sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

OTAN COMO ENTIDADE MILITAR QUE REPRESENTA OS INTERESSES DAS GRANDES ECONOMIAS DO OCIDENTE E O LONGO E DISFARÇADO CERCO À RÚSSIA E À CHINA. FOI ASSIM NO AFEGANISTÃO, IRAQUE E PAQUISTÃO. A UCRÂNIA DIZ RESPEITO DIRETAMENTE À RÚSSIA. NESSE CONTEXTO, A PAZ SERÁ POSSÍVEL?

O presidente russo, Vladimir Putin, é um dos maiores entendidos de geopolítica da atualidade, e sua ordem de invadir as áreas que buscam a independência da Ucrânia foi, no mínimo, ousada.

Não defendo os conflitos armados, nenhum deles, repito. A solução pacífica sempre é a melhor solução para a população, que mais sofre com as guerras, falta de alimentos, dificuldade de locomoção e toda a longa série de restrições e dificuldades.

Não é de hoje que o Kremlin está alerta com as ações dos Estados Unidos e a OTAN. A Rússia permaneceu quieta quando os Estados Unidos e a OTAN invadiram os aliados da então União Soviética, Iraque e Líbia. E quando os Estados Unidos posicionaram soldados no Paquistão e Afeganistão, a Rússia também parecia não entender o que, de fato, estava acontecendo.

Cientistas geopolíticos brasileiros já diziam vinte anos atrás que a guerra no Iraque e no Afeganistão não buscava simplesmente petróleo e gás, como muitos pensadores de esquerda afirmavam, mas também visava, em paralelo, e de forma imperceptível à maioria, cercar a Rússia (com o maior arsenal atômico do planeta e a segunda maior força armada do mundo) e a China (segunda maior potência econômica do globo e terceira maior força militar do globo). Com o cerco, o abastecimento à China poderia ser cortado tanto do oeste quanto do leste, onde forças estadunidenses também se encontravam posicionadas na Coreia do Sul e no Japão. Parece que, agora, a Segunda maior potência militar do planeta e a Segunda maior economia do globo entenderam o ardil do movimento de peças impostos pelos Estados Unidos.

A Ucrânia é um país chave para a Rússia no tocante à sua segurança. É ela que a separa da Polônia e de tantos outros membros da organização militar chamada de NATO na Europa e de  OTAN no Brasil. A participação da Ucrânia da OTAN coloca em risco a segurança estratégica da Rússia. Militares russos afirmam que se forem posicionados mísseis da OTAN na Ucrânia, a Rússia inteira poderia ser dizimada em questão de minutos.

O expansionismo da OTAN nunca foi aceito pela União Soviética nem pela Rússia. Embora a OTAN fizesse sentido à época da guerra fria, entre Estados Unidos, capitalista, e a União Soviética, comunista, que conviviam com a possibilidade de um conflito militar e atômico, a existência de tal organismo belicista, hoje, põe em risco a segurança das Nações, principalmente daquelas próximas às Nações integrantes do organismo. O ataque aos Balcãs evidencia isso, mas o conflito com Nações um pouco mais distantes, como o Iraque e a Líbia, e até em certo momento em 2012, na Síria, apontam que a OTAN serve, na verdade, à defesa dos interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos, e não necessariamente ao dos demais membros.

A China, ao mesmo tempo em que se opõe a qualquer conflito porque isso afeta seriamente a sua poderosa economia, também defende a autonomia das Nações, mas, por outro lado, reconhece que a integração da Ucrânia à OTAN colocaria em risco a segurança da Rússia.

 A solução, como já foi mencionado em outro artigo aqui no Blog, é a extinção da anacrônica e belicista OTAN. A Europa tem direito a uma Força Armada unificada, se assim bem entender, para a defesa da integridade de seu território, mas a utilização da OTAN pelos Estados Unidos e Inglaterra como força de apoio aos seus interesses próprios, desmoraliza o organismo, põe em risco a liberdade das Nações e desvirtua o jogo geopolítico existente.

Agora, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, a OTAN reagirá em bloco? Alguns países europeus gostariam disso, esperando mandar homens e armas para o leste europeu, mas a Alemanha, França e até mesmo os Estados Unidos não querem agir diretamente no conflito militar. Segundo o que é dito por autoridades do Executivo e diplomatas, tais países preferem a aplicação de sérias sanções econômicas à Rússia. Eles sabem que um conflito dessa magnitude duraria muito tempo e causaria um caos econômico em boa parte do globo, principalmente em suas economias.

Em questão de política e geopolítica nunca sabemos exatamente o que nos espera. Esse conflito na Ucrânia pode ser curto e durar pouquíssimos dias ou semanas, mas a participação inesperada de outros países pode alargar a área de conflito, a duração da guerra e da própria crise econômica por ela causada.

O bom senso deve imperar e é o que se espera do bloco de Nações independentes, como China, Índia, México, África do Sul e outras Nações, a fim de ditarem um rumo pacífico a esse impasse que atinge agora o patamar bélico, mas ainda localizado.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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