RODRIGO MANZANO, MUITO MAIS QUE UM JORNALISTA

Rodrigo Manzano nasceu em Tupã, no interior do estado de São Paulo, mas não era caipira. Formou-se em jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina, a UEL, fez mestrado na PUC de São Paulo e deu aulas na ESPM, na PUC de Campinas e no grupo FMU-Unifiam. Mas não era só um paulista, um jornalista, nem só apenas um professor. Era mais. Muito mais. Não era cidadão do mundo, pois o planeta era pequeno para as ideias que ele possuia e os sonhos que construia. Era um crítico de tudo e de todos. Era crítico da sociedade, da forma de pensarmos o mundo, do jornalismo, dos sistemas vigentes... Seu cérebro não adormecia. Brilhante, pensava sem parar e construia grandes teses sobre fatos, fossem eles grandes ou pequenos sob a ótica de um ou outro. Construia diuturnamente novas formas com o seu pensamento, o que cativava seus alunos, que se tornavam dependentes da sabedoria daquele jovem professor e jornalista. O jovem Rodrigo Manzano morreu no sábado, foi enterrado no domingo, mas suas ideias e o seu bom humor continuam vagando pelo horizonte. A ele essa singela homenagem do aluno que abandonou alguns signos jurídicos e viu renascer o humanismo, que também deveria estar presente nos pensamentos de todos os juristas.