O RECUO E A SOBREVIVÊNCIA OU O AVANÇO MILITAR E O POSSÍVEL MAIS RÁPIDO DEBACLE DE UM IMPÉRIO NA HISTÓRIA HUMANA
Os Estados Unidos atacarão em breve o Irã. É o que dizem analistas, considerando o remanejamento de equipamentos e de pessoal dos Estados Unidos para o Oriente Médio, em meio à suposta tratativa de negociação com o Irã.
Um ataque massivo é um procedimento rápido, enquanto uma invasão terrestre exige tempo. Às vezes são necessários anos, como na Coreia e no Vietnã. Às vezes são décadas ou próximo disso, como no Iraque e no Afeganistão. São combates em solo, problemas de reabastecimento e perda de soldados. É um processo demorado, penoso e extremamente custoso, agravando a situação de países política e economicamente decadentes.
As consequências, no entanto, serão praticamente as mesmas em quaisquer das hipóteses de ataques⅝t. Explico.
Um ataque massivo implicará em um pesado contra-ataque iraniano, agora não só a aviões e bases, mas possivelmente ao que os Estados Unidos têm de mais precioso, suas embarcações militares.
Os Estados Unidos pensam que sabem qual é o arsenal de armas do Irã e um confronto com esta Nação pode agravar ainda mais a situação dos Estados Unidos não só no Oriente Médio, mas no mundo, com o deslocamento de pessoal e equipamento de outras bases e do continente para a região do Oriente Médio, enfraquecendo o potencial estadunidense ao redor do planeta.
Uma crise econômica mundial será a consequência imediata de um novo confronto, agora mais duradouro, com problemas de reabastecimento de insumos para a agricultura, para a produção de plásticos e de energia.
Israel tende a se desgastar moral, econômica e militarmente, seja no enfrentamento ao Hezbollah, seja ao Irã.
Cada vez mais países propõem o esfriamento das relações políticas e econômicas com Israel. Vendendo menos tecnologia e armas, Israel terá menos dinheiro para investir em guerras. O rápido debacle de Israel pode ser uma realidade não calculada por Netanyahu.
Os Estados Unidos terão que se dividir entre subsidiar militarmente Israel e se rearmar, provocando um possível aumento de impostos e uma recessão talvez equivalente à de 1929, com grande queda do PIB, com um dólar cada vez mais fraco, com o descrédito nos caríssimos armamentos estadunidenses e com apoio cada vez menor da comunidade internacional.
Um eventual massacre a civis no Irã poderá ensejar o movimento de ódio ao ocidente e de extremismo por parte de islâmicos e não islâmicos mais inconformados. Atos de terror contra órgãos de governo, inclusive em solo estadunidense, poderão ser uma consequência direta dos excessos eventualmente praticados pelos Estados Unidos. Trump está brincando com pólvora.
O Irã sobreviveu a fortes sanções e terá ainda mais dificuldades de sobreviver a uma guerra prolongada. Mas há um porém. O Irã se prepara para uma invasão estadunidente há 47 anos. Hà túneis e construções em subsolo qua guardam equipamentos tecnológicos, militares e armamentos, e embora seja pouco falado, até mesmo indústrias de mísseis, drones e suprimentos.
Os Estados Unidos não querem recuar. Ser avançarem, provocarão danos imensos aos iranianos e fatais a si mesmo.
Se recuar, Trump poderá sobreviver por alguns meses. Se avançar, os Estados Unidos poderão ter o mais rápido debacle de um império da história humana.
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