GUERRAS. CONSUMISMO. NOVO CAMINHO SE REVELA



As dores de uma guerra são as piores possíveis. Fome, frio, desalento, solidão, falta de perspectivas, sensação de proximidade da morte a cada respiração, além das dores físicas, psíquicas e as que marcarão a alma para esta e outras vidas.

Os soldados, preparados para o combate e a matar, também estão suscetíveis a essas dores, agravando-as quando se deparam com o fator da humanidade que lhes é intrínseco. A falta de percepção é carregada na alma e as mortes e os horrores servirão de aprendizado ao longo de sua escala de vidas futuras.

O silêncio perante o sofrimento alheio não é apenas um singelo silêncio. É condescendência que também marca a alma e revela o caráter.

Diante de tantas atrocidades, podemos nos revelar bons ou maus, ou seja, como realmente somos, ainda que não saibamos a respeito de nossas almas.

A Espiritualidade revela quem somos a nós mesmos, bem como nos permite ver certas graduações dos mundos invisíveis que nos cercam.  Quanto mais praticarmos com fé, afinco e perseverança, mais saberemos de nós e dos outros mundos imperceptíveis a quem se prende apenas a si como centro do mundo. 

Assim como a terra gira ao redor do sol, nós também não somos o centro. Ao nosso redor, acima, abaixo e ao lado, há outras vidas que podemos não perceber e para as quais somos interdependentes.

A complexidade não está na realidade, mas em nós mesmos. Quanto mais formos fechados em nós, egoisticamente, menos teremos condições de perceber o outro, a terra e os mundos.

O sistema atual interrompe nossas percepções e capacidades. A culpa não é do comércio e da capacidade de inovação, sempre existentes no seio de nossa historia, mas do apego e valorização do status, do consumo e da vaidade, seja ela vestida de poder ou orgulho. 

As guerras tendem a se alastrar, marcando o fim dessa era de ignorância, do imperialismo, do colonialismo, da beligerancia e da exploração. A transformação será lenta, mas persistente. A Terra não se transformará em um paraíso do dia para a noite. Muitos humanos continuarão a ser usados por outros, mas o grau de insuportabilidade aos mais sensíveis diminuirá.

O novo caminho que se destina ao percurso da humanidade já está se revelando.

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