Vim de um líquido turvo e virei pó. Chorei logo que vim ao mundo e calei-me na despedida. Quase me ceguei ao ver a luz e fecho os olhos ao não saber se a enxergarei novamente. No meio do caminho tive a vida que todos conhecem, repleta de acertos e desacertos, esquecendo absurdamente quem eu era. Talvez no silêncio do que hoje significa o depois, eu possa encontrar-me. Talvez até possa ver melhor e sorrir com os erros cometidos. Talvez consiga ver as cenas principais e refletir de forma ponderada sem tanta emoção. Talvez passe a usar a razão da forma adequada, sem frieza. Talvez as etapas de nossa permanência signifiquem aprendizado. Para quem acredita em retorno, talvez eu volte ao mundo sorrindo logo ao abrir os olhos e tudo mudaria...
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