O Brasil é um grande exportador de commodities, ou seja, de produtos de baixo valor agregado, como minérios.
Temos uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale do Rio Doce e somos dependentes da exportação desses produtos. Mas como o produto é muito barato, isso não nos enriquece tanto como deveria.
Pouco se fala sobre o prejuízo da exploração desses bens.
Sabemos que o risco ambiental é grande. Para isso basta vermos o que ocorreu no Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo.
No entanto há possíveis danos ambientais, e ainda mais graves, não estudados.
Me parece que a retirada de enorme quantidade de minério da crosta terrestre abala não só a estrutura da região e o equilíbrio energético do planeta, mas até mesmo a temperatura terrestre.
Como se sabe, os minérios são retirados da crosta terrestre. Mas logo abaixo da litosfera (crosta), vem o manto ou magma, que é uma camada em estado pastoso e de altas temperaturas. Parece ser meio óbvio que a retirada de tão grande quantidade de minérios afina, ainda que de forma pouco perceptível, a crosta, propiciando uma aproximação do magma e das altas temperaturas, que na visão de um leigo, como sou, pode acarretar o derretimento das camadas polares, a mais rápida evaporação das águas, provocando secas e chuvas, e a própria elevação da temperatura do nosso planeta.
Nunca vi estudos a respeito, mas parece haver uma certa obviedade no raciocínio que fiz acima. Será que a ciência comprovaria isso?
O mal que essa exploração está fazendo ao nosso país e planeta vai muito além do que somos capazes de imaginar.
Temos que investir em tecnologia e parar de produzir tanto petróleo e extrair tantos outros tipos de minerais sólidos, com urgência!