O IMPÉRIO NÚ E A PROPAGANDA DE GUERRA

Desde a Primeira Guerra Mundial a propaganda de Guerra foI muito bem explorada por alguns países, através do rádio e do cinema. A Segunda Guerra Mundial a aprimorou, utilizando também a televisão, com destaque aos alemães nazistas e aos estadunidenses, com câmeras de cinema propositalmente acompanhando algumas cenas de batalhas quase épicas ou o dia a dia de soldados que se tornavam herois a partir de então.

Passada a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos dominaram mentes e corações e também a propaganda de suas inúmeras guerras, escondendo atrocidades como as bombas nucleares jogadas em Hiroshima e Nagasaki, bombas Napalm, agente laranja, morticínio de civis no Vietnã e na Coreia, escolas de meninas no Irã, tortura e assassinato de civis no Iraque e no Afeganistão, invasões militares e apoios expressos a golpes de Estado que impuseram ditaduras a vários países da América Latina...

O grande império foi perdedor do Vietnã, com perdas enormes de equipamentos e pessoas, e esse país se unificou em torno do socialismo, mas a propaganda estadunidense diz exatamente o contrário, que os Estados Unidos foram herois com os seus "rambos". E há pessoas que ainda creem nisso, mesmo com a realidade mostrando o oposto.

O heroismo dos soldados estadunidenses em terra ou no ar (Top Gun) e suas intervenções em prol dos ditos "direitos humanos" tão difundidos no cinema, nos quadrinhos e nas agências de notícias ocidentais, e também sua incomparável capacidade tecnológica e suas poderosíssimas e caríssimas armas, tão propagandeadas pelo poderoso lobby de suas indústrias bélicas e difundidas pelas agências de notícias, tornavam os Estados Unidos um país próspero, imbatível e justo aos olhos de grande parte da humanidade massificada com a campanha de publicidade intensa da mídia, difundida nas artes e nas notícias do dia a dia.

A internet, invenção militar estadunidense, foi se tornando acessível à população civil e a sua criação começou a virar-se contra o criador, ao permitir que o outro lado da história fosse difundido, mesmo sob o domínio de um oligopólio estadunidense das chamadas Big Techs. Imagens de pessoas em situação de rua, de trabalhadores que não conseguem pagar sequer um aluguel, de massas de pessoas drogaditas paradas ou andando que nem zumbis pelas ruas, pessoas com doenças graves sem acesso a saúde pública, direito de manifestação limitado, proibindo-se a discussão de algumas questões, como a da Palestina, mas permitindo-se campanhas pró-supremacia branca, nazismo, sionismo e fascismo, violência policial, poder descabido de forças paramilitares, como o ICE...

A face verdadeira dos Estados Unidos começou a ser vista por milhões de pessoas que anteriormente eram dominadas pela propaganda poderosa dos yankees. Os Estados Unidos já não estavam mais com roupas pomposas, mas de pijama, aos olhos de grande parte de pessoas.

Com o início do declínio geopolítico e econômico, os Estados Unidos passaram a abusar de sua força e ações militares. Foi assim contra a Groenlândia e o Canadá, mas principalmente na Venezuela e no Irã. E é no Irã que o declínio da propaganda de guerra dos Estados Unidos, iniciada com a popularização da internet, assume o seu ápice.

Os Estados Unidos ainda mantêm o domínio das agências de notícias que abastecem a grande mídia brasileira, mas grande parte da própria mídia estadunidense já começa a mostrar o verdadeiro retrato da guerra, com o morticínio de crianças iranianas, lançamentos de minas terrestres em áreas civis, crimes de guerra, perdas de equipamentos militares caríssimos...

E o "pequeno" Irã impõe baixas inesperadas aos Estados Unidos. Bases militares, radares poderosos e caríssimos, aviões, navios e milhares de militares foram atingidos em cheio. Desculpas como incêndio na lavanderia do porta-aviões, aviões atingidos por fogo amigo, alegada imprecisão dos equipamentos iranianos, tudo isso domina na mídia brasileira, mas até parte significativa dos jornalistas da grande mídia dos Estados Unidos mostra o outro lado da guerra na televisão e nas chamadas mídias sociais.

Os Estados Unidos perdem o controle da própria mídia interna e a sua propaganda de guerra já não é tão eficaz como antes.

Em meio a tudo isso, o ainda "pequeno" Irã lidera na propaganda de guerra perante os jovens com uma animação imitando o brinquedo lego que ironiza o governo Trump e sua guerra. O amplo sucesso no Irã, nos Estados Unidos e em boa parte do mundo surpreende os grandes meios de comunicação. As big techs banem a produtora dos vídeos de seus canais, mas mesmo assim as perfeitas e poderosas animações produzidas em ritmo quase industrial são espalhadas por inúmeros canais alternativos do Youtube e das mídias sociais. Os canais da Explosive Media (produtora das animações em formato de lego) no X e no Telegram permanecem ativos. (vocês podem ver as animações na VAMOS TV clicando no link https://youtu.be/IOOYrqTO7pc?si=lUEEwLoUoMsUj1az e também podem assistir o vídeo da VAMOS TV analisando as comunicações e a propaganda de guerra clicando aqui https://www.youtube.com/watch?v=Dbe_PFPJZy4&t=9s).

No combate, os Estados Unidos já não são imbatíveis. Em estratégia, então, são verdadeiros perdedores. E em propaganda de guerra começam a ver o seu amplo domínio decair rapidamente. O império já não é o mesmo perante a grande massa da população mundial. Nem os estadunidenses acreditam mais na falsa imagem que lhes era imposta. O mito caiu. O "pequeno" Irã faz o grande império ficar nú perante o mundo.

E em uma sociedade neoliberal de grande consumo e da aparência como elemento prioritário, a propaganda continua a ser uma arma poderosa. O declínio dessa força de comunicação impõe uma derrota estratégica. O império está nú!

Comentários