Basta vermos a realidade que hoje a internet também nos propicia para percebermos que os Estados Unidos cresceram economicamente e como império, desde o início de sua independência, com guerras, inicialmente contra a Espanha e contra o México, depois declarando a América como seu continente, depois vendendo armas aos Europeus, depois invadindo e mudando políticos em países ricos em petróleo...
O império dos EUA desde sua primeira respiração assumiu características imperiais. Foi moldado pelos britânicos para isso e sucederam estes, aprimorando as maldades praticadas por esses.
Criaram mais bases militares que os britânicos e hoje possuem mais de 800 espalhadas por todos os cantos do vasto planeta.
Suas agências de inteligência são inúmeras e atuam em áreas específicas, atuando desde a criação de falsos bancos, formação e treinamento de terroristas, contatos diretos com organizações criminosas, facilitação do tráfico internacional de entorpecentes, assassinato de líderes políticos, cientistas e militares (muitos deles brasileiros), criação e financiamento indireto de ongs para a defesa educacional, política e ativista de interesses estratégicos estadunidenses, tortura e sequestro de cidadãos de outros países, monitoramento de conversas de autoridades estrangeiras, formação de lobby de pressão para a defesa de interesses estadunidenses em outros países, e não para por aí. Esses são apenas alguns poucos exemplos de suas ações.
Os Estados Unidos intervieram política e também militarmente em golpes em países amigos e não amigos. Foi assim no Brasil em 1964 e 2014/2015.
A inteligência estadunidense, hoje, atua em conjunto com o MI6 britânico e o Mossad israelense quase que independentemente de seus governos.
Os Estados Unidos fomentaram o cinema, a música, o ato de vestir e de ser estadunidense como a mais hábil propaganda e forma de massificação e convencimento que a humanidade já viu. Conquistou em pouquíssimos anos bilhões de mentes e corações.
Porém, quando lhes interessa, rasgam a falsa imagem de polidos e demonstram a arrogância e prepotência características.
Criaram as Igrejas neopentecostais, alinhadas ao neoliberalismo e ao fascínio pelo sucesso e enriquecimento e as espalharam pelo globo, em contraposição ao trabalho social de ala da Igreja Católica na América Latina, África e Leste europeu. Espalharam pelo mundo o neoliberalismo rentista que enfraqueceu as indústrias locais e enriqueceu ferozmente os grandes grupos estadunidenses.
Mas, mesmo depois de tantas atrocidades praticadas em todo o globo, como assassinatos de crianças e mulheres no Vietnã, assassinato e tortura de civis no Iraque e Afeganistão, assassinato de pequenas meninas em escolas iranianas, destruição de infra estrutura civil no Iraque e no Irã, uso de bombas napalm, agente laranja e bombas atômicas, há ainda quem creia que os Estados Unidos representam a moral e a ética.
Trump representa bem a hipocrisia de seu país. As investigações da prática de pedofilia no caso Epstein, as mentiras reiteradas, as ações violentas e assassinatos contra o seu próprio povo, a permissão de manifestações supremacistas e nazistas e as proibições de apoio à causa Palestina, os assassinatos pela sua polícia supremacista (Ice) e suas falas e ações contra países amigos e não amigos evidenciam o fim do ápice estadunidense e o seu rápido declínio político, social, moral, econômico, tecnológico e militar, alguns destes mais acelerados que outros.
O risco de guerra civil e secessão territorial não é mera suposição nem questão de se ocorrerá ou não, mas sim e tão somente de quando acontecerá em solo estadunidense.
Os Estados Unidos foram e são poderosos, mas não investiram no básico, desistiram de sua população e viveram a hipocrisia de enriquecer e privilegiar os já bilionários, em detrimento de sua massa trabalhadora.
Os Estados Unidos ruirão - por dentro - e poderão sofrer internamente as desgraças militares, torturas e falta de moral que disseminaram pelo globo.
Trump representa o que realmente é o império com toda a sua hipocrisia e, assim, é odiado pela maioria dos estadunidenses e pelas populações e governos no mundo afora.
Quem ainda gosta de Trump e das políticas estadunidenses são alguns masoquistas alienados e muitos transgressores sexuais, senis ou não, com problemas sérios de personalidade que, sem clara consciência de suas perversões, acreditam em fantasia.
Freud explicaria, mas a história, como sempre, enterrará os impérios com o sopro vagaroso da areia do tempo.

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