DA GUERRA CONTRA O IRÃ E QUANDO A POLÍTICA SIONISTA PASSOU A SER ANTISSEMITA


Talvez este meu texto seja o mais polêmico ou talvez o mais recheado de coragem de explanar a realidade que já ousei publicar, mas o fato é que o sionismo está cada vez mais antissemita. Explicarei mais à frente.

Começo falando da guerra contra o Irã e logo mais parto para a abordagem propriamente dita do sionismo antissemita.

DA GUERRA CONTRA O IRÃ

Há vários perdedores na guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã. 

Estratégica e geopoliticamente os maiores perdedores foram Israel e Estados Unidos. Em questão de danos à estrutura civil, o Irã sofreu mais. Perdeu centenas de escolas, universidades e hospitais, além de pontes.  Pequenas crianças foram assassinadas desde o início da guerra, sem piedade. 

E Trump fecha o ciclo de crimes contra a humanidade e crimes de guerra com a frase de que dizimaria toda uma civilização, reconhecendo a pretensão de genocídio. Os Estados Unidos e Israel deveriam ser severamente punidos, sancionados e expulsos da ONU, mas falta coragem para os países membros. 

Israel e Estados Unidos sagram-se principalmente como perdedores morais, traiçoeiros, já que havia uma proposta de acordo antes e depois da guerra.

Na verdade, os analistas internacionais dizem que a trégua significa o reconhecimento da derrota pelos Estados Unidos, porque eles estariam analisando todos os pontos impostos pelo Irã. Sim, impostos. O Irã chama isso de rendição dos Estados Unidos.

Israel, mesmo fazendo parte explicitamente do acordo, como pontuam o Paquistão e o Irã, se recusa a parar o assassinato de civis no pequeno Líbano. Somente anteontem foram mais de 200 civis executados.

QUANDO O SIONISMO PASSOU A SER ANTISSEMITA

Não bastasse tomar a terra dos cananeus, ascendentes dos libaneses, e praticar genocídio contra os Palestinos, descendentes de cananeus, árabes, gregos, cruzados e também de judeus, os sionistas destruiram sinagoga histórica no Irã, e que estava em atividade. Sinagoga, para quem não sabe, é o templo que os judeus utilizam para praticarem sua religião. Com tudo isso, o antissemitismo tem aumentado no mundo afora. As vítimas diretas e indiretas do sionismo - dos ataques sionistas - são os judeus da diáspora, os que não residem em Israel, que passam a ser vítimas não apenas do sionismo, mas do antissemitismo decorrente dos excessos e desvios praticados por aquele (sionismo). Daí é possível fazer uma pergunta muito clara e direta. A quem os sionistas de Israel defendem? Com certeza não são os judeus iranianos nem os demais da diáspora. 

Os sionistas são hoje um braço e reflexo direto da política dos Estados Unidos para o Oriente Médio. São ao mesmo tempo colonialistas e supremacistas, ocupando áreas da Palestina, Síria e do Líbano, e não tendo o mínimo pudor em falar abertamente que desejam áreas que vão até o Iraque, o rio Nilo (no Egito), Jordânia e parte da Arábia Saudita. Os que resistem são os palestinos, primeiras vítimas do sionismo, e muitos judeus corajosos, ou por serem seculares ou por serem extremamente religiosos, ou simplesmente por serem humanistas ou por terem uma visão diferente do que é capaz de ocasionar a política sionista.

Os sionistas destruíram muitas Mesquistas e Igrejas cristãs em sua guerra contra os Palestinos. Proibem a realização de ritos católicos e a participação de autoridades cristãs em cerimônias religiosas sagradas. Invadem e tomam terras de muçulmanos e cristãos na Cisjordânia e em Jerusalém. Mas não param aí. Por mais absurdo que pareça, destroem também, intencionalmente, Sinagogas no Irã, que abriga uma das comunidades mais antigas do judaísmo, revelada no Antigo Testamento.

O sionismo tenta por fim a todos os que representam uma barreira para a sua pretensão expansionista sem fim. Dentre eles estão também os judeus que não defendem Israel ou que são abertamente antissionistas. Daí não é difícil deduzir o quanto antissemita é o próprio sionismo representado pelo governo israelense. Por isso não se pode confundir sionismo e semitismo, antissionista e antissemita.

Por dedução lógica, o projeto da deputada Tábata Amaral, que pretende criminalizar críticas ao Estado de Israel, não é um projeto de defesa do semitismo, mas um verdadeiro presente ao sionismo que se torna cada vez mais, a cada dia que passa, antissemita. O projeto da referida deputada cede ao lobby sionista, mas é antissemita em sua essência.

Não me aprofundarei aqui, mas semitas não são apenas os judeus, mas todos os que segundo a Bíblia descendem de Sem, filho de Noé, o que inclui os árabes e palestinos. E sionismo não é sinônimo de judaísmo. Sionismo é uma vertente política que inicialmente defendia uma terra para os judeus, escondendo de quase todos, menos de alguns intelectuais, seu viés colonialista e supremacista. Hoje, com a criação do Estado de Israel e o domíno sobre áreas que são dos palestinos segundo a história, a comunidade internacional e a ONU (Jerusalém Oriental, Gaza e Cisjordânia), o sionismo se radicalizou e passou a defender expressamente políticas colonialistas, expansionistas e supremacistas, inclusive contra judeus que não abraçaram a causa sionista. No mundo, o apoio dos judeus ao sionismo é de aproximadamente 80%, sendo que a maior população judia-antissionista está nos Estados Unidos. Muitos judeus ortodoxos são contra o Estado de Israel, que dizem ser contra a essência do judaísmo. Marx e Freud eram contra o sionismo e hoje cresce o movimento antissionista dentro da própria comunidade judaica, em especial na dos residentes nos Estados Unidos, a maior fora de Israel.

Por tudo isso não tenho dúvida de que o sionismo se torna cada vez mais antissemita, um perigo ao próprio judaísmo.

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