como o da cidade de São Paulo. Já o chama em entrevistas, mas agora foi desacreditado pela decisão do Supremo Tribunal Federal, que explicou a denominação correta trazida pela Carta Magna brasileira: guarda municipal.
Ter uma polícia sua truculenta angaria votos de uma população desacreditada no Estado e que prefere adotar a lei do mais forte para tutelar as pessoas, seja na política, seja na economia... Assim crescem o Estado paralelo, com o crime organizado, os políticos que nada resolvem, mas falam e encenam muito e os oligopólios do mundo neoliberal. A contrário senso, o bom senso diminui a cada dia.
A sociedade brasileira está doente, assim como a estadunidense. E quem lucra com isso são políticos oportunistas, grupos empresariais oportunistas e o crime organizado, sempre oportunista, tanto aqui como lá.

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