terça-feira, 15 de junho de 2010

AS VÍTIMAS DA VEZ E A IRANOFOBIA.







Um dos principais jornais iranianos deu destaque àquilo que parece claro para alguns, mas que outros não conseguem enxergar. Quando diferencia-se seres humanos e países por posturas boas e más, ainda mais baseadas em marketing, é impossível tocar ou sequer pressentir o caminho da verdade.

Há no mundo, hoje, uma verdadeira campanha contra o Irã. Antes era a União Soviética, Líbia, Iraque, Afeganistão, Al Qaeda, novamente Iraque e Venezuela.

Os Estados Unidos precisam de inimigos para manterem o status de guardiões da humanidade, de super-heróis, de defensores da democracia e da liberdade. Essa imagem tão propalada pelo cinema, hoje também é difundida pela mídia, pasmén, do mundo inteiro, como se fosse a mais pura verdade.

Basta ver a história, o que ocorreu no Japão no fim da 2ª Guerra, na Coréia, no Vietnã e em muitos países da América Latina, para perceber que os Estados Unidos não são bonzinhos como apregoam, não. Eles lutam pela manutenção dos seus interesses estratégicos e econômicos pelo mundo afora com a força que entendem necessária, nem que para isso massacrem vidas e ideais.

Hoje, parece que Rússia e China, e também a Índia, não perceberam o risco que correm de deixar os Estados Unidos mudarem o regime do Irã por um mais "alinhado", submisso na verdade, aos interesses ocidentais (digo Europa e Estados Unidos). O Irã é muito próximo desses três membros do BRIC, sendo um ponto estratégico, além do Iraque e Afeganistão, não apenas para controlar o gás e o petróleo distribuído para estes três países, mas também por ser muito próximo o suficiente para atacá-los com facilidade, inclusive.

Não é por outro motivo que o Brasil se preocupa em que os Estados Unidos não invadam a Venezuela, pois a questão pode ser também de petróleo e gás, mas é muito mais que isso. É o meio do caminho para uma invasão ao Brasil, a potência energética e econômica do Hemisfério Sul.

Escrevi tudo isso para dizer que alguns países têm propalado o ódio ao irã e também o medo a este pais, a que o jornal Tehran Times chama de IRANOFOBIA.

O regime que governa o Irã pode não ser o mais amistoso para os padrões culturais ocidentais, mas o Irã deve ser respeitado. Não se pode confundir povo com governo. Não se pode julgar o povo pelo governo. Nem tampouco pode-se punir o povo para alcançar o governo. Isso é tortura coletiva que infelizmente ainda vem sendo adotada por grandes potências econômicas e militares do planeta.

Além de injusto e desumano, esse tratamento a alguns países e povos visa defender tão somente interesses mesquinhos por controle de energia, manutenção ou ampliação do poderio econômico e defesa de interesses geopolíticos, sendo a mais pura demonstração de algo assemelhado àquilo que o mundo tentou banir e não conseguiu, a eugenia, a defesa de que alguns seres são melhores que outros, que algumas culturas são melhores que outras e que alguns povos podem ter luxo em detrimento do mínimo de dignidade ou até mesmo a vida de outros.

O ocidente exporta o seu ponto de vista, as suas vontades e as suas imposições e importa de graça a energia que precisa, às custas do sofrimento de milhões de pessoas. O Irã e o seu povo são as vítimas da vez, bem como o mundo todo, mas muitos ainda não conseguem enxergar nem a injustiça nem o sofrimento, pois os olhos voltam-se apenas às propagandas das ideias, que alteram os fatos em prol do que se pretende vender: o prazer em troca da massificação coletiva.

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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