Sou apenas palavras, às vezes poéticas, às vezes dramáticas, mas sempre daqueles tipos que são levadas pelo vento. Para me compreender é necessário perceber as entrelinhas, aquilo que não é diretamente apontado. Às vezes também sou o vazio das letras, onde nada há a ser dito. Não sou aquilo que é visto, mas o que se lê e se interpreta ou, muitas vezes, o vazio absoluto, sem espaço para divagações ou realidades. Muitas vezes sou o retrato do sonho pessoal. Como em um simples triângulo, posso ser visto de cada ângulo e por graus diferentes, mas o resultado do meu eu verdadeiro é a somatória de tudo o que existe, muitas vezes sem ser percebido, visto ou compreendido por todos. Sou, assim como todos, um mero exemplo da vastidão do ser e do estar, retrato simplório e restrito daquilo que o universo representa.
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