Os Estados Unidos são a maior potência bélica e econômica do planeta, mas em clara decadência social, econômica e até militar.
A falta de assistência à saúde à sua população, o grande número de pessoas em situação de rua, o poderoso tráfico dentro dos Estados Unidos, o descontentamento da população com os rumos adotados pelos últimos presidentes, o grande número de dependentes e a corrupção no seio político e das indústrias de produtos militares, ao lado de outros fatores, evidenciam a crise social.
A desindustrialização decorrente do remanejamento das indústrias para o sudeste asiático, em especial para a China, a adoção do neoliberalismo radical e as suas agressões contra países aliados e não aliados são manifestações claras da sua crise econômica e o desespero disso decorrente.
As guerras caríssimas travadas contra o Iraque e o Afeganistão, a prioridade para o desenvolvimento de armamentos caríssimos, a corrupção no seio das indústrias bélicas e o Pentágono e a derrota dilaceradora dos Estados Unidos e Israel para o Irã evidenciam o equívoco em alguns projetos militares caríssimos.
Por outro lado, o sudeste asiático cresce economicamente a um ritmo impressionante, liderado pela gigante China. Esta, ao lado da Coreia do Norte, Irã e Rússia, tem desenvolvido armas com alto desenvolvimento tecnológico, de menor custo e de maior eficácia. O neoliberalismo amplamente adotado pelo ocidente ampliado tem se mostrado uma lástima na questão social e econômica e mais ainda quando diz respeito às indústrias de defesa. Para isso, vide o que ocorreu com a Europa e os Estados Unidos na guerra da Ucrânia contra a Rússia, incapazes de suprir as necessidades da Ucrânia, enquanto a solitária Rússia conseguiu avançar no território ucraniano e destruir armas consideradas de ponta pelo ocidente. A trágica questão social decorrente do neoliberalismo não precisa ser explicitada, bastando lembrar a situação dos Estados Unidos e de alguns países europeus, além dos países latino-americanos.
A decadência dos Estados Unidos não é uma questão. O que não se sabe, porém, é quanto tempo os Estados Unidos demorarão para a derrocada final.
Nesse contexto, o Brasil tem uma oportunidade ímpar para crescer e já planejar isso desde já, com investimento em tecnologia, pesquisas em universidades públicas, industrialização massiva fomentada pelo Estado e empresas públicas e privadas de produtos de defesa.
Com a queda dos Estados Unidos, a tendência é a gradativa pacificação política interna e o fim de intervenções externas em nossas eleições.
A divisão em direita e esquerda não é algo bom para a união do país, onde não se discute a questão de nacionalismo de verdade, mas apenas a mera simulação de um patriotismo limitado ao uso da bandeira da seleção brasileira de futebol.
O nacional desenvolvimentismo foi a tradição adotada pelo Brasil para o seu crescimento econômico, que chegou a ser o maior de todo o mundo de 1930 a 1980. Tal modelo foi adotado por Getúlio Vargas, Juscelino, Jango, Geisel e Dilma., ou seja, por governos de centro, direita e esquerda. O que esses governantes tinham em comum era o amor pelo Brasil e o desejo de transformar o país em uma grande Nação o quanto antes.
O Brasil tem obrigação de se preparar para o futuro, não só no aspecto de defesa contra uma possível invasão por parte dos Estados Unidos, mas planejando e traçando projetos de crescimento tecnológico, industrial, econômico e social.
Contra o nefasto neoliberalismo, o nacional desenvolvimentismo econômico.
O Brasil pode crescer, e muito. Nos preparemos desde já para o futuro tecnológico e de ponta para os nossos filhos e netos. O Brasil quer, pode e vai se tornar uma das maiores potências de todo o globo.

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