Entender que o Pré-Sal propiciará ao Brasil uma posição de destaque e de grande aliado dos Estados Unidos parece ser de uma infantilidade sem tamanho. O pré-sal esconde riquezas minerais ainda parcialmente desconhecidas. Podemos ter algumas das maiores jazidas petrolíferas, mas precisamos tomar cuidado com isso. Primeiro porque a exploração desse petróleo é extremamente cara. Segundo porque defendemos um mar territorial como sendo nosso que vai além do que os Estados Unidos reconhecem, e é justamente lá que está essa enormidade de petróleo que imaginamos. Assim, uma invasão beligerante ou a consideração internacional, ou de algum grupo de países, de que o petróleo do pré-sal não é exclusivamente brasileiro não pode jamais ser descartada por qualquer país que se pretenda sério. Terceiro porque a nossa marinha está para lá de sucateada e não é capaz de reagir com a rapidez e força necessárias. Temos um porta-aviões, um único, que sempre necessita de reparos. Não renovamos nossos navios de guerra. Não temos um número razoável de aviões modernos de combate. Nem temos uma indústria bélica à altura que nos permita produzir armamentos de defesa numa eventual invasão estrangeira. Dependemos ainda das indústrias militares dos grandes países, e não digo para as compras, falo em reparos e fornecimento de peças. E são justamente esses países fornecedores os que mais praticam invasões e menosprezam o direito à auto-determinação dos povos. O governo anterior, do ex-presidente Lula, reforçou a defesa, mas ainda vivemos de forma ridícula no aspecto de aparelhamento das nossas forças armadas. Ao que parece, a presidenta Dilma não demonstrou interesse em um grande reaparelhamento militar, muito ao contrário, quer reduzir despesas, com forte corte no orçamento.
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