Elas, no entanto, ainda são manchetes na mídia tradicional brasileira e nos whatsapps de radicais extremistas e entreguistas brasileiros.
Trump perdeu grande parte de sua popularidade e apenas 25,% da população acredita em seu governo e nas diretrizes atuais.
Trump corre o sério risco de perder a maioria de deputados e senadores nas eleições de novembro e até de sofrer processo de impeachment. E isso preocupa grande parte do governo
Além disso, será muito difícil recuperar todas as bases do Oriente Médio e as antenas sofisticadas e caríssimas de detecção de movimentação aérea destruídas pelo Irã.
Netanyahu vê Tel Aviv parcialmente destruída e pontos estratégicos israelenses se tornarem alvos fáceis dos mísseis iranianos, sem qualquer perspectiva a curto e médio prazo de alternância de poder no país persa.
Enquanto isso, muitos israelenses migram para outros países, afetando a estratégia de crescimento de Israel para a Grande Israel a que eles chamam de bíblica, mas sem qualquer comprovação histórica.
Graças à prepotência de Netanyahu e do lobby sionista em relação aos governantes dos Estados Unidos, colocando os interesses de Israel acima daqueles próprios dos Estados Unidos, a maioria dos estadunidenses hoje já apoiam os palestinos, em detrimento dos israelenses.
USA First vale apenas para os brasileiros entreguistas e capachos de Yankees de extrema direita. Nem Trump pratica isso.
Assim como Trump, Netanyahu corre o risco de ser afastado do poder pelos erros graves que cometeu, prejudicando Israel em seu próprio solo e em relação a seus aliados de longa data.
Nesse contexto, Trump, para salvar a própria pele, tenta retirar-se da guerra. Poderá, em desespero, abandonar Netanyahu à sua própria sorte ou não, a depender do tipo de pressão do lobby sionista e de seu próprio genro.
Se for abandonado, Netanyahu não conseguirá dar prosseguimento à invasão do Líbano e, ao mesmo tempo, atacar e defender-se do Irã. A Turquia, recentemente ameaçada por Netanyahu, poderá, a depender da situação de Israel, dar um xeque-mate energético, parando de fornecer energia, ocasionando o caos em Israel, forçando o líder sionista a rever e a negociar questões geopolíticas regionais.
Irã sai gravemente ferido, mas de pé. Os Estados Unidos tentam fugir. E Israel, sem saída, se apequena cada vez mais nos aspectos moral, político, geopolítico e da tão propagada superioridade militar.
Um redesenho de alianças e de geopolítica se avizinha. Rússia e China sairão como as grandes vencedoras dessa guerra da qual não participaram direta e ativamente. O herói anti-imperialista do momento é o discreto e surpreendente Irã que cresceu de envergadura moral e militar.

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