Parece que os Estados Unidos já sabem de sua derrota moral na guerra contra o Irã e planejam passar a comandar e controlar de perto o continente americano.
O Brasil, como se vê, está em sério risco.
É público que o Panamá foi forçado a expulsar a empresa chinesa que controlava o canal. Também é público que os Estados Unidos controlam diretamente a exploração do petróleo na Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do planeta. Também é sabido que os Estados Unidos controlam indiretamente, através de suas empresas, a exploração do petróleo na Guiana (antiga Guiana Inglesa). Também é sabido que o Brasil possui grandes reservas de petróleo próximo à foz do rio Amazonas, na região norte. Essas regiões petrolíferas são próximas e indicam que a região como um todo seja um enorme campo petrolífero.
Este blogueiro já havia alertado em seus canais que após a Groenlândia, a Guiana Francesa poderia ser a bola da vez. Não precisa ser especialista para presumir que toda a região que vai da Venezuela e passa pela Guiana (países riquíssimos em petróleo) e chega à foz do rio Amazonas seja riquíssima em petróleo e contenha muito, mas muito petróleo, talvez metade de tudo o que o mundo todo tem (mera suposição). Essa região envolve além da Venezuela, Guiana e Brasil, a Guiana francesa e o Suriname.
A perda das bases no Oriente Médio, em países ricos em petróleo e a situação estratégica catatrófica na região, podem redirecionar as atenções dos Estados Unidos para a região descrita no parágrafo acima, mais pacífica e sem estreitos que possam servir de armadilhas.
A atual expansão de bases estadunidenses na América do Sul não ocorre a toa e possivelmente venha a ser cada vez mais ampliada, para, pelo menos, estar próxima de cada uma das regiões que extraem petróleo e gás, ao estilo do que ocorria na península arábica até fevereiro de 2026, antes de serem destruídas pelo Irã.
Também não é a toa que o Ministro da Guerra dos Estados Unidos quer transformar a América Central e parte da América do Sul na continuação da América do Norte, que hoje vai do Alaska e Canadá ao México, tudo sob controle direto da segurança pelos Estados Unidos, como alertou ontem o jornalista Jamil Chade no site ICL Notícias.
Embora o jornalista não tenha mencionado, é possível crer que os Estados Unidos venham a impor a criação de uma organização do estilo OTAN nas Américas. Isso serviria não só para a chamada "segurança" dos Estados Unidos e da cobiçada região petrolífera, mas para vender armas estadunidenses e colocar países do continente para lutar ao lado dos Estados Unidos em suas guerras imperiais.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos explorariam petróleo e gás existentes no continente, seja diretamente, seja indiretamente, através de suas empresas.
Caso isso seja implantado, o Brasil voltaria a ser colônia, agora do perigosíssimo império do irmão do norte.
E isso deve alertar o Brasil por diversos motivos. Riscos às suas fronteiras. Risco às suas riquezas e reservas energéticas. Riscos às suas indústrias de defesa brasileiras. Riscos aos seus interesses políticos, econômicos e geopolíticos. Riscos à soberania (política, integridade territorial e das Forças Armadas).
A eleição de um presidente de extrema direita (hoje há ao menos dois candidatos desse polo) pode colocar os interesses estratégicos brasileiros em sério risco.
Alerta máximo!
Comentários