Trump foi capaz de isolar os Estados Unidos e agora está conseguindo deixar fora de combate importantes porta-aviões, ao mesmo tempo em que perdeu importantes bases militares no Oriente Médio e radares de mais de um bilhão de dólares cada, além de utilizar em uma guerra desnecessária armas da segurança estratégica dos Estados Unidos. E ainda corre o risco de arrastar Israel para o bueiro da história, mas por culpa de Netanyahu.
Seria ele um agente do Mossad ou do serviço cubano?Ele, sozinho, está conseguindo fazer ruir por dentro o maior império que a humanidade já presenciou. Nem Stalin ou Che Guevara imaginariam isso. Obviamente essa história de ser agente de outro país é uma ironia. Trata-se, sim, de um misto de arrogância, incompetência e incapacidade de análise da situação.
O Irã está sofrendo fortes destruições de sua infra-estrutura, o que levará décadas para reconstrução, mas continua a reagir e a destruir setores estratégicos de Israel e dos Estados Unidos no Oriente Médio. Não sabemos o arsenal que o Irã ainda possui de mísseis e drones e por quanto tempo será capaz de resistir, mas sabe-se que mesmo em meio à guerra, continua a produzir tais armas.
O Irã, sempre resiliente, achou que já estava passando da hora de reagir, e o fez de forma calculada, demonstrando força e capacidade estratégica.
Essa guerra não é boa para ninguém, a não ser para tornar Trump ainda mais impopular nos Estados Unidos e em todo o mundo. Os Estados Unidos sairão menores após a guerra. O Irã sairá gravemente ferido, assim como Israel.
A guerra pode não ser boa para ninguém, mas a Rússia, sem lutar, se sagra vitoriosa. Ganha vendendo mais petróleo e gás, com diminuição das sanções de Trump e vendo a Ucrânia com menos armamentos ocidentais, direcionados agora para o Oriente Médio. O medo da Rússia é o terrorismo ressurgir no Cáucaso, por erro de cálculo dos EUA.
A Turquia vê Israel, Emirados Árabes Unidos e Irã se enfraquecerem e pode assumir muito em breve o papel de liderança econômica, tecnológica, militar e geopolítica na região, liderando do norte da África até o Cáucaso.
A China, como sempre, mantém sua discrição, mas vê um de seus parceiros econômicos e importante pilar estratégico lutar de igual para igual com os Estados Unidos e Israel ao mesmo tempo, evidenciando a importância militar do Irã para os chineses, isso sem falar em sua posição estratégica que serve de barreira geográfica, o seu papel na rota da seda, a sua parceria tecnológica e o seu papel ímpar de conter o terrorismo no Cáucaso e no centro da Ásia.
Quem já perdeu nessa guerra em todos os aspectos, econômico, geopolítico e militar, foram os Estados Unidos. O maior império já visto aparenta tornar-se apenas uma grande potência belicosa e sempre perigosa. Em pouco tempo saberemos.

Comentários