Saudades de um Brasil que sonhava ser independente, e o dia de hoje nos traz justamente isso com o nosso heroi eterno Joaquim José da Silva Xavier, o nosso Tiradentes, dentista, militar e integrante da Maçonaria, quando esta última usava a política para lutar por um Brasil altivo e pregava e valorizava o nacionalismo, além da igualdade, da liberdade e da fraternidade.
Tiradentes foi executado nesse dia 21 de abril, mas de 280 anos atrás, em 1746.
É um dia triste, sim, mas que nos traz à realidade que tivemos herois, e muitos, e ainda temos, e que nos deixa claro que a nossa liberdade nunca foi fácil.
Mas o Brasil também é recheado de maus brasileiros, entreguistas e que pouco amam este país. Defendem descaradamente o império que tanto mal causa ao mundo e a países menos importantes ou periféricos. Estamos falando dos Estados Unidos. Carregam a bandeira desse país e conhecem mais a história de lá do que da de cá. Amam o poder de compra que a classe média dos Estados Unidos tinha entre os anos 1950 e 1980, realidade muito diversa dos últimos anos, e reverenciam tudo que a propaganda de lá irradia e massifica.
Há muitos políticos entreguistas, como nunca houve. Nem Getúlio Vargas enfrentou tal número de políticos que pouco se importam com o país, que explico brevemente abaixo.
O Brasil é o segundo país mais importante das Américas, só perdendo para os Estados Unidos. E o é em razão da grande população e do decorrente potencial de consumo; da grande área territorial; do mais precioso item da atualidade, da nossa água doce; dos nossos minérios em geral; das nossas terras raras, tão essenciais para ítens de alta tecnologia civil e militar; do nosso petróleo; e também do nosso potencial agrícola de produzir alimentos e de nossa competitiva pecuária.
Mesmo tendo mais de 200 anos de sua independência, o Brasil não é um país que tem plena soberania garantida, já que por diversas vezes sofreu ações de ingerência dos Estados Unidos, como em 1964 e em 2013/2014 (que cito apenas exemplificativamente, já que as ações são diversas). Em ambas as ações citadas, foram brasileiros que prestaram informações e auxílio aos interesses estadunidenses. São os chamados traidores da pátria, os quinta colunas, os brasileiros que deveriam sofrer degredo ou pena capital, caso essas penas ainda existissem. Mas esses traidores estão amplamente presentes no Congresso Nacional e têm mais de um representante à Presidência do Brasil.
Mas por qual motivo chamo essas pessoas de traidoras. O que elas fizeram para isso? Nos longínquos anos de 1964 e antes eles sempre apoiaram que o Brasil fosse serviçal dos Estados Unidos. Em 2013/2014/2015/2016 e 2017, com o apoio de uma mídia tendenciosa e de juízes com ambição de poder, políticos e parte importante da população apoiaram o impeachment de uma Presidente da República que fortalecia as indústrias brasileiras e, mais, o verdadeiro interesse nacional, que lutava com altivez pelo nosso progresso tecnológico, social e econômico. Esses traidores também ajudaram a quebrar as principais empresas tecnológicas brasileiras, dos ramos de engenharia civil e militar, atrasando projetos importantes no âmbito de defesa.
O risco de se eleger um presidente entreguista, ao estilo do que foi Fernando Collor, Fernando Henrique e Jair Bolsonaro, é colocar o Brasil de joelhos e atrapalhar o nosso progresso econômico, entregando nossas empresas rentáveis, de tecnologia e estratégicas aos interesses internacionais, sejam dos Estados Unidos ou não; quebrando um grande condutor do nosso persistente progresso tecnológico, ainda que modesto, as universidades públicas; e pondo fim aos interesses públicos nas áreas da educação e saúde, bem como da própria condução da administração pública, privilegiando os fortes interesses dos grandes grupos de instituições financeiras nacionais e estrangeiras, das Big Techs dos Estados Unidos e das vertentes políticas, econômicas e até internacionais das poderosíssimas e perigosíssimas organizações criminosas, em especial PCC, CV e milícias cariocas e as incipientes milícias espalhadas por outros Estados brasileiros e nunca tratadas na grande mídia.
Não estamos aqui diante de uma eleição que contraponha esquerda e direita, até porque quem se diz de esquerda e quem se diz de direita não é exatamente o representante próprio dessas vertentes. Estamos diante dos nacionalistas, sejam de direita, centro ou esquerda, que se ligam ao candidato Lula, e os entreguistas e oportunistas, que apoiam em especial o candidato Bolsonaro Filho.
A divisão entre esquerda e direita é diversionista para os políticos oportunistas. A questão é mais séria e envolve os interesses nacionais. Você quer um Brasil que saiba dizer não aos interesses dos Estados Unidos e a outros países com viés imperialistas ou quer um Brasil conduzido por pessoas sem experiência na condução do país, que não tem interesse na soberania plena e que se rendem à sedução do poder imperial dos Estados Unidos e que criem desemprego e diminuição de renda aos trabalhadores e à população em geral?
Estamos falando dos interesses do Brasil e do futuro dos nossos filhos. Isso é seríssimo!
Precisamos de um projeto de país e que tratemos com seriedade a educação, o desenvolvimento tecnológico e nosso setor de defesa.
O dia 21 de abril, Dia de Tiradentes, é propício para refletirmos sobre o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro.
Comentários