domingo, 18 de janeiro de 2009

FREUD, GANDHI E 60 ANOS DE ISRAEL


Saiu nesse sábado, na revista Carta Capital dessa semana, uma matéria interessantíssima intitulada "Freud e Gandhi explicam", de autoria de Maurício Dias, responsável pela Coluna Rosa-dos-Ventos, onde é relembrado que Freud, judeu, se opôs à criação de um Estado Judáico na Palestina. O intelectual alertou, inclusive, que tal idéia retratava um fanatismo irrealista. Na verdade, o pai da psicanálise atacava frontalmente os sionistas que tanto desvirtuaram os pensamentos judáicos ao longo do tempo.
Gandhi, que dispensa apresentações, afirmava que "é errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética".
Antecipo que não sou contra a criação do Estado de Israel. Acho que os judeus têm direito, sim, a um lar, como todos os outros povos. Apenas discuto a rapidez com a qual o mesmo foi criado, sem uma longa e exaustiva discussão (a fim de evitar tantos desentendimentos e futuros abusos), e o momento, já que em 1948 os Estados árabes estavam começando a se livrar do colonialismo francês e britânico. Alguns inclusive, como a Argélia, apenas se veriam livres décadas depois.
Passados 60 anos da criação de Israel, reconheço que os questionamentos do parágrafo anterior não são óbices (e nem poderiam ser) à criação ou existência do Estado judáico. Acho apenas que:
a) devem ser respeitadas as fronteiras dispostas na criação de Israel pela ONU, em 1948;
b) deve haver respeito recíproco entre israelenses e palestinos e todos os demais vizinhos;
c) devem ser criadas escolas que promovam a interação entre israelenses de origem não-árabe e israelenses de origem árabe (ou palestinos) em Israel e na Palestina;
d) deve ser criado um mercado comum que una todos os países do Oriente Médio, incluindo necessariamente Israel.
Ocorrendo isso, penso que o tempo se incumbirá de promover a paz, a harmonia e o reencontro cultural entre esses povos semitas. A saúde mental da humanidade, de certo, agradecerá.
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Cyro Saadeh é jornalista e membro do ICArabe

Para refletir:

Para viver, sinta, sonhe e ame.
Não deseje apenas coisas materiais.
Deseje o bem e multiplique as boas ações.
Sorria, sim. Mas ame mais.

Ame a si, aos outros, a quem está próximo e distante.
Ame quem errou e quem acertou.
Não diferencie.

O amor não julga. O amor não pune. O amor aceita.
Pense nisso e aceite a vida.

Vamos brincar com as palavras?



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