VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO. VOCÊ NUNCA ESTEVE SÓ

A China de 1 bilhão e 400 milhões de pessoas e com mais de 5 mil anos de história e civilização, é quase mundo inteiro em um só país.

Certamente lá deve ser quase impossível estar sozinho, mas não é bem sobre isso que abordaremos aqui, embora associemos o que está na chamada do texto à China. O motivo de não estarmos sós não é a população gigantesca chinesa, mas outro. Acompanhe o texto.

Há 2026 anos nascia Jesus em Belém, na Cisjordânia, Estado da Palestina, que muitos seguem através do Cristianismo, e há 2589 anos nascia o chamado Buda histórico, Siddartha Gautama, no pequeno Nepal. Quase ao mesmo tempo, surgiam o Confucionismo e o Taoísmo na China.

Foi ainda no Século I que surgiram os primeiros cristãos em Roma e os primeiros budistas na China.

Tanto o Cristianismo quanto o Budismo pregam a paz e o amor. O Budismo preza pela iluminação através dos estudos e da meditação e o Cristianismo preza pela prática da compaixão.

Siddartha Gautama abandonou a posição de príncipe para vivenciar o sofrimento humano. Jesus ensinou sobre a importância da compaixão. Ambos falaram mais da humanidade do que dos Céus.

Os anos se passaram. O cristianismo se tornou a maior religião do globo, com 2 bilhões e 400 milhões de seguidores. Já o budismo alcança 525 milhões de seguidores.

Os anos se passaram e os ocidentais passaram a dominar o mundo.

Hoje, a miséria domina as ruas das pequenas, médias e grandes cidades de todo o continte americano, enquanto a China, em apenas 40 anos, tirou 800 milhões de pessoas da miséria.

O contraste é grande. 

A China há 200 anos vivia a guerra do ópio, com ação orquestrada dos britânicos contra o país asiático. Há 200 anos, ainda com o Reino Unido como grande potência, os Estados Unidos já adotavam a Doutrina Monroe, a América para os americanos.

Em 1945 os chineses expulsaram o império Japonês do território chinês. Em 1945 os Estados Unidos emergem como a grande potência global, após explodirem duas bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Em 1949 a China adota o comunismo. No mesmo ano os Estados Unidos criam a OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, um organismo militar que une forças de países da América do Norte, Europa e Oriente Médio (Turquia).

Em 1970 a China era pobre e ainda tinha uma enorme população rural.  Em 1970 os Estados Unidos encerram os embargos contra a China. 

No final dos anos 1970 a China passou a investir pesadamente em tecnologia. No final dos anos 1970 os Estados Unidos enfrentam crise social e econômica, muito por conta da Guerra do Vietnã.

Em 1997 os britânicos foram definitivamente expulsos, com a absorção de Hong Kong pelos chineses. Em 1997 os Estados Unidos vivenciam uma prosperidade econômica, ao mesmo tempo em que surge a figura de Bin Laden ameaçando interesses estadunidenses na Arábia Saudita.

Mas, e hoje, como estão os Estados Unidos e a China?

Em 2026 os Estados Unidos vivenciam forte crise social, com número recorde de moradores em situação de rua (776 mil) e também por aqueles que dormem em seus carros por não ter condições de sustentar um imóvel (1,2 milhão de pessoas). O alto custo dos planos de saúde e tratamentos médicos é responsável direto por 60% da situação de insolvência de famílias nos Estados Unidos. A inflação é crescente e os juros estão aumentando. A repressão a movimentos sociais cresce, ao mesmo tempo em que se persegue imigrantes considerados ilegais. Os Estados Unidos atacam o Irã e são contra-atacados de forma inesperada, tendo destruídas suas bases no Oriente Médio, com exceção à da Jordânia.

A China colhe hoje os frutos de seu desenvolvimento em tecnologia. As grandes cidades chinesas já vivenciam os anos 2050, com veículos sem motorista, entregas de encomendas feitas por robôs e drones e, em hospitais, inteligência artificial sendo utilizada para fazer atendimento inicial, e de pronto, para pacientes. Vacinas e procedimentos médicos são desenvolvidos rapidamente e exportados para o mundo.

Voltemos ao Brasil. Fala-se muito na profecia de Chico Xavier, traduzida como Data Limite, de que a humanidade poderia assistir ao desenvolvimento tecnológico, procedimentos diferentes e curas, algo inimaginável à época.

Voltemos à China. A China já propicia isso. Os chineses, com equilíbrio e ponderação, nem tanto budistas, mas quase sempre taoístas e confucionitas, filosofias com mais de 2.500 anos de existência, propiciam ao mundo uma alternativa às guerras e ao desvalor pela humanidade, com um mundo com mais tecnologia não para matar, mas para salvar. 

A China não ganha pelas armas, mas pelo comércio, como há milênios. A China está aí e sempre esteve. Não estamos sozinhos e nunca estivemos. 

Talvez a profecia esteja se realizando, ou não. Mas o certo é que avanços fantásticos estão ocorrendo na China, que investe em cuidados sociais e tecnologia, amparando, de forma intencional ou não, toda a humanidade.

A China será tão diferente dos Estados Unidos que esqueceremos as referências dos últimos séculos, que tinham como atores principais os impérios britânico e estadunidense, e passaremos a vivenciar um mundo com menos intervenções, menos manipulações e, o melhor, com menos guerras. O outro não é visto pelos chineses como inimigo, mas alguém com quem podemos vir a nos relacionar ou a praticar o comércio.

A medicina, com seus inúmeros avanços, que não foi negada ao próprio povo pode ser compartilhada com os outros países.

Nós nunca estivemos sozinhos. Essa frase nunca fez tanto efeito como para o mundo multipolar, que se aproxima, liderado economicamente pela China.

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